terça-feira, 23 de março de 2010

And follow the way!

Sem sal,
Insosso.

Assim vou levando a vida, nem amarga a vida é para mim...
Sem gosto... sem convicção da certeza...
Sem poder de me aventurar, sem estímulo a experimentar...
Apenas vivendo, um dia, uma semana, um mês.

Superficial,
Robótica,
Automatizada,
Normal!

Limpa como lençol branco saindo da máquina de lavar.
Assim, sem mácula nenhuma... sem erros... sem falhas... sem vida.

So, I follow the way!

obs.: Texto escrito por Hector Barbosa

segunda-feira, 22 de março de 2010

Confissões, confusões

Ultrapassando o limite da vida e da sobrevivência, fico tentado a entrar em teu corpo. Quem sabe assim não consigo desvendar milhares de segredos milenares? Mas... nem tudo são flores, muito menos amores, quiçá dores. Nem martírio, nem escravidão e muito menos heroísmo. Tudo é um emaranhado de coisas e pensamentos perdidos e achados de lado. Lado de casa, lado da cama, lado direito, lado esquerdo... lado de cá e de lá. O silêncio chega e afeta a escuridão. Cegando de vez a claridade olfativa do universo descontraído que encontro no fundo do copo de cachaça. O álcool desce, arranha, entra em minhas entranhas e me deixa cada dia mais sacana. Sacana ao ponto de te amar e no outro dia te matar. Matar de desejo, de ensejos, de desprezo. Mas mato! Nasci assim, minto, fiquei assim. Depois de viver no meio do olho do furacão que não tem calma. Onde tentava encontrar a paz que um dia sumiu e virou esta confissão mental diluída com um pouco de confusão mental. Nada mais...nada mais. Nem paz, nem audaz, nem mesmo a cola Tenaz. Colar com cola o resto que ainda sobra da minha dignidade humana de pessoa que sou. Sou, seu , meu, teu. Levanto a cabeça e encontro você me analisando, alisando, obcecando. Levanto e vou embora.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Queria

Eu queria estar ao seu lado. Abraçar-me em seus abraços, beijar os seus beijos, aproveitar o meu corpo no seu corpo. Explorar cada pedaço da minha intimidade, aproveitando toda a sua intimidade molhada.

Eu queria que o agora fosse o amanhã à noite, e que o amanhã a noite sempre fosse o amanhã à noite.

Eu queria estar ao seu lado do meu lado.

Ah eu queria!

Olho azul

"Meu olho azul
é negro diluído
Racismo é um rio poluído.

Eu sou branco
orixá me abençoou
Se me chamar de negro
Vou falar que eu também sou.

Eu sou negro
Orixá me abençoou
Se me chamar de branco
Vou falar que eu também sou.

Limpa o rio.
Limpa o mar.
E viva a diferença! "

Fonte: Música: Olho Azul
Autor: André Abujamra

quarta-feira, 17 de março de 2010

Falta-me

Faltam-me forças para firmar o pé,
Falta-me luz para seguir em frente,
Falta-me vida para sorrir.

Falta-me eu,
Falta-me tu,
Falta-me nós!

p.s.: Para meu amigo Divino, ou seria Divino amigo?

terça-feira, 16 de março de 2010

Sentindo Lupicinio

“Nunca, nem que o mundo caia sobre mim. Nem se Deus mandar, nem mesmo assim. As pazes contigo, eu farei.” – Ele seguia a rua em direção a sua casa cantarolando...

Descia a Salinas pensando na amada que o havia feito de otário. Como ela pode fazer isto comigo? – se perguntava entre os suspiros mais profundos de tristeza e decepção. Mais um trago do whisky barato descia arranhando a garganta.

A cada esquina um choro. A cada golo um consolo!

O telefone toca e ele, bêbado, vê no visor o telefone da tão infiel mulher. Não pensa duas vezes antes de desligar. Telefone desligado e mais um trago goela abaixo.

Suspiro de dor. Suspiro de amor. Suspiro... Mais um golo do whisky falsificado goela abaixo.

O orgulho ferido, a dor sentida, o sexo roubado. A roupa molhada da chuva e da vergonha sentida ao vê-la com outro na esquina maldita da Contorno com Andaluzita.

“Saudade, não esqueça também de dizer. Que é você quem me faz adormecer. Pra que eu viva em paz”.

Na última esquina, no último poste o último golo. Encontra o portão do prédio e ali mesmo adormece na chuva que limpa sua alma, com o álcool que desinfeta o seu corpo.

Um último suspiro... a última vida.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Veralice

Ninguém neste mundo conseguia entender a chatice de Veralice. Mulher com seus vinte e poucos anos, solteira, bem sucedida, carro próprio, casa quitada e principalmente chata. Chata ao extremo! Talvez seja a solteirice de Veralice, que a tornava tão chata.

- Veralice, deixa de tolice, para com esta chatice – dizia a mãe todo dia que ela ligava para reclamar da vida.

Mas Lice chatice não mudava. Entra ano e passa ano, continuava chata.

- Vera minha princesa pare com esta chateza! – Dizia o irmão mais novo.

Mas que nada!, nem ligava para o quê o irmão falava. Continuava chata.

E os dias passaram, os anos se foram e Veralice... morreu!

Chata até para morrer, mas morreu de tristeza!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mineiro de coração

Sou homem com o pé no chão,
Aqui ou no mais belo sertão,
Sertão de minha vida,
Da minha Minas querida.

Não me roubem o espírito,
Nem me tomem a liberdade,
Pois são neles que acredito,
Esta é a minha verdade.

Vivo na louca modernidade,
Mas a verdade é que tenho saudade,
De toda a simplicidade,
Dum mineiro de verdade.

Mineiro de pé no chão,
Que tem vida no coração,
Vive bem a vida,
Na nossa minas querida.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Extremos

Extremamente duro, impuro, maduro, orgulho...
Extremamente cansado, amado, achado, mimado...
Extremamente extremo...
Extremo dos extremos.

domingo, 7 de março de 2010

Carnaval

Ele a amava. Vertiginosamente ele a amava! Ela nem se dava conta dele. Para ela, ele não existia. Nunca tinha o visto. Em momento algum da sua tão nobre existência.

Ele vivia a sofrer por amor. Ergueu estátuas homenageando a sua deusa. Ela uma deusa, ele um simples e mero plebeu. Um ralé... um João ninguém aos olhos dela.

Ela vivia desfilando em seus carros alegóricos de deusa do amor dele. Não olhava pra baixo, somente para onde apontava seu nariz. Como um destaque de escola de samba, pouco se importava com o pobre passista que desfilava em blocos, e ainda no chão. No chão da sua insignificância, para ela deusa e destaque do seu, somente seu, carnaval.

O tempo passa... o amor passa... o carnaval passa...

Ela começa o enxergar, o passista do chão, o escultor de tão belas estatuas, o João ninguém. Ele já não a quer. Cansou-se de sofrer. Desistiu do destaque do carro alegórico.

Ela agora sofre em saber que o tão majestoso rapaz já foi perdido por ela em tão belo amor. Amor este, que habita ela agora.

Amor honesto. Amor amado.

Ele se encantou pela porta-bandeira, que como ele, anda no chão. Apesar de esbanjar tantas riquezas na passarela... anda no chão.

Ela o ama. Ele ama aquela. Ela sofre. Ele desfila.

Inverteu-se o amor. Perdeu-se uma história. Começou-se outra.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Laços negros

Em graciosos laços negros, ela se preparava para ir à festa. O vestido longo, o véu que colocará sobre seus belos cabelos negros, tão negros quanto os laços que a cercavam. Era a primeira festa depois da morte de seu amado. Estava escandalizada com o convite. Mas a excitação de sair de casa e se embrenhar naquele território maldito, não lhe dava outra escolha a não ser de ir à festa.

O vestido cândido, os laços negros, o véu tecido com o fel da dor que sentiu quando soube da festa e seu anfitrião. Não poderia faltar. Era a chance que queria. Necessitava, aquilo estava em seu sangue desde que ele partiu. Sem chances de chegar e falar. Ela tinha que ir. Era isto que seu coração pedia: “Vá... Siga... Faça...”.

A chegada ao salão foi triunfal. Ninguém acreditava que aqueles belos e graciosos laços negros traziam aquela bela mulher. Mulher sofrida pela dor da perda do grande amor. Amor que se esvaziou ali por perto. Sem chances de se redimir e mostrar ao mundo que não era apenas mais um perdido.

O olhar do anfitrião a cegou. O ódio maldito por aquele maldito não a deixava pensar. Ódio mortal, fé imortal.

Com toda delicadeza, a mesma delicadeza e graciosidade de seus laços negros, ela retira da bolsa de festa a sua ferramenta do ódio.

Seis estampidos gritando ódio!

Somente seis foram necessários para que ela sentisse bem. Aquele maldito que a fizera sofrer por este tempo todo, estava ali. Subjugado. Um lixo. Um nada. Morto... morto...

Baixou a guarda. Retirou o mais belo laço negro e depositou ao lado daquele corpo inerte.

Ninguém teve coragem de pará-la. Todos sabiam o que havia acontecido.

Com a doçura nos olhos e nos gestos, deixou para traz a festa. Afinal, a homenagem já havia sido feita.

Os laços desfeitos.

A paz

Correndo morro abaixo, ele fugia. Todos estavam atrás dele. Desde o garoto vendedor de “balas” até o xerife do bairro. Ninguém o queria por ali. Morro abaixo ele corria. Tropeçava em pedras e paus. Paus esses que eram atirados contra ele pelos seus algozes. A medida que descia ia pensando na cagada grotesca que fez em aparecer por ali naqueles dias.

De repente, dois estampidos... a paz entrou em seu corpo...

Morro abaixo, ele sentiu a vida escapando por entre seus dedos. A sensação de formigamento nas pontas de seus membros lhe trazia a paz. A tão desejada paz que buscava sem parar. Na “bala”, no pó, na erva, no chá. A paz... Lembrou de Gil cantando, “A paz invadiu meu coração. De repente me encheu de paz...”.

Tropeçou mais uma vez e foi de cara ao chão. Nem sentiu dor. Estava feliz com a tão desejada paz. O formigamento já não sentia mais. A dor das escoriações da queda, nem o atormentava. O barato, que havia saboreado a pouco tempo, sumiu. Agora naquele momento só existia a paz.

O melado escorria pelas mãos. O coração que antes acelerado, já não batia freneticamente. O ar estava fresco e livre. A paz o envolvia.

Cinza... tudo cinza... é assim que termina? Perguntou, quiçá obteve resposta. Sem entender mais nada, sorriu mostrando os dentes brancos que neste momento estavam rubros.

O Sol quente, transeuntes para todos os lados e ele ali. Jogado num canto do morro. A vida fugia, mas a paz surgia.

De longe ele observava a cena comovente do moleque que lhe vendia a “bala” acendendo uma vela ao seu lado. Enquanto a maldita joaninha não chegava, ela seria sua guarda.

Virou as costas para a cena e desceu o morro de mãos dadas com a paz.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ao som da luz

O caminho mostra-se limpo. O sol acalora. A lua desponta no horizonte. E mais uma vez, sigo feliz. A vida se mostra quente, ardente. Possibilidades são apresentadas no doce calor da felicidade. A noite cai e com ela me transformo em mais um. Um dos seus, um dos meus, um da vida.

Aventuro... canso... descanso...

Acordo e, de susto, me vejo fora do eixo a que antes pertencia. Pelo vale da sombra caminho nesse momento. O sol que me iluminava desistiu e se refugiou atrás da lua. Novamente sem luz. Nem dela que em outrora insistia em me iluminar. A dor se espalha na escuridão. O amor desaparece. Caminhos tortuosos são oferecidos e perseguidos.

Corro... morro... sofro... durmo.

Novamente me desperto e sinto a luz a me abraçar. A felicidade desponta como os raios de luzes que me circulam. Neste novo eixo que não sei quem sou, quem é. A forte significância de respirar com a luz em volta me trás vida. Fico forte. Atravesso os portais das dores, dos amores e rompo mais uma vez.

Vida... lida... siga...

Sim, é assim. Vai ser, será! Enquanto tiver forças. Enquanto a luz me ajudar. Do sol ou da lua!
 
 
obs.: Texto para ser lido ao som de Villa-Lobos Bachiana No. 5

Tristorosa

"Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo

Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer

Você, coisa bonita que tenho na vida
Única razão do meu contentamento
Você é luz que brilha no meu firmamento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo

Quem com alegria
Luz do dia
Fez folia no meu coração
Quem foi quando
Ao cair a noite vem um bem querer
Desaparece toda a solidão
É bom saber

Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
Vai e vem
Vai no vendaval
E vem

Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
E vem
E vai
E só vai e vem

Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo

Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer"

Fonte: Música: Tristorosa
Autores: Heitor Villa-Lobos (música)
             Cacaso (letra)

Certo?

De certo, ao certo nada mais anda certo. Nem correto, nem errado. Na verdade nem anda, nem fala, nem ama... Nem nada!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Convocação

Meus amigos! Não se assustem! Mas é real, e olha que nem é furgão.

Palestinos ou judeus, brasileiros ou argentinos, atleticanos ou cruzeirenses... não se preocupem com o que vou lhes dizer, mas existe uma única e estúpida verdade. Sim, única! Claro que é estúpida!

Estamos todos nós, não escapa ninguém, caminhando para a Merda.

Sim Merda, com EME maiúsculo e tudo.

Não vá achando que é merda de teatro, porque não é. É merda de fedorento mesmo. Coisa suja. Trem que não vai dar em nada. Aliás, me desculpem, vai dar sim! Vai dar em merda! Opa, mil perdões, é com EME maiúsculo, logo, vai dar em Merda!

O mundo está caminhando para uma profunda e gigantesca Merda.

Não se preocupem, como sou brasileiro nascido na época da ditadura, sei bem o que é viver na merda (esta é com eme minúsculo). E sobrevivi a algumas coisas: Elizeu Resende candidato a governador. Sarney virando presidente da república, Menudos, Dominó e até Xuxa! E tinha também aquele conjunto de “homens” de leque, que graças a Ele, não me lembro o nome.

Faça o que você quiser, tente acertar da maneira que for, mas no final estaremos sempre na Merda.

Não me venha com take easy baby, porque não vai adiantar. Eu sei, eu sinto, eu percebo... a Merda está solta. E nós não temos detergente o bastante no mundo para limparmos tal Merda.

Juntemos todos! Independente da raça, do credo, do time, do sexo. E juntos andaremos de mãos dadas para a Merda. (com EME maiúsculo e ponto final)

terça-feira, 2 de março de 2010

Viva vivida

O dia nasceu com o céu azul, porém, devido ao mal tempo não consigo sentir a luz. Está tudo cinza, tempo feio, manhã chuvosa, ralo entupido.

O brinquedo estragado, tempo parco, o leite fervendo e o pão findado servem para atrapalhar mais uma manhã.

A porta emperrada, o sabão largado no reservatório, o carro grande na vaga ao lado, a chuva caindo, a pedra quebrada e o rádio atrasado me mostram que o dia vai começar frio e gris como a manhã se mostrou logo na alvorada.

Trânsito danado, sinal fechado, carro estragado, via alagada, gente colada... não somos culpados, apenas vivemos a vida fornecida.

O dia cinza, a manhã estragada, a vida vivida.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Palavras

Se todas as belas palavras foram ditas,
Se as expressões chulas foram esquecidas,
O quê nos resta agora?

Zelos e erros

Seus olhos negros,
Minha boca carnuda,
Suas orelhas grandes.

Meus pelos,
Seus zelos,
Meus erros.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nada é nada

Nem tudo na vida é festa,
Nem tudo na vida é tristeza,
Nem tudo na vida e rock-in-roll,
Nem tudo é Santa Tereza.

A chuva que cai lá fora me encanta,
A flor que nasce me encanta,
A cor da dor acalanta,
Já a morte...

Não se enfeite,
Não aceite,
Somos assim...

Vale o quanto pesa

Quem sabe o que vale, sabe o peso do valor.

Quem sabe o que pesa, sabe o valor do vale que carrega na dor.

Eu já não sei mais nada. Se há nata na leiteira, se há ovo na geladeira.

A paz que antes me seguia, resolveu sumir no mundo. Mundo imundo. Paz alada.

Unicórnios correm pelo jardim do espaço e cavalos alados não acreditam em nada do que contamos a eles.

Elefantes rosa, borboletas azuis, esperança roubada, carne navalhada.

Pago, tântrico, hispânico, grátis, casual!

Não importa cada um sabe o que vale, cada um sabe o peso do valor.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tem colírio aí pra me emprestar?

Com o olho doendo, coluna estragada, as unhas das mãos enormes, chulé no pé e ainda com prazo a cumprir... fico aqui nesta cadeira maldita que me proporciona grandes desilusões trabalhistas.

Tento ficar alegre, mas o olho dói... o esquerdo sabe? Será que é conjuntivite? Ou apenas aquela trave no olho que fala na bíblia? Não sei mesmo... mas que tá doendo está.

E a coluna? Queria ter nascido invertebrado! Sério, imagina se nós seres humanos de pessoas viventes que somos, tivéssemos a grande sorte de nascer sem coluna vertebral! Fino não? Nada de hérnia de disco, bico de papagaio e outras doenças de coluna que não me lembro.

Neste momento que to escrevendo, ponho a mão nas costas, fecho o olho esquerdo e forço um sorriso no rosto. Difícil esta vida...

Tem colírio aí pra me emprestar?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Procura-se apaixonadamente

Eu sei! Eu preciso! Ai Jesus, como eu necessito!

Ainda mais do jeito que ando trabalhando por estes meses, está difícil! Vou à noite pra cama sonhando com eles. Acordo sonhando com eles.

Tenho um tema de textos que se chama “De BH a Betim”, e confesso a você meu nobre amigo, nestes últimos tempos venho para Betim, a cidade onde a escravatura ainda não foi abolida, e pelo caminho, não paro de pensar neles nem um minuto. Como eles são charmosos! Vistosos! Maravilhosos! Diria que até garbosos!

Fico imaginando cada um em minhas mãos! Seria lindo! Mágico! Nem um pouco trágico!

Minha vida iria mudar com eles. Seria sempre feliz, rindo de um canto ao outro da orelha, viajaria quase sempre. Eles sim mudariam minha vida.

Caso você saiba onde eles estão ou até mesmo quais são os seus nomes verdadeiros, deixa um comentário. Garanto que eu e minha família ficaremos muitos felizes! De coração, pensa na gente. Em nós. Eu vou até compartilhar esta alegria com o mundo.

Em suma... ajude-me a encontrá-los! Serei eternamente grato!

Ah! Quem são eles?, simples... estou falando dos seis números da mega sena deste final de semana. Se souber os números exatos me ajude!

Ação e reação

A ação e a reação me afetam de maneira cortante. O aço da lâmina corta minha carne rente aos ossos que compõe o meu esqueleto do tempo. Como ação, abro o coração pulsante e ignorante da dor que um dia irá sentir, quando tu, se despedir. Como reação, sinto mais uma vez o ar faltar em meus pulmões e num instante de lucidez, resolvo levantar a cabeça de dentro da privada maldita que vive entupida com minhas canções fétidas de amores... dores... calores... rumores...

Não sei se estes momentos normalmente ocorrem no outono, ou será inverno, verão? Vá saber... o certo que a ação de te amar começou naquele exato momento em que nossos olhos se encontraram. Lembra o dia? A noite? A exata hora? Lógico que não, ninguém lembra, ninguém da valor, ninguém... ninguém...

Subo no alto do morro e vejo a vida, a lida, a tão sofrida margarida.

Chega de apelos, de ação e reação. Siga agora! Comigo, lado a lado. Passo a passo.

Sejamos felizes neste curto momento de vida e despudor. Respire, grite, ame, transe, trepe, negue.

“Diga que já não me quer... negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada...”

Ação e reação... Escolho viver!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!

Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!

Por mais que vocês queiram, por mais que eu queira, por mais que todos queiram! É impossível, vivemos de dramas. Emaranhados nas tramas das pessoas que fazem melodramas por serem cheias de manhas. E assim, nos ferem as entranhas.

É trágico, mágico, enigmático!

Sei o quê parece ser. Mas ao mesmo tempo nem é o que é! No rosto afrodisíaco desta mulher...

Pare de devaneios, de rodeios, de sorver meus seios. Tudo é um set.

Comecem! Agora! Neste exato e medíocre momento. Afinal... temos que filmar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Um ano sem

Sigo por aqui. Saudades tenho do jacu no quintal, dos meninos correndo pela área afora, das manhãs chuvosas, do cheiro da grama molhada, do barro amassado e repassado por eles na varanda, dos sonhos roubados e assassinados. Assassinatos que foram iniciados naquela primeira quinta-feira e finalmente aniquilados naquela próxima terça-feira. Os dois dias chuvosos!, talvez, Ele estivesse chorando pela sorte que eu estava tendo naqueles dias.

As crianças foram levadas para outro lado do pátio, deixando para trás a companheira inseparável e mais amável. Não tiveram escolha, o ladrão de sonhos chegou e apoderou-se dos seus últimos instantes de felicidade, deixando para nós, que ficamos vivendo o pesadelo da perda, a dor e a saudade amargurada daquelas manhãs, das algazarras, da cabecinha pela tela protetora, do arame sendo retocado a cada tentativa triunfante de um pouco mais de liberdade.

A companheira amável vive triste esperando que um dia, quem sabe, seus amigos pretos e brancos reapareçam para brincar pelo pátio. Novamente algazarras pelo quintal, o barro sendo amassado e espalhado pela varanda. Mas desta vez não quer mais a tela protetora. Infelizmente não compartilho da inocência de criança que ainda não conhece a dor do roubo de sonhos. Sei que no outro pátio ficam correndo e aproveitando o afeto que Ele pode proporcionar. Afeto maior e mais amoroso que o nosso.

Há um ano...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Terra de montanha

"Ê Terra de Montanha
Ê Terra de Montanha
Viva a Terra de Montanha
Viva o Jequitinhonha

Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu

Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu

Eu vi
A Serra do Curral
Descendo a serra
Dentro de um caminhão"

Fonte: Música: Terra de Montanha
Autor: Maurício Tizumba

Para o alto e avante

Apesar de todos os problemas existentes na face do universo, existe ou vemos uma luz no fim do túnel. E com certeza não é a locomotiva que está vindo ao nosso encontro, afinal, a rede ferroviária brasileira praticamente não existe. Somente aquele trem de carga que vive passando perto do meu quadrado que insiste em me acordar de quando em vez.

O certo que mesmo errado, vamos conseguir. Seremos vencedores e súditos do rei. Ou seremos os reis da senzala que irá ser construída em momento próximo?

Que seja o que for!, vai dar certo!

Não sou super-homem, porém, para o alto e avante!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A ponta da ponta que aponta

Estava ali, assentado no cantinho da sala. Esperando que cada dedinho meu fosse mais uma vez em que você iria aparecer e me fazer feliz.

A porta abre, a porta fecha e nada... angustiado com meu próprio caos, continuei olhando para os dedos das minhas mãos. São interessantes, nada tão lindo como o dedo da mão de Vênus, mas estão lá. Cinco em cada mão. Pena que faltam um em cada pé, ou deveria pensar que tenho dois dedos mais largos que a maioria das pessoas? Fuedas o dedo é meu e o pé também, logo, ema... ema... ema cada dedo com o seu problema.

Melhor esquecer esta questão dos dedos e focar em você! Você!

A dor que me aperta o coração machuca como uma ponta da faca que neste exato momento esta apontado para a ponta do meu nariz.

Ponta da faca na ponta do nariz que aponta pra ponta dos dedos, colados ou separados, mas são pontas que apontam pra faca que fica apontada para a ponta do meu nariz.

A faca é a merda da porta que abre e fecha, onde fico levemente escorado atrás esperando você. E novamente sem querer volto a falar de você.

Começo a desconfiar que a ponta de tudo nesta minha vida despontada é você.

Então já que foi apontada esta nossa conclusão, venha ser a ponta do iceberg que sou. Seja a ponta da minha vida, da minha existência, do meu viver.

Seja você comigo para que juntos possamos apontar pro horizonte do nosso vale e digamos a todos...

Somos nós!

Nós dedos colados que apontam para a ponta do teu peito que vivo a me aquecer e esquecer dos desapontamentos que tive nestes anos que fiquei sendo apontado como um.

Afinal , agora eu aponto pra você e você aponta para mim.

O país do futuro

"Aqui não tem problema, só se você quiser
Este é o país do futuro, tenha esperança e fé
Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio
Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de sócio
Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho
A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho
Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça
Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
E vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco

No peito um crachá, na boca um sanduiche misto
Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo
Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado
Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado
Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado
Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado
Se você não me respeita, vou radicalizar
Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
Estamos outra vez no fundo do buraco
Você não tem vergonha e eu já não tenho saco...

' É Molengueira, os "bandido" tão atirando
pra tudo que é lado meu irmão...
sai de baixo...
Mas minha conta na Suíça tá uma beleza...
tá engordando.... há, há' "

Fonte: Música: O País do futuro
Autor: Camisa de Vênus

Afinal o mundo prossegue

Afinal, o mundo prossegue. Nada parou porque, eu ou você, deixamos de jogar bolinhas de gude. Ele vai seguindo.

Crescemos muito nestes últimos trinta e seis anos. Responsas foram jogadas em nossas costas, a felicidade gratuita foi furtada e agora só nos resta o tal do comprometimento.

É eu sei, a vida é assim baby, mas paciência. Será que não conseguimos unir o útil ao agradável? Eu você nós dois num elevador subindo e descendo!?

Neste dia em que sempre rendo homenagens a ele, acordei azedo! Briguei com ela. Logo ela... que está sempre pronta a dar carinho. Mas briguei e pronto, afinal ela tem aprontado muito. Porém, antes de sair de casa, conversamos e ficamos de bem! Na verdade, mais ou menos de bem, ela aprontou novamente.

O mundo gira! A gratuidade da felicidade agora é cobrada! O stress me consome, tanto quanto o Geraldin consome o diesel que o alimenta.

Rezo pelas 17:30, e mais tarde rezarei pelas 19:00, neste horário estarei livre do trânsito.

Ela vai continuar em casa me esperando. E eu continuarei com ela ao meu lado. Com stress ou sem stress. Afinal o mundo prossegue, e eu tenho que labutar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

E aí meu irmão?

Esta noite não sei mais o que mais me agrada... um baile japonês ou uma cara de tarado.

É carnaval... festa pagã... e daí? Se eu sou cristão???!!!, ao certo mesmo não sei. Não quero saber e como diria meus amigos de infância, e tenho raiva de quem sabe.

Se a festa é pagã ou não, pouco me importa. O que me importa é a minha conciência comigo, consigo e até mesmo convosco. Em síntese, vivemos numa mesma porra!

Mas a bem da verdade quero dizer que, o mundo louco, a vida doida, o sexo solto e eu louco!, não temos nada a ver, com tudo isto que se passa contigo, comigo, conosco e até convosco que nem sei ao certo quem é.
Queria que o mundo fosse rosa, tosco, louco... mas não é assim. O mundo não é assim...
Pacênca, que eu posso fazer? Que eu posso sentir? O que eu posso... sempre o que eu posso!?
Não sei mais... não quero mais... nem estas malditas reticências que se preocupam em me seguir e eu a segui-las, não quero mais, não a quero, não quero mais nada.

A dor, a única e maldita dor! Pouco me importa onde estava, com quem estava e porque estava. Não quero mais, nem um pouco, nem um minuto, nem um nada.
Apenas não quero mais!

Viu como elas pararam de me perseguir? Linguiça, eloquente e aí vai. Trema o caralho... se eu mesmo não temo! Ou seria tremo? Fodas, pouco me imprta.

E você não vem, de forma alguma, de maneira nenhuma, e nem que a vaca tulsa.

Sigo, sofro... não sei mais. Tudo louco de novo... e nem é novo.

E quem se importa? Você?? Duvido... vá saber!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não Vendo Nem Troco


Olha que pedaço É pra sonhar!
Que coisa mais bonita,
Que belo animal
Você está querendo se
Engraçar
Não é pra vender,
Nem é pra trocar
Olha que molejo que ela tem
Beleza sem igual
Que graça tem também
Ela é formosa,
Sei muito bem,
Por isso que ela é minha,
Não divido com ninguém
É meu xodó,
É meus amô
Ela me acompanha
Pelos canto adonde eu vou
É companhia de qualidade
É de confiança e tranquilidade
Tenha mais vergonha
Tenha mais respeito
Ela não se engraça
Com qualquer sujeito
Mas com esse molejo,
Com esse tempero
Você não compra nunca
Guarde seu dinheiro
Mas é que ela é cobiçada
Em todo esse sertão
Essa véia é minha
E eu não troco não
Essa véia é minha vida,
Vendo não senhor!
Essa égua eu não vendo,
Não troco, nem dô

Fonte: Música: Não Vendo Nem Troco
Composição: Gonzagão e Gonzaguinha

Eu e Ele... Ele e eu

Normalmente sinto falta Dele em minha vida. Mas aí é fácil, fecho os olhos, respiro profundamente, penso Nele e novamente sinto a sua presença ao meu lado.

Às vezes antes de dormir penso Nele. E mais uma vez refaço este tão surpreendente ritual: Fechar os olhos, respirar profundamente, pensar Nele, conversar com Ele e com a mãe Dele.

Depois disto a noite segue tranqüila... sólida... feliz!

Sozinho ou não, Ele esta sempre ao meu lado.

Logo se ele está ao meu lado, não estou sozinho.

Nas quartas-feiras, reservo minha noite á Ele. Faço de coração livre, sem pressa. Naquele momento sou totalmente Dele. E aí sim, volto a ficar mais leve, feliz, vivo!

Esta é a minha vida com Ele.

Eu e o meu Sagrado! Eu e meu Pai! Eu e meu Orixá! Eu e meu Deus!

Ele e eu!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cansado

Eu estou cansado...

Cansado do dia, da noite e às vezes até do amanhecer. O peso deste tão obeso mundo me esmaga deixando-me mais cansado ainda. Me arrasto pelo chão deste lugar a procura de um pouco de alívio. E como já era esperado, não o obtenho. Respiro profundamente e tento um respaldo pelo ar. E novamente não sou agraciado.

Cansado... sinto-me cansado...

Exaurido de minhas forças mais íntimas, sem a luz que antes brilhava em meus olhos, com a falta da energia que fazia com que conseguisse girar um pouco do mundo em minha volta. Vou rastejando entre os transeuntes deste mundo cão.

Cansado... sinto-me cansado.

Crescente opção de amar

Com tudo pronto, coloquei-me de frente a porta. Abro ou não abro? Decisão simples que naquele exato momento poderia mudar toda a minha vida.

Certa vez pensei que nunca mais iria deixar algo me arrebatar desta maneira. Viver é fácil, morrer mais ainda, como diz um amigo nosso, “Até quem nunca morreu, agora está morrendo”. Mas amar... e viver o amor é algo difícil, diria até que seria impossível. Sim impossível!, para nós seres humanos que somos. Egoístas de natureza. Não concorda? Pare e pense por alguns minutos e me diga: Somos ou não somos? Claro que somos.

Mas estava ali, frente à porta, com a mão na maçaneta, prestes a decidir o meu futuro, viu como somos egoístas? O meu futuro.
Ela, que não é egoísta, já pulava dentro da sala, demonstrando a alegria que a invadia já antes de abrir a porta.

Se abrisse me entregaria em seus braços e a deixaria entrar em meu corpo tosco, ainda coberto pelos trapos de egoísmo que me cobriam. Nu ficaria sempre em meu quadrado preferido. Todas as noites, todos os dias, todos os anos que ainda me restavam.

Se não abrisse, ficaria chocho. Sem graça. Um egoísta em extrema exatidão.

Dúvidas cruéis.

Mas uma coisa é certa, não desistiria ou ao menos não pronunciaria que desistiria depois de abrir a porta e me entregar aos seus braços. Mesmo se por algum momento tenha sentido algo que não tenha acontecido.

Eu não largo, eu não desisto, eu não paro.

Por isto a indecisão de abrir a porta ou não.

Mas o desejo de amá-la era crescente e pela minha experiência de pessoa vivente, de ser vivo que sou, necessitava dela ao meu lado. Sempre, pra sempre. Com planos, sem planos. Com panos ou sem panos.
Com jeito, giro a maçaneta e deixo o raio de luz, oriundo do teu sorriso, iluminar todo o meu habitat. Ela já não parava de pular e dançar para a luz que adentrava.

Optei, vou amar. Vou viver. Vou sofrer.

Mas serei seu, unicamente seu.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

300 ml de malte e lúpulos

Ela nasceu!
Cinzenta, marrenta e vem forte que até me arrebenta.

Começa assim... pressão em cima de pressão. Resultado cobrado, resultado mostrado.

No caminho até aqui, demonstra que vai ser tão quente, mas no final ela vai me recompensar.
Com um belo e saboroso 300 ml de malte e lúpulos, alguns pedaços de frangos, beijos e abraços.

E vai findar quando estiver ao seu lado, enamorado. Com ela a me iluminar no meu quadrado preferido.

Morrerá e ressurgirá novamente daqui sete dias.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O que tenho que fazer

O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?

É certo,
   É claro,
     É honesto,
       É raro!

Na verdade nada mais importa,
Desde aquele dia que fiquei a porta,
Esperando o resto do amor,
Que insistia em me levar dor.

O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?

Definitivamente... eu vivo pra você!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os elefantes do jardim

Além de ti e dos elefantes que passeiam no jardim no prédio onde decidi ser prisioneiro da minha própria vida nada mais se movimenta em prol de uma vida magnânima onde todos poderão usufruir de amores sabores odores clamores.

Eles são rosa como as rosas que um dia terei naquele jardim onde realmente serei amigo do rei elas ficaram lá expostas perfumando mais o ar onde ao anoitecer as damas da noite bailarão ao sabor da pequena brisa.

A porta da varanda estará sempre aberta onde este perfume maravilhoso de natureza nos fará ter várias noites de extremo prazer de vida humana que nós pessoas viventes enquanto seres vivos que somos desfrutaremos da porta entre o escritório e o quarto onde a luz do luar entrará sem se preocupar com a persiana maldita que às vezes expele visita certa esperada amada.

Honestamente não vejo à hora desses elefantes mudarem e passarem a viver como o rei deseja ela também irá e junto com Ernesto correrá entre as patas loucas rosas dos nossos amigos antigos em breve todos estarão vivendo como pessoas da alta corte do país que sonhamos sempre e unicamente legal.

Sei que algo brota por aqui mesmo estando você por aí quem sabe Clarice brinca com Caetano aos olhos fraternos e amáveis de Vicente nada mais acabará de forma imprevista violenta inescrupulenta estaremos juntos pro inicio meio e recomeço.

Eu você eles nós... sempre e sempre nós!

A primeira manhã

Relógio toca, celular desperta.

O banheiro ao lado já demonstra sinais de vida. Vapor saindo pela janela da área de serviço. Realmente as coisas estão funcionando nesta casa.
Menina, não! Coloca de novo em cima e... não precisa nem falar novamente.

Mamão cortado sem semente. Toma café? Claro que não, faça o chocolate que é bem melhor.
Pega o palito, sai pra sala, senta! Ganha o palito e vai pro canto sorrindo.
Misto quente da padaria não é tão bom, uma fatia de queijo outra de presunto, tudo isto em um pão light, sem manteiga. Afinal gordo eu sou, e desejo que não se torne.

Pega roupa, leva pro guarda-roupa e ela novamente me oferece várias peças para serem estendidas. Sacode...sacode...sacode...

Certo, não precisa falar nada, toma o biscoito. Parabéns... sentou sem pedir.
Arrumou a cama?
Pega o pêssego, barra de cereais, telefone na bolsa, chave em mãos.
Vamos... vamos... já está na hora, começa hoje!

Olha este restaurante você almoça pega nota, quero saber exatamente onde almoça.
Cuidado ao ir embora, não se esqueça de almoçar.
Beijo fica com Deus.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Declaro

O seu hálito de amor conduz a luz!
A luz do teu sorriso.
Que entorpece... traz amor,
O amor, que outrora, trouxe dor,
Mas agora, mesmo de dia,
Envolve-me em grande euforia.

Caça... caçaDOR

A vontade de sucumbir às trevas aumenta a cada hora que passa...
Sinto-me longe da luz...
O horror cerca todos, principalmente a mim.

Corro sem força,
Sou alcançado,
Entrego-me sem muita luta...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Nova vida

Eu sei... minha vida está mudando.
Uma eterna mutação este ato de viver.
Não só isso, meus cabelos raleando e embranquecendo. A paciência aumentando e com a colheita das experiências vividas e sofridas, mais sabedoria em conviver com o outro.

Desta forma não vejo outra solução além da que tomamos no último ano. Abro a porta da minha casa, como já abri do meu coração quando você apareceu.

Lembra? Fiquei doido quando fiquei sabendo que você chegaria um dia!, e quando você apareceu!? Você nem lembra, mas tudo isto aconteceu.

Infelizmente quando nos separamos pela primeira vez, você chorou. Um choro doído que me sangrou. Ninguém acredita e ninguém concorda, mas sangrei tanto quanto você.

E veja como é a vida. Você está a lutar para ficarmos juntos. Louco este mundo não?

Na verdade louco estou eu, e ela também. Afinal, teremos você perto da gente. Mudança de vida. Colheita de vida. Mas também é nosso momento de plantar!, plantaremos juntos. Para que depois você comece a colher.

Venha rápido e não nos deixe mais. Estamos aqui no primeiro andar te esperando. A cama pronta, o quadro na parede, o guarda-roupa com seu espaço e principalmente o coração e o sorriso abertos. Aberto de tal maneira que nunca imaginaria que estariam assim para alguém.

Vai ser difícil, mas nós iremos conseguir.

Seremos pai e filho um do outro.

Pensamento

A falta do teu escrito traz dor insana ao meu espírito

Pensamento

A beleza dos teus olhos retira qualquer suspeita da luz do amanhã.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dias sim, noites sim

O meu dia nasceu assim...
Cinza, 95 quilos, sono, mordidas.
Coça... coça...
Arranha, morde, frio, calor, intenso sem senso.
Não penso, executo, sofro, ronco.

Na verdade, a noite virá!, com ela novamente: 95 quilos, sono, mordidas, parede.

A varanda suja, com o tapete sujo, o metrô que vai e volta e a dor que não passa.

95 quilos, dor, sono, parede, cama, mordidas.

O Rio está ali, BH é aqui, Miami não faço idéia e nem quero saber...

Ronco, sono, coça coça, mordida, xixi, parede e agora tem persiana.

Ela surge e traz a calma, o amor, o sabor, o despertar, o trepar.

Lua, luz, amor, sexo, tesão, mordida, coça coça, você, eu, nós.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sempre

A tristeza bateu em meu coração.
Assim, do nada.
Estava aqui, sentadinho, bonitinho, fazendo meus programinhas.
De repente, tristeza.

Saudades da mãe? Acho que sim, afinal, não a vejo desde o ano passado... viajou!

A distância existente mesmo quando ela está presente, aqui em nossa terra, me deixa fraco.

Fraco eu sou... sempre.
Amar-te? Amo-te sempre também.
Saudades de você? Sempre.

Mesmo presente, eu ausente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O verão

Êitcha é Verão!
Época de andar de calção,
Com este calorão,
Não vejo outra solução!

Mas sair de calção,
Depois dos trintão?
Isto cheira a demissão,
Afinal, o patrão,
Não é gente boa não.

O verão!
Com este calorão,
Andando no galpão,
Só escutando musicão,
Pra acalmar o calorão,
Já que de calção,
Não pode não.

Ah! O verão!

Eu traí



Eu traí! Entrei para o ranking dos filhos da puta!
Justamente com ela, pela qual sou louco e apaixonado.
Agora é esperar pra ver o que vai acontecer.

Mas não foi de sacanagem, sabe?, estava precisando, não estava dormindo direito. Principalmente de dia, não conseguia dormir nem por reza brava. Vi-me obrigado a finalmente traí-la.

Tenho certeza que ela vai entender!

Na próxima noite que ela aparecer sorridente e notar que existe algo de errado em nosso ninho de amor, ela vai chorar.

Mas tenho certeza que vai entender. Afinal, o nosso inimigo número um, vinha me atazanar durante o dia nos finais de semana. Não tive como, tomei a decisão mais correta.

Mas minha Lua, garanto e prometo que quando você aparecer abrirei a persiana do quarto para que você novamente ilumine e envolva em suas carícias meu corpo desnudo.

Estarei lá, jogado na cama com a persiana aberta e assim que você for embora a fecharei de novo para que ele não entre mais.

Eu traí minha Lua com uma promíscua persiana.

Eu traí!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Espelho

"... Pois me beijaram a boca e me tornei poeta.
     Mas tão habituado com o adverso.
    Eu temo se um dia me machuca o verso..."

Fonte: Música: Espelho
Composição: João Nogueira

domingo, 17 de janeiro de 2010

Comparação

Se eu dissesse que o amor veio da flor,
E se fosse além e provasse que veio da dor?

Intrigante esta comparação,
Ainda mais feita sobre o colo de um violão.

Cena conturbarda

Sentado nesta poltrona black,
Olhando para o céu blue,
Vejo seu sangue red,
Misturando-se no meu corpo nu

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pudor do amor?

Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Sem dor, sem rancor, mas com louvor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.

Amo sem pudor, me entrego ao amor.
Deixo que ele me leve aonde nunca me levou em outrora.
Permito-me a dor do amor!, ou seria sem a dor da dor?
Não sei ao certo, mas quero você por perto.

Mesmo com amor te possuo,
Faço de você apenas uma posse,
Fico forte, poderoso, viçoso...
Sigo as regras, normas, posições.

Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Com dor, com amor, mas sem rancor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.

Nem o sol, nem a lua, nem eu

" Hoje eu encontrei a Lua
  Antes dela me encontrar
  Me lancei pelas estrelas
  E brilhei no seu lugar
  Derramei minha saudade
  E a cidade se acendeu
  Por descuido ou por maldade
  Você não apareceu "
...

"Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
 Quem podia imaginar
 Que o amor fosse um delirio seu
 E o meu fosse acreditar "

Fonte: Música: Nem o sol, nem a lua, nem eu
Composição: Lenine

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Entardecer


Teu sorriso ilumina minha tarde...

Com a certeza que nesta noite tu entrarás pela minha janela e irá envolver-me em tua luz... Durmo feliz!

A madrugada será plena...

Meu caco de casco será, enfim, recompensado...

Entre pela janela e cubra-me de carícias e encantos.

Teu sorriso ilumina minha tarde, tua luz perpetua o meu... não!, o nosso amor.

Minha bela lua, minha única luna.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De relance

Com o calor da tua luz me sinto assim...
Lunático, galáctico, amático?
Sei lá...
É assim e pronto!
Vê?
Não vê?
Mas sentir, sente!?
Amamente, sorridente, contente.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Raio

A cada raio que me ilumina,
Fico parado aqui na esquina,
A desejar que o teu luar,
Venha me desnudar.

Sem pudor,
Com amor,
Sem rancor,
Como uma flor,
Vivo em busca do teu amor.

De frente pro mar

De frente pro mar,
Vejo a verdade.
Com a brisa do mar,
Sinto a saudade.

Teu nome escuto,
E jobiniando,
Assim de minuto,
Sinto te amando.

Sabes que é verdade,
Nesta terra distante,
Onde não há maldade,
Amo todo instante,
Assim bate saudade,
Revivo neste instante.

Essa lua...

Essa lua...
Deixa-me nua,
No meio da rua,
Verdade crua,
Loucura tua.

...ente!

A lembrança do teu sorriso ilumina minha mente... E sem querer me deixa demente. E não é que de repente, esse monte de gente, consegue me ver contente? E tudo porque tenho lembrança da gente. E desta maneira, vamos deixando o povo sorridente.

Doer, sofrer, viver...

Faz-me doer, ver você sofrer ao chegar o entardecer.
Matar-me é ver você chorar com a chegada do luar.
Estripar-me é sentir você amar e sem querer... o sonho acabar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Uma orgia na Bahia

Calma, não entre em pânico!, não é nada do que você está pensando! Não sou adepto do turismo sexual, muito pelo contrário, não acho correto gringos, e por que não gringas, virem para nosso país a fim de gastar seu valioso dinheirinho sujo com nossos jovens. Mas aqui na Bahia não teve jeito, me envolvi numa orgia!

Você já comeu na Bahia? Nunca!? Não sabe o que está perdendo! É algo além do imaginável! É uma mistura de sabor, temperos, molhos, peixes, óleos e o caramba a quatro.

Aqui o arroz não é aquela coisa chocha e sem graça que se come no bandejão da empresa onde a gente trabalha não! Aqui o arroz tem gosto de arroz e o feijão é feijão puro mesmo! E as moquecas? Tem noção do sabor de uma moqueca baiana?

Ontem fui a um restaurante aqui na ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Pedi uma moqueca básica de dourado. Meu Deus!, você não imagina a moqueca. O sabor do dendê, leite de coco, coentro, tomate, alho e tudo isto junto banhando o nosso ator principal, o dourado. Fora os acompanhamentos!, pirão, feijão fradinho, arroz branco com salsa e a famosa farofa baiana.

Uma verdadeira orgia gastronômica!

Vou te dar uma dica. Se algum dia vier à Bahia, coma uma moqueca! Uns acarajés, alguns abarás e tudo o que te der vontade.

Afinal, vivo dizendo, se a aparência é boa, então coma. E deixe o regime pra depois do carnaval, afinal tudo neste país só começa depois da festa pagã.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Game over!

É mais uma etapa acabou, ou seria o jogo findou?
Esta semana, conversando com Ô Divino, paramos e refletimos:

Este ano foi muito louco!

Coisas gigantescas aconteceram. Diferente do marasmo que vinha ocorrendo a um bom tempo, desta vez mudou um monte de coisa.

Troca de emprego e de casa, perdas de amores, novos amores, descoberta de filho, automóveis indo embora, lugares novos, lugares sendo redescobertos, TV nova, sofá novo, sofá novo rasgado, canos rachados. Perdi grandes companheiros, conheci outros e mais uma penca de coisa.

Pensando nisto tudo, a vida foi boa. Poderia estar melhor, mas não soube ter certeza da coisa certa na hora exata. Mas, talvez se tivesse tudo no momento exato não existiria certa razão em viver.

Este ano eu escutei várias vezes: “Você não é o homem que conheci”

Graças a Deus não sou! Imagina passar 365 dias e não mudar em nada!?
Viver para quê então? Pra ser o mesmo sempre!?

Mudei neste tempo todo. Aprendi que a LCD nova não tem tanta serventia quanto antes, que a palavra realmente muda a vida da gente e deve ser dita de maneira responsável. E principalmente aprendi, a duras penas, que o leitor lê e entende o que quer!

De saldo, termino o ano com um livro pronto, outro já quase pronto, dois blogs ativos e muita coisa para aprender. Li poucos livros este ano, afinal não era de ler livros. Voltei a tocar violão, algo que não fazia a pelo ao menos três anos!

Minha nova companheira é mais sapeca do que esperava, mas vale a pena, afinal vivo só.

Em 2009 tudo foi muito maluco e apaixonante.

Conheci o valor do amor, da dor, a luz, você.

Descobri que luz dela é que me faz feliz. Que às vezes, ou quase sempre, temos que verbalizar nossos sentimentos, seja de dor, amor, felicidade, tristeza, enfim... seja qual for.

Vi o Moska, o Jorge, Tom e Vinicius, Vander Lee e mais um monte de coisa...

“A vovô, que saudade...”

Conheci o Rio, apaixonei pelo Rio, amei no Rio.

“O pescador entrou no restaurante e comeu carne de gaivota e depois suicidou! Por quê?”

Descobri que sem química nada vai pra frente. Que sem amor a vida não tem o porquê. Que sem você não serei feliz...

Ainda recorro a Roma, Diamantina e até mesmo a pracinha do bairro para poder ver a força do sorriso da Lua. Vou terminar o ano com a esperança que no próximo ela volte a iluminar com toda a freqüência necessária para continuar sorrindo.

“Com você o tempo para, sem você o tempo voa, sem você eu perco tempo, com você me sinto imortal”

E o novo?

“Tudo novo de novo”

Que 2010 venha forte! Batendo seco, sem dó. Estarei aqui, novamente, pronto para enfrentá-lo. Um monte de projetos, um monte de conquistas, algumas derrotas e principalmente um único amor.

E o blog? Meu Deus, este blog! Eu que nunca fui de escrever me apaixonei por esta arte.

Agradeço a todos que passaram por aqui, que me acompanharam e principalmente as pessoas que deixaram comentários.

Espero que todos tenham um bom natal, e que o próximo ano seja vitorioso para todos.

Mas enquanto o ano não finda... eu vou ficando por aqui. Com este último post me despedindo de vocês.

Como todo final de ano as empresas fazem seus inventários, me permitir à última ação do ano:

Estou fechado para balanço.

Grandes beijos a todos, em especial a você que sempre me manda grandes beijos...

Não Declarante... melhor,

Xico Barbosa

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Em síntese

Com tanto sofrer,
Vivo a viver,
Não sei mais crer,
Só sei é sofrer.

De fronte pra vida,
De olho na lua,
Encarar a lida,
Verdade nua.

De certo está perto,
Ao certo é concreto,
De fato é correto,
Em síntese... te quero por perto.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Esta noite sonhei com você

Esta noite sonhei com você!
Sonhei que apareceu em branca luz!, aqui neste quarto quadrado abafado onde a cada noite escura morro um pouco mais.
Apareceu quando estava prostrado de joelhos perante a janela. A mesma que sempre esperei você aparecer.

Chegou sorrindo, iluminando todo o meu corpo. Pelas frestas abertas no caco do meu casco me preencheu de paz e felicidade.

Contou-me uma breve história onde no final ficaríamos juntos.
Ficamos acordados o tempo todo. Você acariciando meu caco de casco e eu proclamando os mais belos versos feitos em tua homenagem.

Mas infelizmente ele, o astro que se acha o senhor da verdade, apareceu. E com ele a luz que me traz a aflição. Mesmo assim, você jurou não ir embora naquele tempo... mas foi e novamente a tristeza me pegou de jeito.

Sabe, acordei suado e com o corpo marcado pelas suas carícias... O sonho de tão intenso me marcou.

Vivo triste, sigo triste.

Vou Dormir outras noites esperando que realmente você apareça e traga com sua luz do luar o meu viver... o meu prazer.

Volte lua e traga-me a luz bela, como já disse em outrora.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pensativo

Beijo é enorme,
Saudade só pode ser grande,
Certeza sempre é crescente,
Verdade que dói.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Transcendendo o olhar

A minha tristeza transcende o meu olhar e contamina o ar em minha volta.
Vivo aqui, solto por aí, procurando em vão a alegria de você em mim.
Doce e pobre ilusão.
Pessoas dançam e compartilham entre si a alegria da vida.
Vida vaga, vazia e oca.

Enquanto a alegria fácil e fútil é jogada a todos ali, eu me permito a procurar a alegria viva e incapaz de acabar.
Afinal ela é eterna! Procuro e vasculho em todos os locais com a esperança de um dia ela volte e seja eterna como antes.
Afinal, o amor será eterno novamente.

Procuro a tua luz em sorrisos de outros, mas ó consigo enxergar as trevas.
Entre passos de danças, coxas se encostando a outras coxas, fico aqui, no cantinho observando a todos.
Clamo calmamente que ela entre neste quadrado onde durmo e traga a paz junto com sua luz.

Luz bela, lua bela.
Mesmo em outros mantos da cor da noite, outros astros tentam ter a tua luz.
Impossível!
Só a luz da lua é tão bela e clara.
A luz que me leva e traz.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Gerundiando...

Andando... chorando, gritando, gemendo.

Caminhando... vivendo, sofrendo, perseguindo.

Seguindo... falando, encontrando?

Apenas gerundiando...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sem clima...

Olho pra cima,
   Não vejo a lua,
      Vivo sem rima,
           Verdade nua.

Escreveria um conto,
  Quiçá uma crônica,
     Sobrevivo atónito,
             Ó dor lacônica.

Passando pela Av. Brasil em uma manhã qualquer


"Quando chegar na tua casa
 E encontrar solidão
 Lembre de mim que também vivo só

 Quando encontrares a paz
 Mande uma carta pra mim
 Quero saber como fazer
 Prá ser feliz tanto assim

 Uma canção deve haver
 Para fazer entender
 Que nada tenho a dizer
 Quando o jeito é viver"

Fonte: Música: Recado para um amigo solitário
Composição: Gilberto Correia  
Cantada e vivida: Paulinho Pedra Azul

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sessão


- Seu nome?
- Qualquer um.
- Sonhos?
- Novamente, qualquer um, porém que possa realizar.
- Cozinha?
- Limpa.
- Amor?
- Nenhum.
- Nenhum? Ninguém vive sem amor!
- Sim, amor nenhum! Agora amores...
- Defina isto melhor.
- Impossível definir o que sinto por vocês.
- Vocês?
- Sim... vocês! Vocês todos que me fazem viver e sofrer, rir e chorar, ajudam e atrapalham, me dão presença e saudades.
- Complexo isso em rapaz?
- Complexo é viver! E saber que no final não saberemos o que deixamos, perdemos, ganhamos e mais uma penca de coisa. Isto sim é complexo.
- Tem razão. E o que me diz do Outro?
- Não digo nada, ele existe por conta própria. Não faço força para que ele exista.
- Tem saudades de algo?
- Sim!
- Me conte! Quem sabe eu possa te ajudar?
- Da alegria.
- Não és feliz?
- Sou e não sou. E quem é?
- Complexo isto!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eclipse

A solidão entra pela porta aberta.
Sem pedir licença entra quarto adentro... deita comigo todas as noites.
Ela, escura, decidiu deixar a lua de fora.

Falou que enquanto puder, tornará o eclipse eterno...
Escuridão... trevas...

A eternidade sempre acaba...
O sol um dia vai perder...
E neste dia, a lua vai aparecer.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O capeta veste saia!

O inferno insiste em me perseguir.
O capeta veste saia!
Não é Prada e nem é diabo...
Afinal estamos no terceiro mundo.

Visões etílicas

No meio do boteco onde freqüentamos,
Vejo-te no corpo de outra.
E você cadê?
Não me importa... eu quero sempre você.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Nem eu... nem você

A doçura na amargura,
O rancor na dor,
A precipitação no coração,
A verdade na intimidade.

A falta,
A alta,
A luz da ribalta,
A arte por parte.

Nem eu... nem você

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Final de ciclo

Tenho um filho. Sério! Um rapagão, como diria minha velha Vó Preta.
Graças aos céus ele não se parece comigo, puxou a mãe.

Hoje, conseguiu com louvor acabar o primeiro grau, não sei se é assim que se denomina o primeiro ciclo da escola, mas na minha época era.
Passou pela sexta e sétima série sem repetir! Eu não... sofri.
Ele... passou sorrindo!

Sei, às vezes pegava pesado com ele, pra dar aquela força extra no final do ano.
Mas desta vez nem precisou.

De cabeça erguida, está indo para o segundo grau.
Agora começa a virar homem, segundo grau, técnico.
E o pior, resolveu seguir meus passos... coitado!

Enfim... parabéns meu filho!
Siga e seja feliz no que você escolher.
Estarei aqui, ali, lá e acolá pronto para te acolher.

Fissura

Como a luz tende a entrar em meu corpo fissurado...
Que dor!
Que amor!

Cáustico

Espero que um dia Ela apareça com seu sorriso cáustico e me retire o sabor da dor que acomoda sempre em meu mundo desnutrido e negrume

Cáustico também é a certeza que com o tempo ficamos mais ácidos e opacos assim a natureza sacra que nos é fornecida no princípio de nossa vã existência morre cada vez mais e nos deixa assim incrédulos nas decisões que viemos a tomar durante este pequeno ciclo

Cáustico é a palavra desferida a esmo sem preocupar em quê e quando ela poderá atingir ou até mesmo acertar de forma contundente a fronte de um pobre mortal que na sua mais doce ilusão da natureza sacra acredita que o básico sempre vencerá o vesicatório

Cáustico é o maldito o bendito o sacro o hilário e o tosco

Cáustico sou eu

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Malbec

Embriagando-me no doce álcool deste malbec,
Fico só.
Imagino você,
Sonho...
Eu sei que tu... és tu...
Estás ali.
Longe...
Mas o salvador vai chegar...
Mendonza está na mesa,
E você?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Beleza

A tua beleza não condiz com o momento do mundo,
O universo cresce e padece,
E você cada dia mais bela...

Sei e entendo... a tristeza lhe tirou alguns quilos,
Diminuiu alguns centímetros,
Mas o caráter continua intocável!

O carinho multiplicou,
O afeto somou-se a saudade... e resultou em alegria!
E a tua beleza continua crescendo...

Com nova fé,
Com novos ares,
Em outros bares,
A tua beleza é o que é.

A luz

Ao som do meio dia,
Sinto a presença sensata da luz.

Eu sou apenas o cara da carteira de identidade...

- Corre é o céu! Ele está chegando.
- Onde?
- Em cima... olha pra cima... olha...
- To olhando... to olhando... é lindo!
- Eu não te disse que um dia ele chegaria?
- Chegou!
- Pronto... estamos prontos... vamos?
- Vamos... afinal o caminho é este. Não é?
- Não sei... mas na dúvida... siga...

Eu sempre sigo... mesmo sabendo que um dia voltarei e retornarei e comungarei com meus amigos e inimigos o doce sabor da vida.

É assim... o céu, a paz, o mar, o lar, a dor e a cor.

Sentes calor ultimamente? E o frio, te persegue?

Amou ? Trepou? Sobrou?

O passado com seus “ous” é a única merda que condiz com a volta.

Que se explodam os “ous” e que sempre possamos render homenagem ao presente.

Eu vivo, eu trepo, eu sobro.

Putaria e sacanagem os cambaus... isto é apenas isto e pronto.

Eu sou apenas o cara da carteira de identidade...

Mas o céu ta lindo... olho pra cima... sinto a paz... trepo na paz e não me largo dela... a paz...

A certeza voltará... e quando voltar... a paz será eterna...

Mesmo que a certeza venha com a certeza de não ter certeza de nada...

E sou apenas o cara da carteira de identidade...

domingo, 6 de dezembro de 2009

O novo sorriso é um espetáculo à parte

O teu novo sorriso é um espetáculo à parte...
O desejo jovial da felicidade que tu transborda...
Preenche pequenas e grandes lacunas...
Demonstra com exatidão o que queres da vida!

O sabor, a luz, o sol.

Do décimo quinto ao primeiro é um pulo.
A realização do saber, do poder, do viver.
A chance é única.
A vida está aí, está aqui, está solta e pronta para ser vivida.

O pulo é único e desta vez real.
Solte... arrisca-se... corra... só não morra.

O mundo... a vida...

O novo sorriso é um espetáculo à parte.

Clave de Sol

A sonoridade da solidão me comove.
O vento frio que entra pelas brechas deixadas, me corta o corpo.
Numa vida cheia de desafios, o mais novo é estar por aqui.

Jurei a mim mesmo,
Doce e inócua ilusão, que jamais recitaria.
Luna, bela e única luna...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Rapidim

Continuo a te esperar,
Em um dia que vai raiar,
Você virá me abraçar,
E assim me aquietar.

Você que mora logo ali,
Que já esteve aqui,
Tirou-me dali,
E ainda vai me ver aí.

É assim,
Tudo devagarzim,
Vamos caladim,
Viver o amorzim.

Contrapartida

Chatice, babaquice, canalhice, esquisitice.
Em contrapartida...
Felicidade, lealdade, amizade, veracidade.

Tendinite, bursite ou oh shit?
Paixão,tesão seria love it?

Tudo tem uma contrapartida...
Tudo tem uma partida contra...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Justos e loucos

É incrível como todos têm a facilidade de acusar. Não sabemos ver onde está o erro... vamos direto a acusação.

Se eu erro, o culpado sou eu!
Mas se você erra... o culpado também sou eu!

Mundo justo,
Justiça dos loucos,
Justos e loucos... loucos e justos!

Busca

No momento eu apenas penso…
Se é realmente como tudo diz...
Ou será que isto é o meu lamento...
E quem sabe assim não serei feliz?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De lua

Ó lua…
Entraste de uma só vez em minha janela,
Com toda candidez proveniente de vós,
Sinto a doçura da vida!

Sei bem, o velho mundo é mais apaixonante,
Mas lembre-se,
É nos trópicos que se encontra sempre o calor!

Estou aqui, extasiado com vossa presença,
Certo de que nada está tão certo que não possa dar certo.
Mas de certo mesmo, estás aqui!

Da próxima vez, abrirei a porta...
Sentarei no sofá...
E ficarei, com uma taça em mãos,
A escutar os vossos passos!

De porta e coração aberto, estarei aqui...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Idade

Acordo no meio da noite e sinto o peso da idade...
Sim ela chegou... esta cada dia mais nítida...
Meu cabelo cada vez mais ralo, minha barba mais branca, minhas histórias mais antigas...
Eu sei, nem todos podem falar de coisas... nem todas as coisas podem ser ouvidas...
Nem coisas, nem ditas, nem ouvidas!
Hoje tenho 36, já tive 26, passei pelos 16 e pode acreditar!, um dia tive 6.
Quero sim chegar aos 46 ... 56... 66... e mais um monte de 6.
Mas o peso da idade chegou...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Apenas

É noite e estou em casa. Mais uma vez estou em casa.
O relógio já marca que o dia já terminou e começa um novo amanhã, e estou em casa.
Acabei de me nutrir com o velho amigo Marcelo, que mais uma vez mostra que um pouco do que sou hoje carrega algo dos seus personagens...

Personagens? Acredito que não sejam só personagens.

Feliz é o dia, novo ou o velho. Feliz foi o ano velho.

E a chuva? Desta vez aparece mais tenra, a sua voracidade do dia anterior foi destruída.

Queria estar no Rio agora. Andar na orla, conhecer Malu.
Será que ela mudaria minha vida? Será que sou Luiz? Será?

E se um dia te conhecesse pela segunda vez?
Uma coisa eu sei, mesmo com o carro não funcionando de primeira, nem aquele botão fresco abrindo o porta malas, nem mesmo sendo ele... o poderoso...
Em um tambor não te jogaria... Afinal, não conheço bem as mulheres, mas ele diz que é o homem que conhecia as mulheres. Não tenho certeza!

Queria mesmo é que tudo paralisasse que tudo ficasse imóvel, que tudo fosse um verdadeiro blecaute.

O será me persegue... o será me alimenta... o será que será sempre será o será?

sábado, 14 de novembro de 2009

A nobre arte de Moacir



Assentado no banquinho estou a esperar a minha vez. Um senhor de uns setenta anos está no lugar onde estarei daqui a alguns minutos.
Este labor é pura arte.

Com toda delicadeza e sensibilidade, Moacir, vai acertando todos os detalhes da sua obra iniciada há pouco tempo.Tem que ter paciência, destreza e principalmente vocação.
Eu sou uma negação nesta arte milenar... mas ao que tudo indica ele não. Empunha o pincel com tanta perfeição e espalha a tinta branca de maneira homogênea para que logo em seguida venha com a espátula bem afiada e finalize sua arte.

Enquanto ele faz mais uma das suas obras, pessoas passam... olham... cumprimentam... e a vida prossegue.

Agora é a minha vez, virarei a mais nova tela de nosso nobre artista. Uma escultura viva, uma tela andante...

Algo novo de novo irá aparecer... ou seria acontecer?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Na janela

Ó minha lua, triste ficamos ao reparar que no céu as tão cinzas nuvens ficam a te encobrir...

Possivelmente sejam as últimas noites em que poderás aparecer em terras tupiniquins...
Dor...
Da última vez que a vi, estavas radiante... esplêndida... tua claridade iluminava Roma inteira...

Eu sei... foi de relance... mas era tu... sublime... esplendorosa... você...
Linda lua... maravilhosa lua... lua de todos...
Mas infelizmente não sou Venus que aparece ao seu lado...

Sou apenas mais um eu

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Súplica a Lua

Fico aqui, escutando a chuva…
Olho pela janela procurando a Lua, na esperança que um dia, ela entre e ilumine todo o meu quarto como fez em outrora.
Suplico-te...
Vem lua, me ilumine antes que parta eternamente para longe!
Mas de nada vale minha súplica... sou um pobre diabo que não sabe clamar...

domingo, 8 de novembro de 2009

A de

Divindade
    Promiscuidade
       Amizade
           Saudade

Felicidade
    Maturidade
         Sinceridade
             Adversidade

  Saudade, saudade, saudade
       Vontade, vontade, vontade
            Tenacidade, tenacidade, tenacidade
                  Verdade, verdade, verdade

sábado, 7 de novembro de 2009

Noite de sábado

E mais uma vez a semana terminou...
E por alguns motivos que nem mesmo sei, estou só...
A verdade é que a solidão faz bem ao coração... tem gente que não acredita e nem entende o que passa com a gente, comigo, conosco, convosco, com o mundo.
Mas creia, é verdade, acontece e é assim.
Sentado em minha casa, a frente do computador, fico admirando a solidão.
O vazio, a dor, a falta do amor.
O vinho já foi tomado, o whisky tragado.
Fizemos as escolhas certas? Erradas? Ainda há tempo de corrigir?
Não sabemos, não saberemos e apenas viveremos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cadeira na sexta


A vida é repleta de maluquices... eu aqui assentado nesta cadeira que arrebenta minha coluna e a cabeça lá fora.
O calor é insuportável, mas a labuta é insistente...
Talvez um dia tenha a tão sonhada sorte que Clovisnáilton Roquefeller também espera.
Aí sim, todos os dias serão sextas-feiras! Um eterno brinde a boemia e a poesia.
Fico a imaginar minha vida mudada... Eu lá brindando há todos os instantes...
E aí sim, finalmente poderei mandar esta maldita cadeira para o depósito.
Estou reparando nela por agora... é vermelha, rasgada no encosto, imunda no assento e o pior de tudo, sem conforto.
Ai sorte apareça e me leve daqui! Deixe-me transformar em mais um na multidão que consegue sobrevier de seus sentimentos.
Sentimentos que colocamos no papel e que fazem uma mudança no mundo.
Talvez este seja o mais novo sonho...
Enquanto você não aparece por aqui, vou brindar a sexta-feira que tenho hoje e torcendo para que a cadeira seja trocada.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Noce bailarina


Olha como ela é fina,
Com toda sua elegância,
Encanta com sua fragrância,
Ó minha afável bailarina!

De beleza maestrina,
Deixa o público encantado,
Com seus passos orquestrados,
Ó minha fada bailarina!

O seu sorriso é de menina,
Com o olhar de uma vez conduz,
A grandes espetáculos de luz,
Ó minha Noce bailarina!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma nova noite

A lua desponta ao contrário do sol que neste exato momento vai abandonando o seu labor.
Com a sua bela cor amarelada vai iluminando nossos corações que foram aquecidos pela luz maior.
Na frente, os arranha-céus vão tomando uma tonalidade linda, a mesma cor do nosso amor
O amor aquecido e agora iluminado...

Nada a declarar

Com todo sabor e toda dor, vejo o horror nos olhos do feitor.
E através deste horror, descubro o significado do amor.