quinta-feira, 29 de março de 2012
Expresso 3
Entre o sol, entre o mar, entre a luz, entre você e habite o meu habitat.
Marcadores:
Curta conto
segunda-feira, 12 de março de 2012
Expresso 2
Ela fazia letras,
Ele escrevia frases,
Juntos,
Lado a lado,
Lavravam a vida.
Ele escrevia frases,
Juntos,
Lado a lado,
Lavravam a vida.
Marcadores:
Curta conto
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher
Era dia,
Se bem me lembro,
Era dia.
6, 22, 8, 4, 12, 7,
Um dia desses aí,
Eram janeiros, marços, junhos, agostos, setembros, outubros,
Eram meses,
Mãe, namorada, noiva, esposa, mãe,
Mulher!,
Luta, luta, luta,
Dias passam, noites vem,
Ela ali, elas ali,
Lida lida lida,
Dias noites tardes,
Vin-te-e-qua-tro-ho-ras,
Março é marco,
Marco em março,
Labuta luta lida,
Amor amor amor,
In-con-di-cio-nal,
Era dia.
Marcadores:
Simples escrito
quarta-feira, 7 de março de 2012
Não procuro datas,
Muito menos dados,
Nunca dardos,
Simplesmente não procuro.
Procuro-me.
Muito menos dados,
Nunca dardos,
Simplesmente não procuro.
Procuro-me.
Marcadores:
Pequenos devaneios
sexta-feira, 2 de março de 2012
Sofreguidão
Desejos,
Esquivo,
Pilastras,
Pique esconde,
Correria no coração.
Vigas,
A cabra-cega,
Tato na solidão.
Estruturas,
Brincar com emoção,
Motes de sofreguidão.
Esquivo,
Pilastras,
Pique esconde,
Correria no coração.
Desejos,
Evasivo,Vigas,
A cabra-cega,
Tato na solidão.
Desejos,
Desejos,Estruturas,
Brincar com emoção,
Motes de sofreguidão.
Marcadores:
Simples escrito
Expresso 1
Eu não vou segurar esta pica! - Esbravejou ao ver o corpo caído junto ao portão de saída por onde entraram.
Marcadores:
Curta conto
quinta-feira, 1 de março de 2012
Quarto
Passeio,
Em cada quarto,
Um ato,
Olhos negros negros negros.
Em pequenos quartos,
Um quarto da vida vida vida.
Um ato,
Minutos voam voam voam.
Em cada quarto,
Um ato,
Olhos negros negros negros.
Em cada quarto,
Esquartejada,Em pequenos quartos,
Um quarto da vida vida vida.
Horas e segundos,
Entre cada quarto,Um ato,
Minutos voam voam voam.
Marcadores:
Simples escrito
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Aventais
Entre o copo e o corpo, desejos quebrados pelos aventais quadriculados. Junto à mão furtiva da imensidão turva, o copo preenchido do liquido salvador de momentos iguais a estes em outras ocasiões. Porém, perto do corpo, o desejo.
Escuridão em quarteirões da Rio Grande do Sul, pontos de ônibus vazios, restaurante popular fechado e o copo em sua mão. O corpo, inerte pelo frio cáustico vindo da alma rubra, estava ali.Jogos de azar são disputados. Azar e sorte em um tabuleiro rosa grená, escondido nas esquinas. O tarja preta havia se findado a dois dias, e sem ele, o discernimento desapareceu entre um copo e outro. Turvo ou não, na maioria das vezes, incolor.
Desejos quebrados pelos aventais quadriculados. O salão do Vaga-Lume, repleto de copos e corpos. Hálitos estarrecidos pela dor. Desejos. Garçons. A cocada branca, comprada na volta do treino, já não é mais vendida. O ponto de ônibus já não o levava mais. Aventais quadriculados. Mesas. Desejos e desejos.
Entre o copo e o corpo.O bolso da calça furado. Chaves que não abriam mais nada se perdiam pela Olegário, e mesmo assim, eram recolhidas. A escuridão o abraçava e o levava a Raul Soares. Se um dia pensou em lutar e desbravar tudo aquilo, hoje apenas queria lutar contra os aventais quadriculados.
Anestesiado pela fumaça e pelo cheiro do enxofre expelido pelo último ônibus da noite, recolheu-se entre seus joelhos. O copo vazio e o corpo se entregando aos poucos ao ópio da vida aguçada. Entre o copo e o corpo, desejos quebrados pelos aventais quadriculados.
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Rabiscos e riscos
Nos riscos,
Vejo rabiscos.Neles, corro todos,
Belos riscos,Curvas e retas,
Seus rabiscos.
Nos rabiscos,
Sinto riscos.Delineio,
Neles todos,Riscos e rabiscos,
A vida em fino tracejado.
Nos riscos,
Nos rabiscos.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Pó
Era pó,
Pô!, era apenas pó,Não fiz nada,
Apenas deixei ali,
Aquele pó.
Pô, ah este pó,
Maldito pó,Branco alvo celeste,
Que me deixou assim, pô!
Descuidei-me, pô!,
Pelo pó,
Pó que nem sei o que é, pô!,
Alvo agora é,
Pelo pó que nem é, pô!
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Danças dos dedos
Dedos tocam,
Ao toque, transcendo,
Sorriso farto grato solto no espaço da vida,
Toques marcas graças nos dedos,
Dedos tocam,
Danço de encanto,
Encantado em graças, de graça.
Ao toque, transcendo,
Sorriso farto grato solto no espaço da vida,
Toques marcas graças nos dedos,
Dedos tocam,
Danço de encanto,
Encantado em graças, de graça.
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Palavra
Alheio,
Ao sentimento,Receio,
Ter dito, apenas, uma, única,
Palavra,
No momento exato,
Em que minhas mãos,
Buscavam pelo tato,
Encontrar o que não havia,
O que não via,
Alheio,
Ao sentimento,
Não mais a via,
Em, apenas, uma, única,
Palavra.
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sonhos intranquilos IV
Escrevi assim, um poema esquisito.
Perdi-me, entre as cores azuis e lilás,
Que um dia me disseram-algo-que-já-nem-lembro-mais.
Da mesma forma que o poema,
Estranho e esquisito que havia escrito.
Perdeu a força;
Força que me forçava a escrever letras G-A-R-R-A-F-A-I-S,
Este gigante imenso,
Nas letras de nossos ancestrais.
Louco e eloqüente, me puxa, puxa, puxa.
E sem mais ou menos, me perco nos braços longos e estranhos de algo que já nem sou quem sou.
Mundo estranho. Estranha teoria. Vigília.
Ser é o ser, dor, alguns curiosos estudiosos dizem em seus pequenos espaços de vida que é o amor.
Rima fácil e pobre.
Difícil é vivê-los sem passar por tais desejos efêmeros.
Perco-me, derreto-me, lanço-me, e assim, sem mais ou menos, perco-me novamente.
Cruz, luz, Jesus... em algum lugar alguém deveria dizer que: “Oh não chores mais, menina não chore assim”. Mas, desnudo, com o universo que me surpreende, perco-me em seus cabelos... incríveis e invencíveis. Mesmo brancos e arrancados fio-a-fio pelos dedos de Anália, que desejou ir só para Maracangalha.
Eu fico aqui perdido.
Perco-me em mês estranho.
Estranho meu mar, meu impar, meu vôo...
Mas, a vida é sem graça,
Se houvesse graça de graça,
Seria sonho.
Ernesto me sacode e novamente me acode.
Acordo e vejo no horizonte, novamente o cone sul, movimentando nossa estrada.
Seguimos novamente para onde não sabemos.
Vamos Ernesto!?
Perdi-me, entre as cores azuis e lilás,
Que um dia me disseram-algo-que-já-nem-lembro-mais.
Da mesma forma que o poema,
Estranho e esquisito que havia escrito.
Perdeu a força;
Força que me forçava a escrever letras G-A-R-R-A-F-A-I-S,
Este gigante imenso,
Nas letras de nossos ancestrais.
Louco e eloqüente, me puxa, puxa, puxa.
E sem mais ou menos, me perco nos braços longos e estranhos de algo que já nem sou quem sou.
Mundo estranho. Estranha teoria. Vigília.
Ser é o ser, dor, alguns curiosos estudiosos dizem em seus pequenos espaços de vida que é o amor.
Rima fácil e pobre.
Difícil é vivê-los sem passar por tais desejos efêmeros.
Perco-me, derreto-me, lanço-me, e assim, sem mais ou menos, perco-me novamente.
Cruz, luz, Jesus... em algum lugar alguém deveria dizer que: “Oh não chores mais, menina não chore assim”. Mas, desnudo, com o universo que me surpreende, perco-me em seus cabelos... incríveis e invencíveis. Mesmo brancos e arrancados fio-a-fio pelos dedos de Anália, que desejou ir só para Maracangalha.
Eu fico aqui perdido.
Perco-me em mês estranho.
Estranho meu mar, meu impar, meu vôo...
Mas, a vida é sem graça,
Se houvesse graça de graça,
Seria sonho.
Ernesto me sacode e novamente me acode.
Acordo e vejo no horizonte, novamente o cone sul, movimentando nossa estrada.
Seguimos novamente para onde não sabemos.
Vamos Ernesto!?
Marcadores:
Pequenos devaneios
Numa taça de champagne, infernos vermelhos desenham os pés, dor insana de cores apáticas, sigo verde roxo ao encontro lilás da vida azul. Cores iluminam nosso céu grená.
Marcadores:
Pequenos devaneios
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Senhor tempo
Marcas, Aparecem com o tempo,
Junto deles, o vento,
Antes negros,
Hoje escassos e alvos,
Longos espaços de tempo,
Mãos pequenas,
Pés pequenos,
Espinha no rosto,
Aparelho odontológico sem uso.
Marcas,
Aparecem com o tempo...
Junto deles, o vento,
Antes negros,
Hoje escassos e alvos,
Longos espaços de tempo,
Mãos pequenas,
Pés pequenos,
Espinha no rosto,
Aparelho odontológico sem uso.
Marcas,
Aparecem com o tempo...
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mundo que gira,
Voltas e voltas.
Vida vazia,
Tardes manhãs.
Voltas!? Voltas!?
Mundo que gira.
Voltas e voltas.
Vida vazia,
Tardes manhãs.
Voltas!? Voltas!?
Mundo que gira.
Marcadores:
Pequenos devaneios
Manhãs e manhas,
Coisas e vidas,
Viva as coisas,
Coisas de manhãs,
Manhas pelas manhãs
Coisas e vidas,
Viva as coisas,
Coisas de manhãs,
Manhas pelas manhãs
Marcadores:
Pequenos devaneios
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Dádiva
Apenas desejos,
Vidas e feridas,
Olhos negros.
Azulejos brancos,
Bolor e odor,
Vidas en-cantos.
Louca escuridão.
Desejo de paz.
Vastas lembranças,
Purific-a-dor,
Brancas alianças.
Túneis detestáveis,
Luz luz luz,
Arco-íris sustentáveis.
Cabelos ao vento,
Sol sol solo,
Passo lento.
Em tuas,
Mãos,
Minha dádiva.
Vidas e feridas,
Olhos negros.
Azulejos brancos,
Bolor e odor,
Vidas en-cantos.
Nefasto momento,
“Pai, por que me abandonastes?”,Louca escuridão.
Fuga fugaz,
Alcaparras e azeite,Desejo de paz.
Vastas lembranças,
Purific-a-dor,
Brancas alianças.
Túneis detestáveis,
Luz luz luz,
Arco-íris sustentáveis.
Cabelos ao vento,
Sol sol solo,
Passo lento.
Em tuas,
Mãos,
Minha dádiva.
Marcadores:
Simples escrito
sábado, 28 de janeiro de 2012
E novamente ela brinda,
Com seu gosto,Seu rosto,
Seu corpo.
Entre corpos e copos,
Belgas, alemãs e belo-horizontinas,
Encontra-se aqui,
Perdida,
Solta,
Louca!!!
Névoa esconde o pico do curral,
El Rey é posto,
Posto entre atos e pratos.
Marcadores:
Pequenos devaneios
Rua amarela
Sonhos, sonos, aperto, ao céu azul, cor de luz, Nega renega peleja,
Sinos no alto vindo do auto-falante,
Sonhos, sonos, aperto, no céu de brigadeiro, estrelas,
Lida vida ferida,
Sons de tons e semitons de ditongos abertos não nasais,
Neste aperto, aperto a esperança contra a parede,
Solto no ar, sonhos sonos, céu,
Brigadeiro de chocolate branco na panela,
Panela pulsante,
Pulsa com o rubro no meu olhar,
Olhar que olha você na janela do tempo,
Estrelas que nos iluminaram em terra santa,
Santa!, volte pra terra,
Terra!, seja santa,
Alimento a fome da alma com restos de desejos envelhecidos,
Solto o solto pela rua amarela.
Sinos no alto vindo do auto-falante,
Sonhos, sonos, aperto, no céu de brigadeiro, estrelas,
Lida vida ferida,
Sons de tons e semitons de ditongos abertos não nasais,
Neste aperto, aperto a esperança contra a parede,
Solto no ar, sonhos sonos, céu,
Brigadeiro de chocolate branco na panela,
Panela pulsante,
Pulsa com o rubro no meu olhar,
Olhar que olha você na janela do tempo,
Estrelas que nos iluminaram em terra santa,
Santa!, volte pra terra,
Terra!, seja santa,
Alimento a fome da alma com restos de desejos envelhecidos,
Solto o solto pela rua amarela.
Marcadores:
Simples escrito
Assinar:
Postagens (Atom)