terça-feira, 29 de setembro de 2009

Piadinha



No balcão da alfândega

- Seu nome?
- Abu Abdalah Sarafi.
- Sexo?
-... Quatro vezes por semana...
- Não, não, não! Homem ou mulher?
- Homem, mulher... Algumas vezes camelo...


p.s: Piadinha enviada por Guinelo Louzada

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dez minutos


Estou passando por um momento critico em casa. Tenho que tomar um banho com no mínimo dez minutos. Você já cronometrou seu banho? Você não faz idéia o que é ficar dez minutos parado e ensaboado dentro do box. O tempo demora a passar!

Quinta-feira passada, Maris foi tomar banho e descobrimos que ela estava com umas bolinhas no corpo. Pânico total! Como assim, bolinhas no corpo? Pois é, estava mesmo. Fui correndo com ela para o médico. Ele, com aquela paciência toda, me deixou mais sossegado. A menina tomou uma injeção de antibióticos, já que estava espirrando, e recebeu um tratamento leve, sem muita agressividade.

Vai tomar três banhos, no mínimo, de dez minutos!

Achei que era tranqüilo afinal o que são dez minutos? Ninguém faz idéia do que seja ficar dez minutos parado, ensaboado, olhando o relógio, fazendo... tic... tac...

Em dez minutos a gente faz muita coisa. Toca três canções do Roberto, prepara um miojo para o jantar, passa um cafezinho para a visita e até assiste um brutamonte ser finalizado no UFC. Mas... Lá em casa não, em dez minutos vejo Maristella ficar nervosa e com frio.

É terrível! Nos primeiros três minutos é festa, afinal fico passando a mão nela como tivesse fazendo carinho. Aos cinco já começa a irritação, ela tremendo de frio e eu... Sem ter o que fazer. Não dá nem para ler um livro. Aos sete minutos... Ela está querendo derrubar a porta do box e eu... Torcendo para que ela consiga. Afinal já estou morto de tédio, e algo novo é sempre bem-vindo.

Aos oito... Volto a passar a mão no rabo dela, para, quem sabe, receber uma mordida... Quem sabe assim os próximos dois minutos passem mais rápido? Mas, ela não morde! Treme ainda mais. É o frio.

Nove minutos. Meu Deus! Falta só mais um minutinho, sessenta segundos apenas. Apenas!#?$? Isso tem que passar rápido. Mas, não passa. É o minuto mais demorado, já estamos em pânico, mortos de tédio. Bem, ela de frio!

Enfim, Dez minutos! Vivas! Podemos abrir o chuveiro e enxaguar a menina.

Faça o teste em casa, fique dez minutos se ensaboando dentro do box. Se, por acaso, você não entrar em pânico, me conte. Afinal, tenho que dar mais banhos nela.

Quem sabe você não faça isso por mim?!

p.s: Texto revisado por Ricardo Ô Divino

Devaneios as 17 horas

A insuficiência renal,
                         Me faz cada dia passar mais mal!

A tal da ignorância,
                                          Me mostra que ler livros tem relevância!

A falta de ter o que fazer,
             Me faz cada dia morrer!

E o tal do afeto?
                     Me mostra que preciso ter você por perto!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A escada


Deu 12 h, e apressadamente ele desceu a escada para o almoço. Nem prestou atenção no cadarço do tênis desamarrado. Terrível distração! Assim que começou descer a escada, encontrou uma bela bunda á sua frente. Tarado como era, não resistiu, focou-se naquele belo e estonteante pandeiro e esqueceu-se dos degraus da sua algoz.

Foi fatal! Tropeçou no degrau do terceiro lance de escada. Foi caindo em câmera lenta, e lógico não tirou os olhos daquelas belas nádegas. Quanto mais caía, mais olhava. “Merda, maldita escada!”, pensava e caía ainda excitado com a bunda da menina.

Após alguns segundos em queda livre, parou de boca no chão. Passou a mão e sentiu o sangue a melar. Visto que já estava tudo ferrado mesmo, levantou o olhar a procura da danada. Não a viu mais. Colocou-se de pé, passou a mão mais uma vez, limpou o rosto e saiu em disparada à procura da sua linda e maravilhosa bunda.

Já saindo do prédio, escutou: “Hei moço, o seu cadarço esta desamarrado”. Olhou para traz e viu a dona da bunda. Não conseguiu falar nada, nem amarrar o cadarço, ficou embasbacado com a beleza da moça. Só conseguiu exprimir um muito obrigado.

Apaixonou-se e todo dias, as 12 h, ele desce a escada a procura da mais perfeita bunda que já colocou os olhos. Logicamente trocou o tênis de cadarço por um de velcro.

Mudanças


O Apartamento em Santa Tereza não é mais o mesmo.
Muitas coisas mudaram de um tempo pra cá.

Antes era um entra e sai danado, hoje não mais.
Antes tinha tapete na sala, hoje não tem.
Antes tinha muitos incensos, hoje não pode ter.
Antes poucos vinhos, hoje sempre têm e sempre bebo.
Antes não ouvia latidos, hoje se ouve.

Hoje tem flor!

p.s: Obrigado pelas flores! Elas e Maristella mudaram meu lar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Prazo


A noite começou cinza, tudo levava a crer que ia chover. O clima não estava muito bom, sentia isso de alguma maneira. Não quis dar razão para as minhas intuições.

Os próximos fatos da noite me mostraram que realmente estava equivocado. Bebi, sorri, conversei, toquei, cantei...

Acredito muito em intuição e em outros “Çãos”. Se sentir que algo vai acontecer, é batata, mais cedo ou mais tarde... Acontece. Naquela noite não foi diferente, ainda mais porque era quarta-feira. Eles sempre estão ao meu lado, tenho certeza disso. E me faziam sentir que algo ia acontecer. E não é que aconteceu!

A noite terminou cinza, triste, sem graça e com magoas espalhadas por toda casa. Era assim, sempre que sentia alguma coisa, mais cedo ou mais tarde acontecia.

A madrugada fria, a cama vazia e o sentimento ruim no coração. Mas tenho que respeitar. Afinal meu prazo está se acabando. Nascemos já morrendo, como disse certa vez. Nada mudaria aquela madrugada. Uma madrugada tão cinza quanto o início e o término da noite.

Meu Deus, será que o dia também será cinza? Perguntei, sem obter a resposta pra tal questionamento. Ainda não sou esquizofrênico, como diz um amigo meu: “Se você fala com Deus, assim como eu, você é um religioso, mas se Deus fala com você, você é um esquizofrênico”.

Mas a esperança não morreu, com fé e sentimento, lutei! A luz do sol entrou pelo quarto. O seu calor veio aquecer a minha cama no início da manhã. O gosto que tive na boca, a força, a vontade de viver mais um dia, o gozo pela vida.

Tenho que aproveitar todo raio de sol, toda luz, todo calor. Afinal meu prazo esta acabando.

p.s: Texto revisado por Ricardo Ô Divino

Desforço

Ela me persegue,
Não importa pra onde eu vou,
Ela está lá.

Inexorável, como uma ninja.
Fico consternado quando a vejo,
Não sou assim.

Algófilo? Sou.
Mas com ela nada é físico,
Ela dilacera meu espírito.

Desapareça,
O mundo não precisa de você.
Quero Jubilium.

Suplício


A dor dói!
E eu sinto.
É justo?

O amor ama!
E eu sinto.
É errado?

O precipício está ali,
E eu quero pular.
É justo ou é errado?

De que lado você está?
Do meu?
Do dele?

Deus, me de asas, quero sair daqui!
Pra onde? Pra que?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O toque!


Teu toque me faz tocar,
A mais bela canção popular,
Tudo isto me faz acreditar,
Em nossos toques podemos amar!

Não me importa quando vem tocar,
Está sempre pronta pra amar,
Não te importa qual musica tocar,
Sabe que toco por te amar!

"Eu faço samba e amor até mais tarde. E tenho muito sono de manhã."

Sexta I

Pela primeira vez, em meses, me senti um nada dentro do ônibus.

Não tinha nada pra fazer, nenhum livro pra ler, crônica para escrever.Poesia? Sem chance, não tinha inspiração. Resolvi então não fazer nada.

Mas... como não fazer nada? Alguma coisa tinha de ser feita... O mundo está lá fora cheio de pessoas, de vidas.

Alguma coisa tem de ser feita.

Tudo bem que seriam uns poucos minutos "de nada". Mas poucos minutos representam algum percentual da minha vida. Decidi que não iria perder mais nem um minuto, afinal já nasci morrendo.

Reparei a minha volta, uma av. Contorno sem transito (o motorista do balaio tinha resolvido tirar o pé e nos permitir a vista). Todos os sinais funcionando. Tem coisa errada no mundo, não pode ser perfeito assim... (pensei)

Porém, hoje é especial! É sexta! E sexta é assim, mágica, perfeita, insubstituível.

Sexta é sexta!

p.s:: Texto revisado por Ricardo Ô Divino

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Somos machistas! E daí?


Belorizontino é machista! Sim, é machista, sim. Você não concorda? Quer fazer um teste rápido comigo? Calma não vai doer, é coisa rápida. Podemos começar? Ótimo, então vão lá.

1) Qual o nome da principal Avenida de Belo Horizonte?
2) Qual o nome da avenida que você utiliza pra ir pra Confins? E a outra?
3) Qual avenida tem o maior comércio de peças automotivas?
4) O Mercado Central fica em qual avenida?

Quantos nomes femininos você me disse? Exatamente, nenhum. Não tem jeito, todas as principais avenidas de Belo Horizonte têm nome de homem ou Estado; se for mulher é santa.

A única avenida que escapa, ao menos que eu me lembre, é a Tereza Cristina e te confesso que acredito, salvo engano, que só tá lá porque foi mulher de D. Pedro II. Não vejo outra razão. Andei pensando que poderia ser a amante de algum prefeito, governador ou até presidente, mas a história nos mostra que não teriam peito para fazer algo deste tipo.

Você deve tá achando que eu tô doido, não é? Porque não me lembrei da Avenida Raja Gabaglia. E você sabe quem foi Raja Gabaglia? Enganou-se, não foi jornalista porra nenhuma, foi um professor lá da época de Getúlio Vargas, que por sinal é outra avenida importante. Não tem jeito, não mesmo. Somos todos machistas!

Se eu fosse prefeito desta cidade mudaria o nome de todas as avenidas; a Afonso Pena se chamaria Elis Regina. A longa Avenida Amazonas iria se chamar Ana Hickmann, em homenagem as suas longas pernas. Cristiano Machado seria Ângela Bismarchi, devido às constantes intervenções cirúrgicas pelas quais ela passa. A Antonio Carlos iria se chamar Fernanda Lima, uma avenida loira e leve. Avenida Pedro II iria se transformar em Princesa Izabel, lógico, não podemos perder a realeza! E a Augusto de Lima, como tem o Mercado Central e sempre saio de lá num estado lamentável devido ao consumo abusivo de álcool, se chamaria Letícia Birkheuer, que já foi vista bebadazinha nas ruas do Rio de Janeiro.

Imagine você pedindo o taxista pra te levar ao Aeroporto de Confins saindo da Rua da Bahia: “Olha meu amigo, você pega a Elis Regina e depois a Ângela Bismarchi, mas se você achar que ela não está boa pode pegar a Fernanda Lima!”. Seria um sonho, não acha?

Mas, enquanto não sou prefeito, fico aqui morando nesta rua com nome de santo, doido pra morar na Camila Pitanga!

p.s: Texto lido e aprovado pela Srta. Professora Mestre Doutora Carla Barbosa

Naquele exato momento


Por um momento achei que já não estava mais aqui...
Olhei pro céu através da janela, e vi uma única estrela.
O céu está estranho...

São 23 horas, escuto coisas caindo no apartamento, não consigo distinguir se está acontecendo aqui ou no vizinho. O barulho é muito, é perto, é seco. Masristella decidiu que hoje não dormiria em casa, moro sozinho novamente.

Estou pouco me lixando se o argentino chegou e fez barulho... Este filho da puta ainda me paga, vive me acordando chegando de madrugada.

"O coração do homem bomba faz tum-tum até o dia que ele fizer bum!". O celular toca... Não sei onde estou. Lembrei! Porra negão, era pra tomar mais cedo! Agora já estou em casa!

Olho pro céu novamente, a estrela continua lá. Por certo momento me senti fora do corpo. Fora daqui.
Senti que não era mais eu, não sei que porra eu era naquele momento. Era tudo, menos eu.
Não tinha mais barriga grande, não estava entupido de pizza de domingo, meu pau estava morto.

Foi estranho. Foi paz. Foi à morte.

Naquele exato momento que não estava comigo, me senti leve. Senti-me morto. Senti-me... me senti como não me sinto a muito tempo.
Algo estranho, incompreensível, maravilhoso, único.

Se a sensação de morrer for esta, eu a quero. Mas se esta sensação for à da vida em plenitude? Nunca vou saber. Nunca terei certeza. Nunca...

Naquele exato momento queria repetir a dose...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Foda na rima!

Sempre que ele podia, ele fodia.
Fodeu tanta gente, que ele nem se fodia.
Fodia de noite, fodia de dia.
Se bobeasse, ele fodia.

Com toda esta "fodeção", pouco se lixava para quem fodia.
Vivia pensando em quem fodia.
Fodia de madrugada, fodia de dia.
Se você bobear, ele fodia.

Foda, fodão. Só pensava se fodia.
Por ser tão fodido, acha que o mundo pouco se fodia.
Fodia de tarde, fodia de dia.
Mas ele se preocupava mesmo, era com quem o fodia.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Piadinha

Um casal, moderninho, na praça:

__ Olha o Guarda!

__ Então guarda!


Fonte: Site: http://www.textolivre.com.br/
Texto: Piadinha
Autor: Manoel Ferreira do Amaral

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Tentando salvar BH.

Moro ali, em Santa Tereza. Fino não acha?
Trabalho aqui, no Centro. E, às vezes, em Betim.
Venho de ônibus ou de carona. Tudo depende do dia.
Mas voltar eu volto a pé! Quase sempre.

Não sou ambientalista, afinal, tenho um carro a diesel e quando coloco o bichinho no mato acabo fazendo muito estrago no terreno.
Apenas venho e vou desta maneira porque o transito está impossível. Há dias então, em que até o viaduto Santa Tereza está congestionado.

Queria ver Rômulo Paes, fazer seu tão famoso verso "A vida é esta subir Bahia e descer Floresta".

Está simplesmente impossível e, para ser honesto, às vezes, até "a pé" está ficando difícil. É tanto carro, tanto caos, tanta merda que da até pra desistir. Para subir Bahia gasto, no mínimo, uma hora! "Osso" mesmo! Viaduto da Floresta, de manhã?, outro caos. Desista. Você não vai conseguir descer.

Mas uma coisa não posso negar. Quando venho andando de volta para casa e passo em cima do viaduto Santa Tereza, me sinto em várias crônicas, vários autores, vários Fernandos e Carlos. Várias letras, muitos Miltons e Vanders. É simplesmente mágico. É simplesmente Belo Horizonte. O ar de BH é mágico, é
doce, é apaixonante. Já do trânsito não posso dizer a mesma coisa.

Muita gente não anda de ônibus porque acha ruim, apertado. Sacoleja. Concordo, em parte, mas a gente pode ler, escrever, ver as meninas lindas, as feias também, namorar, flertar. Já tem gente que acha que o ideal seria todo mundo de bicicleta! Eu já não concordo. Imagina se eu trabalhasse na Afonso Pena, 4001.
Nem a pé eu subo, imagina de bicicleta!

Mas em uma coisa reina a unanimidade; o trânsito um dia vai parar. Se não começarmos utilizar o transporte público, se não começarmos a melhorá-lo, BH vai parar. Vai virar um grande e enorme emaranhado de congestionamento. Gente brigando, menino nascendo dentro de carro, polícia com a sirene ligada o tempo todo, SAMU tentando salvar e não conseguindo passar. Vai virar uma zona, mesmo longe da Guaicurus.

Eu faco a minha parte, e você ?

p.s.: Texto revisado por Ricardo Ô Divino

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Levando a gostosa pra casa

O telefone toca:

- E aí, comeu?
- Como assim?
- Uai, você não levou ela pra casa?
- Levei!
- E não comeu?
- E era pra comer?
- Pressupõe que sim.
- Você comeria?
- Acho que não.
- Duvido...
- Espere um pouco, se você não come, eu tenho que comer?
- Sim, você come tudo.
- Mas tem coisa que eu não gosto!
- Mas você comeu lá?
- Não, nem pensei em experimentar.
- Fala sério! Nem pensou?
- Eu não! Não achei muito atraente não. E você sabe como eu sou.
- Sei...
- É serio se não tiver uma cara muito boa, não como.
- É tá certo.
- E como você vai fazer agora?
- Ah, não sei. Mas honestamente acho que não quero comer não.
- Por quê?
- Achei uns trecos esquisitos, meio assim, sabe?
- Não faço a mínima idéia. Graças a Deus eu não vi.
- Pois é. Mas uma parte da galera comeu.
- É, eu vi o pessoal comendo. Mesmo assim, nem tive vontade.
- Fecho com você. Vou ver como faço, se pai pegar isto aqui na geladeira, já até vi.
- É, joga fora então, porque se azedar vai feder tudo.
- É, tem razão.
- To indo nesta, abraços e boa sorte.
- Beijos!

Desligo o telefone, vou à geladeira e jogo aquela galinha fora.

Com você


Com você eu caso,
me rasgo,
me mato,
e até me reinvento.


Com você eu toco,
retoco,
me faço,
me refaço.

Com você me maltrato,
me acabo,
me escapo,
me arrebato.

Com você eu vivo,
me organizo,
fico ativo,
não me martirizo.

Mil Coisas


Mil coisas se passam na minha cabeça…
E só lembro-me de você...
De nós...
De nosso amor.

Lembro de você rindo...
Sorrindo com a alvorada lá do morro...

Cinema?
É claro...
Com você vou até ao inferno!

Seu gosto é único, é impar...
Escolhi algo assim...

Sinto-me assim quando penso em você...
Quando vivo com você...
Quando amo com você...
Você...

Sempre só você!
Não me importa mais nada!
Só você...

Com você estou sempre arrumadinho...
Avacalhadinho...
Seu zinho...
Sou você...
Só você!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Credo!

Credo, tema forte pra se comentar, não acha? Calma gente, não to falando de asco não, tipo, “Credo uma barata!”, to falando de acreditar em alguma coisa. Sim, papo cabeça!

Pois é, tem coisa que eu acredito e você pode não acreditar. Afinal cada um é cada um. Acha que não? Você acredita em tudo que eu acredito? Tenho certeza que não.

Olha só, eu acredito no Sarney! Sim, lógico que acredito. Você não? Gente como não acreditar? O Sarney existe, tem um bigode enorme, um senhor já com seus mais de 80 anos. Lógico que ele existe. Eu acredito nele! Agora, acreditar no que ele fala... São outros quinhentos! Não tem como, como diria aquele personagem do Carandiru: “É sem chance!”.

Outro exemplo: Acredito piamente que o Collor se arrependeu de ter colocado a mão na poupança da gente. Você não? Raciocina comigo. Estava lá o Fernandinho na varanda da Casa da Dinda, fazendo suas flexões de braço e me chega o Renan Calheiros, este eu tenho certeza que comeu aquela jornalista que nem é tão gostosa mas saiu na Playboy, gritando: “Presidente, realmente vão entrar com o processo de impeachment contra o senhor!”, na hora o Collor pensou: “Merda, porque fui colocar a mão na poupança deste povo?“. E deve ter saído blaterando a Zélia Cardoso, sua estimada prima e Ministra da Economia. Agora você também acredita que o Homem do Saco Roxo se arrependeu? Lógico que se arrependeu, perder uma bocada boa daquela e ainda passar de mãos beijadas pro Itamar Franco, ele deve ter ficado um bom tempo se arrependendo. Mas as suas pragas contra Zélia funcionaram, certo tempo depois a priminha do coração acabou se casando com o Chico Anysio. Imagina você casando com o Chico! Eu honestamente não agüentaria nem um minuto. E creio que a Zélia e o Chico se arrependeram, afinal não estão mais casados.

Viu como este conceito de credo é complicado?

Agora o que mais me deixa chateado é eu crer numa coisa, e você crer que eu não creio e nem deixar eu demonstrar pra você que eu tenho credo naquilo. E mesmo se deixar demonstrar a pessoa já crê que eu não
creio e isto já virou uma crença pra ela.

Viu de novo como é complicado crer em alguma coisa nesta vida?

Mas eu ainda creio que um dia todo mundo vai crer, e sendo assim, todo mundo crendo em algo maior, a coisa aqui há de melhorar.

Bastaria ao menos que todos cressem no amor, assim a vida seria mais fácil. Não só no amor fraterno, no filial, mas no amor entre outros, diferentes, naquele que pré-supõe o desejo. Na vontade de um homem e de uma mulher serem um, juntos pelo amor, desejo, espírito de luta e principalmente por vontade de mudar a vida.

Portanto, meus amigos, acreditemos todos juntos! No amor, no amor às coisas tangíveis e intangíveis, só assim poderemos dar jeito em nosso país.

p.s: Texto revisado por Ricardo Ô Divino

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Costelinha com ora-pro-nobis

Entre todas as trinta mil pessoas que me circulam, eu queria apenas que você estivesse aqui.

Não temos Leblon, Botafogo, Piscinão de Ramos e nem orla.
Tenho o coração bombando.
Tenho o sentimento mais tenro e perfeito do universo.
Só não tenho você.

Você que deveria estar aqui. Do meu lado, trazendo alegria com teu sorriso.

Tem jazz, lounge, black music. E daí se não escuto o Juízo Final?

Você me faz falta. Não tenho mais medo de assumir o teu corpo, a sua pele, a sua voz e a sua alma. A minha alma. A nossa alma.

Tudo isto me faz falta. Você me faz falta. Nós dois me faz falta.

De maneira singular sinto você. A cada instante sinto você. A cada momento sinto a falta de você.

Que Bologna fique na Itália, e você em minhas mãos, aqui nas Gerais, terra de onde você nunca deveria ter saído.

Proponho-te uma troca! Larga este maldito molho de carne moída e fique com a costelinha com ora-pro-nobis.
Aceita?

p.s: Texto revisado por Ricardo Ô Divino