quinta-feira, 18 de julho de 2013

Distância


Tão perto,
Tão longe,
Aqui,
Ali,
Dez passos,
És passos,
Tão perto,
Tão longe...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Segunda


E sonhando com teus olhos
Me vi,
Sorrindo ,
Cantando...

Pulei,
Gritei,
E sem mais ou menos,
Sorri em você...

Ah!, menina que me aquece,
Com tão alvo sorriso,
Me saco a dor,
Me sirvo do teu amor...

E assim,
Alvo e leve,
Me pego em teus pés,
Proclamo minha vida...

E vivo,
Feliz,
Ao te ver,
Ao meu lado...

Lado a lado,
Sem ao menos,
Nem ao menos,
Suplicar por teu amor (suplico ou recito?)....

Me envolva,
Em teu lençol,
Que alvo como teu sorriso,
Me eleva...

E no alto,
Perdido em teu tom,
Me sirvo,
Te sirvo,

E que a métrica exploda,
Pois em ti,
Linda de oito anos,
Me acho...
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pacto


Fiz um pacto,
Com ele,
Disse que era pra te esperar,
Ele não entendeu,
Recusou naquela época,
Hoje,
Passado alguns anos,
Vividos alguns meses,
Lembra sempre deste passado,
E sem nenhuma hipocrisia,
Ele diz:
Você tinha razão meu amigo...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Na Pele


A saudade,
Me pela a pele,
Que toca a tua pele,
Falta do teu pelo em pelo,
Me tocando a pele em pelo,
Pelo ao menos desta vez escute:
Venha com tua pele, em pelo, esta noite,
E sinta na pele, como sinto saudades da tua pele...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pensamento


Mesmo que não haja ar,
Nos dias em que me faltam,
Nas ladeiras que campeio,
Dias quentes,
É em você que penso.

Em nacos de  mim,
Triturados pelo despertar,
Onde o ser deseja ser,
E a alma desalma-me,
É em você que penso.

Na alegria,
Na doença,
Na tristeza,
Na pobreza...
É em você que penso.

Entre um copo,
Um corpo,
Um risco no lagoinha,
Água ardente que me inunda,
É em você que penso.

E até quando meu peito se sente só,
Mesmo em dias ímpares,
Noites frias,
Cavalgada do luar,
É em você que penso.

E assim,
Sem mais,
Sem o menos,
Sem nada,
Todo nu,
É em você que penso...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Esquecimento

Se por acaso algum dia eu esquecer,  não me culpe. Pois o esquecimento é um conjunto de obras construídas e esquecidas por dois. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Obituário do amor

Isto não é pra mim, definitivamente não nasci pra tal coisa. No início frenesi total, depois relaxa, mais um tempo... voa, e quando menos esperamos, finda!

Fico me perguntando algumas vezes: "onde foi parar o fogo? E as noites quentes? Manhãs lutando contra o despertar do relógio e se enroscando entre pernas e abraços, onde foi tudo?" É... A coisa toda é bem complicada. E o pior é que se você tenta se desligar destas interrogações acaba por matar o danado e se continua a pensar é taxado com outros nomes.

Já não sei adjetivar  qualquer tipo de relação. Se é namoro, ficada, pegada e até mesmo largada. E adjetivar sentimentos então?, é bem mais complicado: paixão, amor, descaso, indiferença ... Tudo isto é bem angustiante, tão angustiante quanto esperar um beijo de língua ao amanhecer.

Claro,  com certeza, nesta hora você estará pensando: "não seja tão pessimista meu caro escrevente, o amor está no ar! ". Concordo que  em algumas manhãs o beijo, o corpo, o coito e tudo mais é ofertado, e nestes momentos é que me bate a lembrança dos abraços noturnos, o aconchegar no colo, pés se esfregando durante a madrugada, o sorriso...

O sorriso! Este companheiro de horas intensas, seja qual for o momento, sacia o tempo do esperar. É nele que me agarro, tal como uma criança a sua teta favorita. Em dias gris, é ele que vem e ilumina o viver. E assim volto a acreditar no amor. O mesmo que queria sepultar  no início deste texto. O mesmo sentimento que dizia não acreditar e renegar a sua existência em mim.

Definitivamente isto não é pra mim. Viver sem amor e negá-lo a cada amanhecer solitário. Desculpe-me meu pobre jornalista, mas se depender de mim tão cedo iremos publicar a morte dele. O amor não será sepultado desta vez.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Encontro

E em menos de dois segundos caio em teu colo. Me alfineto a todo instante para ter certeza que agora o mundo gira. O fato de nossas línguas se encontrarem todososdiaspelamanhã, traz uma certa paz... Olha o sol!, vê? Veja, assim como teu sorriso, a jornada é alva. 

Vai, me permita, ao menos desta vez chegar ao fim. Finda a vida dos meus olhos em tua boca, nela o dia é claro. É claro que toda infelicidade já confessada à você, ajudou-me nesta jornada, e por ela, cheguei a ti. 


O universo não é mais paralelo, o caminho é tortuoso, e você, dona de minha cabeça, como já fora em outrora, é minha perdição... Perco-me em seus olhos, sorrisos, lábios... salvo-me em você... 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

E você, por onde anda?


E você, por onde anda?
E eu aqui, neste bar, me matando ao embriagar, com o lagoinha à risca, o líquido transparente arranha minha garganta, entre goles e soluços, e você, onde anda?
E a saudade, está que agora vem visitar-me insistentemente, di-a-pós-dia, noites cinzas frias sem teu calor, cama larga, travesseiro solto, desejo morto. E o teu corpo, que outrem era meu copo, onde sorvia a vida, tua vida em minhas mãos, mãos que lhe acariciavam, prazer de você em mim, e  você, agora, onde anda?
Em total solidão, chorando aos poucos, visito bares onde já te encontrei. Procuro sem orgulho: o homem que ama não tem orgulho, sei, alguém já te disse isto.  Nos fundos dos copos, em outros corpos, em sorrisos tão falsos, em dias opostos, e agora, me diz, onde anda você?
É o fim, sei bem, de um jeito peculiar entendi. A noite é vazia, o copo estará vazio, a vida se esvazia... entre os copos, entre os corpos, entre todos o lugares, e agora, onde anda você?
Verdade seja dita e cravada na alma: É  a dor, esta que afaga, norteia  o homem que se diz amado amante amor... E agora, onde anda você?

sábado, 6 de abril de 2013

Colcha de retalho


Entre losangos
Círculos  
Triângulos,
Cores de diversos tons,
Desejos represados,
Pensamentos evasivos,
Toques nos retoques,
Formas de amar,
Costurados,
Sobre a cama,
Entre os corpos,
Espaços abertos em feridas,
Alinhavadas pela história,
Contadas entre pernas
Pelos
Velas
Lágrimas,
Aquecendo no outono frio,
Sem a cor dos retalhos,
Que enfeitam o altar ,
Tudo pode,
Tudo corta,
Tudo esquece...
Embaixo da colcha de retalhos