Um louco sabor do cáustico vinho assolou minha boca neste exato momento.
O sabor ácido da uva amassada e pisada pelos pés de não sei quem é, fica cada vez mais acentuado das lembranças... taças tomadas. Não se importando se estas foram devoradas a galope, ou até mesmo em uma mansa e tenra viagem do amor.
A boca salivou, o gosto passou, mas as marcas ficaram e indubitavelmente o vinho acabou.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Blues
Com um blues no violão,
Canto uma canção,
Será que um dia destes,
Acerto de vez seu coração?
Canto uma canção,
Será que um dia destes,
Acerto de vez seu coração?
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O cordel estradeiro
"A bença Manoel Chudu
O meu cordel estradeiro
Vem lhe pedir permissão
Pra se tornar verdadeiro
Pra se tornar mensageiro
Da força do teu trovão
E as asas da tanajura
Fazer voar o sertão
Meu moxotó coroado
De xiquexique e facheiro
Onde a cascavel cochila
Na boca do cangaceiro
Eu também sou cangaceiro
E o meu cordel estradeiro
É cascavel poderosa
É chuva que cai maneira
Aguando a terra quente
Erguendo um véu de poeira
Deixando a tarde cheirosa
É planta que cobre o chão
Na primeira trovoada
A noite que desce fria
Depois da tarde molhada
É seca desesperada
Rasgando o bucho do chão
É inverno e é verão
É canção de lavadeira
Peixeira de Lampião
As luzes do vaga-lume
Alpendre de casarão
A cuia do velho cego
Terreiro de amarração
O ramo da rezadeira
O banzo de fim de feira
Janela de caminhão
Vocês que estão no palácio
Venham ouvir meu pobre pinho
Não tem o cheiro do vinho
Das uvas frescas do Lácio
Mas tem a cor de Inácio
Da serra da Catingueira
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola
Pois meu verso é feito a foice
Do cassaco cortar cana
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana
Sendo de baixo pra cima
voa do cabo e se dana"
Fonte:Música: O cordel estradeiro
Autor: Lirinha
Trechos de : Ivanildo Vilanova, fragmento de um improviso
: Manoel Chudu
Grupo : Cordel do fogo encantado
O meu cordel estradeiro
Vem lhe pedir permissão
Pra se tornar verdadeiro
Pra se tornar mensageiro
Da força do teu trovão
E as asas da tanajura
Fazer voar o sertão
Meu moxotó coroado
De xiquexique e facheiro
Onde a cascavel cochila
Na boca do cangaceiro
Eu também sou cangaceiro
E o meu cordel estradeiro
É cascavel poderosa
É chuva que cai maneira
Aguando a terra quente
Erguendo um véu de poeira
Deixando a tarde cheirosa
É planta que cobre o chão
Na primeira trovoada
A noite que desce fria
Depois da tarde molhada
É seca desesperada
Rasgando o bucho do chão
É inverno e é verão
É canção de lavadeira
Peixeira de Lampião
As luzes do vaga-lume
Alpendre de casarão
A cuia do velho cego
Terreiro de amarração
O ramo da rezadeira
O banzo de fim de feira
Janela de caminhão
Vocês que estão no palácio
Venham ouvir meu pobre pinho
Não tem o cheiro do vinho
Das uvas frescas do Lácio
Mas tem a cor de Inácio
Da serra da Catingueira
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola
Pois meu verso é feito a foice
Do cassaco cortar cana
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana
Sendo de baixo pra cima
voa do cabo e se dana"
Fonte:Música: O cordel estradeiro
Autor: Lirinha
Trechos de : Ivanildo Vilanova, fragmento de um improviso
: Manoel Chudu
Grupo : Cordel do fogo encantado
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Quantas lágrimas
Sentado no boteco, ergue a mão e pede mais uma. Uma boa dose da felicidade ardente é colocada no copo lagoinha. Até na risca – falou meio embolado.
Trago na risca do copo, voz embolada, olhos vermelhos. Retira da carteira a foto da mulher que o havia deixado. Esta sim o fez sofrer como um cachorro a beira da loucura.
Me dá uma ficha! - Estica os dois dedos e recebe um papel com código de barras. Dirige-se a jukebox escolhe uma música e espera a sua vez de escutar os versos escolhidos.
Os primeiros acordes da canção são dados. Um gole longo e profundo mata a última dose servida. Quero mais uma! – Completamente bêbado, começa a chorar enquanto Manacé vai destruindo o resto do orgulho que ainda tinha.
“Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado; Só em saber que não posso mais; Reviver o meu passado”.
A dor sentida, o abandono sentado no banco ao lado, a mulher perdida.
Milhares de planos destruídos, os filhos que nunca mais irão nascer. Só lhe restava o companheiro de outrora. Este sim, nunca o abandonara. Sempre ali. Na risca. No lagoinha.
“Eu vivia cheio de esperança; E de alegria, eu cantava, eu sorria; Mas hoje em dia eu não tenho mais; A alegria dos tempos atrás”.
Mais uma dose – desta vez chorando prantos intermináveis grita ao atendente do balcão.
“Só melancolia os meus olhos trazem; Ai, quanta saudade a lembrança traz; Se houvesse retrocesso na idade; Eu não teria saudade; Da minha mocidade”
Pedido atendido, golo tomado, tontura sentida. Termina de escutar os últimos versos. Chora mais um pouco, limpa as lágrimas dos olhos vermelhos de dor, e finalmente sai.
Segue a rua cambaleando na esperança de que algo aconteça e absorva aquela toda dor.
Trago na risca do copo, voz embolada, olhos vermelhos. Retira da carteira a foto da mulher que o havia deixado. Esta sim o fez sofrer como um cachorro a beira da loucura.
Me dá uma ficha! - Estica os dois dedos e recebe um papel com código de barras. Dirige-se a jukebox escolhe uma música e espera a sua vez de escutar os versos escolhidos.
Os primeiros acordes da canção são dados. Um gole longo e profundo mata a última dose servida. Quero mais uma! – Completamente bêbado, começa a chorar enquanto Manacé vai destruindo o resto do orgulho que ainda tinha.
“Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado; Só em saber que não posso mais; Reviver o meu passado”.
A dor sentida, o abandono sentado no banco ao lado, a mulher perdida.
Milhares de planos destruídos, os filhos que nunca mais irão nascer. Só lhe restava o companheiro de outrora. Este sim, nunca o abandonara. Sempre ali. Na risca. No lagoinha.
“Eu vivia cheio de esperança; E de alegria, eu cantava, eu sorria; Mas hoje em dia eu não tenho mais; A alegria dos tempos atrás”.
Mais uma dose – desta vez chorando prantos intermináveis grita ao atendente do balcão.
“Só melancolia os meus olhos trazem; Ai, quanta saudade a lembrança traz; Se houvesse retrocesso na idade; Eu não teria saudade; Da minha mocidade”
Pedido atendido, golo tomado, tontura sentida. Termina de escutar os últimos versos. Chora mais um pouco, limpa as lágrimas dos olhos vermelhos de dor, e finalmente sai.
Segue a rua cambaleando na esperança de que algo aconteça e absorva aquela toda dor.
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Pouco me importa
Pouco me importa se hoje acordei negro. Afinal, ontem, fui dormir cândido. Se meus olhos verdes misturados com minha boca lilás possuem alguma coisa conflitante com o céu que insiste em amanhecer cinza...
Pouco me importa.
Só sei que o gris da vida, acompanhado pela vermelhidão da tua boca, de tempos em tempos me deixa louca. Sim!, me deixas louca, me arranca a roupa. Corrói-me como aquela maldita soda, guarda ali sob a pia da cozinha, e limpa toda a crosta nojenta de ódio e rancor que vem me encobrindo durante anos... séculos... milênios.
Pouco me importa se o caminhar do meu pensamento é amarelo. Se as luzes que vejo em todos os cantos são azuis. Que se realmente você quisesse “poderíamos mudar o mundo... quem roubou nossa coragem?”...
Pouco me importa.
Se te deixo louca com o vermelho da minha boca. Mas isto não é nada comparado ao seu tão louco sorriso azul, que com um pequeno olhar me coloca a voar. Flutuo entre nuvens rosa e lilás. Não sou mais o mesmo. Fico louco, estupefacto.
Pouco me importa se não vem ou se não vou.
Azul, verde, amarelo, lilás e finalmente vermelho... Vermelho sim, do amor, da dor, do terror...
De você e de eu...
Pouco me importa.
Só sei que o gris da vida, acompanhado pela vermelhidão da tua boca, de tempos em tempos me deixa louca. Sim!, me deixas louca, me arranca a roupa. Corrói-me como aquela maldita soda, guarda ali sob a pia da cozinha, e limpa toda a crosta nojenta de ódio e rancor que vem me encobrindo durante anos... séculos... milênios.
Pouco me importa se o caminhar do meu pensamento é amarelo. Se as luzes que vejo em todos os cantos são azuis. Que se realmente você quisesse “poderíamos mudar o mundo... quem roubou nossa coragem?”...
Pouco me importa.
Se te deixo louca com o vermelho da minha boca. Mas isto não é nada comparado ao seu tão louco sorriso azul, que com um pequeno olhar me coloca a voar. Flutuo entre nuvens rosa e lilás. Não sou mais o mesmo. Fico louco, estupefacto.
Pouco me importa se não vem ou se não vou.
Azul, verde, amarelo, lilás e finalmente vermelho... Vermelho sim, do amor, da dor, do terror...
De você e de eu...
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Perversa
"Sempre o teu rosto
Nos meus espelhos,
Teus cães de caça
Nos meus joelhos
E um perfume
Que me mata de ciúme.
Sacerdotisa atormentada
Por ficar ao teu lado
Eu estou possuído
Eu estou condenado.
Mulher perversa,
Não interessa
Que eu enlouqueça nos teus pés
Entre as pulseiras e os anéis.
Meu doce vício,
Meu suicídio.
Martírio e idílio em cada vez
Lua da minha insensatez
Vinho da minha embriaguez."
Fonte: Música:Perversa
Autor: João Bosco
Nos meus espelhos,
Teus cães de caça
Nos meus joelhos
E um perfume
Que me mata de ciúme.
Sacerdotisa atormentada
Por ficar ao teu lado
Eu estou possuído
Eu estou condenado.
Mulher perversa,
Não interessa
Que eu enlouqueça nos teus pés
Entre as pulseiras e os anéis.
Meu doce vício,
Meu suicídio.
Martírio e idílio em cada vez
Lua da minha insensatez
Vinho da minha embriaguez."
Fonte: Música:Perversa
Autor: João Bosco
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Avulso
Avulso,
Somente soluço...
Sem a luz do crepúsculo,
Senti-me um molusco,
De novo soluço...
Avulso.
Somente soluço...
Sem a luz do crepúsculo,
Senti-me um molusco,
De novo soluço...
Avulso.
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domingo, 4 de abril de 2010
Ausência
A sua falta me faz falta.
Mesmo perante a luz da ribalta.
Mesmo sendo eu um ator, um cantor, seu amor.
Quisera que mesmo sendo o diretor,
Deste espetáculo de dor,
Que ousa de quando em vez falar de amor.
Um amor, uma dor, um ator.
Mesmo perante a luz da ribalta.
Mesmo sendo eu um ator, um cantor, seu amor.
Quisera que mesmo sendo o diretor,
Deste espetáculo de dor,
Que ousa de quando em vez falar de amor.
Um amor, uma dor, um ator.
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sábado, 3 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
É num tempo destes
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Uma rua que passou,
Um beijo que roubou,
Uma viagem que viajou.
Um chocolate amassado,
Mesmo que seja roubado,
Daquela caixa do lado,
Que foi pro endereço errado.
Um sorriso de infância,
De uma doce criança,
No meio desta festança.
Um beijo roubado,
Um abraço apertado,
Um sorriso de lado.
Um passeio na praça,
Um gole da cachaça,
Uma fatia saindo fumaça.
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Uma rua que passou,
Um beijo que roubou,
Uma viagem que viajou.
Um chocolate amassado,
Mesmo que seja roubado,
Daquela caixa do lado,
Que foi pro endereço errado.
Um sorriso de infância,
De uma doce criança,
No meio desta festança.
Um beijo roubado,
Um abraço apertado,
Um sorriso de lado.
Um passeio na praça,
Um gole da cachaça,
Uma fatia saindo fumaça.
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Às vezes
Às vezes tenho medo,
Quase sempre saudades,
De quando em vez tesão,
Às vezes...
Às vezes acho que errei,
Nem sempre vejo verdade,
Tem dias que acho que acertei,
Às vezes...
Às vezes te amei,
Toda vez amizade,
Noutras odiei,
Às vezes...
Às vezes sorri,
Às vezes nem sei,
Às vezes vivi,
Às vezes... às vezes
Quase sempre saudades,
De quando em vez tesão,
Às vezes...
Às vezes acho que errei,
Nem sempre vejo verdade,
Tem dias que acho que acertei,
Às vezes...
Às vezes te amei,
Toda vez amizade,
Noutras odiei,
Às vezes...
Às vezes sorri,
Às vezes nem sei,
Às vezes vivi,
Às vezes... às vezes
quarta-feira, 24 de março de 2010
O beijo foi dado
O sinal é fechado, o carro parado,
O amigo atrasado, no local indicado.
A porta é aberta, pessoa certa.
O assento ocupado, um beijo roubado,
O cara ao lado, fica espantado,
Olha de lado, nos acha veado,
Pobre coitado, não é amado...
O amigo sorriu, o outro nem viu,
O sinal abriu, o cara seguiu,
Preconceito surgiu, e ninguém viu...
O amigo atrasado, no local indicado.
A porta é aberta, pessoa certa.
O assento ocupado, um beijo roubado,
O cara ao lado, fica espantado,
Olha de lado, nos acha veado,
Pobre coitado, não é amado...
O amigo sorriu, o outro nem viu,
O sinal abriu, o cara seguiu,
Preconceito surgiu, e ninguém viu...
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Pequenos poemas
O amor
O amor não tem cor,
Muito menos dor.
É a vivência,
Cheio de paciência.
Ficar ao seu lado,
Mesmo calado.
É sentir o teu corpo,
É te dar o meu corpo.
Cheirar tua boca,
Deixar-te louca.
Ele é você,
Sou ele,
Somos nós.
Muito menos dor.
É a vivência,
Cheio de paciência.
Ficar ao seu lado,
Mesmo calado.
É sentir o teu corpo,
É te dar o meu corpo.
Cheirar tua boca,
Deixar-te louca.
Ele é você,
Sou ele,
Somos nós.
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Pequenos poemas
Sertão
Venho pelo sertão. Aqui o mundo é diferente do que vivo dia após dia. O coração vive sempre quente. A água normalmente é ardente.
Um vaqueiro trajado de couro me aparece ao longe. Pele queimada, chapéu de couro, semblante sofrido. Com poucos dentes inteiros na boca, sorri! Sorri um sorriso só dele. Sorriso que me consome e mostra o valor da vida que não dou.
Pés descalços, mãos calejadas, corpo quebrado. Com a força de quem tem que brigar cada dia pela sobrevivência, ele passa por mim. Foi feliz e confiante.
Ao longe se vai o sertanejo vaqueiro...
Um vaqueiro trajado de couro me aparece ao longe. Pele queimada, chapéu de couro, semblante sofrido. Com poucos dentes inteiros na boca, sorri! Sorri um sorriso só dele. Sorriso que me consome e mostra o valor da vida que não dou.
Pés descalços, mãos calejadas, corpo quebrado. Com a força de quem tem que brigar cada dia pela sobrevivência, ele passa por mim. Foi feliz e confiante.
Ao longe se vai o sertanejo vaqueiro...
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terça-feira, 23 de março de 2010
And follow the way!
Sem sal,
Insosso.
Assim vou levando a vida, nem amarga a vida é para mim...
Sem gosto... sem convicção da certeza...
Sem poder de me aventurar, sem estímulo a experimentar...
Apenas vivendo, um dia, uma semana, um mês.
Superficial,
Robótica,
Automatizada,
Normal!
Limpa como lençol branco saindo da máquina de lavar.
Assim, sem mácula nenhuma... sem erros... sem falhas... sem vida.
So, I follow the way!
obs.: Texto escrito por Hector Barbosa
Insosso.
Assim vou levando a vida, nem amarga a vida é para mim...
Sem gosto... sem convicção da certeza...
Sem poder de me aventurar, sem estímulo a experimentar...
Apenas vivendo, um dia, uma semana, um mês.
Superficial,
Robótica,
Automatizada,
Normal!
Limpa como lençol branco saindo da máquina de lavar.
Assim, sem mácula nenhuma... sem erros... sem falhas... sem vida.
So, I follow the way!
obs.: Texto escrito por Hector Barbosa
segunda-feira, 22 de março de 2010
Confissões, confusões
Ultrapassando o limite da vida e da sobrevivência, fico tentado a entrar em teu corpo. Quem sabe assim não consigo desvendar milhares de segredos milenares? Mas... nem tudo são flores, muito menos amores, quiçá dores. Nem martírio, nem escravidão e muito menos heroísmo. Tudo é um emaranhado de coisas e pensamentos perdidos e achados de lado. Lado de casa, lado da cama, lado direito, lado esquerdo... lado de cá e de lá. O silêncio chega e afeta a escuridão. Cegando de vez a claridade olfativa do universo descontraído que encontro no fundo do copo de cachaça. O álcool desce, arranha, entra em minhas entranhas e me deixa cada dia mais sacana. Sacana ao ponto de te amar e no outro dia te matar. Matar de desejo, de ensejos, de desprezo. Mas mato! Nasci assim, minto, fiquei assim. Depois de viver no meio do olho do furacão que não tem calma. Onde tentava encontrar a paz que um dia sumiu e virou esta confissão mental diluída com um pouco de confusão mental. Nada mais...nada mais. Nem paz, nem audaz, nem mesmo a cola Tenaz. Colar com cola o resto que ainda sobra da minha dignidade humana de pessoa que sou. Sou, seu , meu, teu. Levanto a cabeça e encontro você me analisando, alisando, obcecando. Levanto e vou embora.
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Queria
Eu queria estar ao seu lado. Abraçar-me em seus abraços, beijar os seus beijos, aproveitar o meu corpo no seu corpo. Explorar cada pedaço da minha intimidade, aproveitando toda a sua intimidade molhada.
Eu queria que o agora fosse o amanhã à noite, e que o amanhã a noite sempre fosse o amanhã à noite.
Eu queria estar ao seu lado do meu lado.
Ah eu queria!
Eu queria que o agora fosse o amanhã à noite, e que o amanhã a noite sempre fosse o amanhã à noite.
Eu queria estar ao seu lado do meu lado.
Ah eu queria!
Olho azul
"Meu olho azul
é negro diluído
Racismo é um rio poluído.
Eu sou branco
orixá me abençoou
Se me chamar de negro
Vou falar que eu também sou.
Eu sou negro
Orixá me abençoou
Se me chamar de branco
Vou falar que eu também sou.
Limpa o rio.
Limpa o mar.
E viva a diferença! "
Fonte: Música: Olho Azul
Autor: André Abujamra
é negro diluído
Racismo é um rio poluído.
Eu sou branco
orixá me abençoou
Se me chamar de negro
Vou falar que eu também sou.
Eu sou negro
Orixá me abençoou
Se me chamar de branco
Vou falar que eu também sou.
Limpa o rio.
Limpa o mar.
E viva a diferença! "
Fonte: Música: Olho Azul
Autor: André Abujamra
quarta-feira, 17 de março de 2010
Falta-me
Faltam-me forças para firmar o pé,
Falta-me luz para seguir em frente,
Falta-me vida para sorrir.
Falta-me eu,
Falta-me tu,
Falta-me nós!
p.s.: Para meu amigo Divino, ou seria Divino amigo?
Falta-me luz para seguir em frente,
Falta-me vida para sorrir.
Falta-me eu,
Falta-me tu,
Falta-me nós!
p.s.: Para meu amigo Divino, ou seria Divino amigo?
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terça-feira, 16 de março de 2010
Sentindo Lupicinio
“Nunca, nem que o mundo caia sobre mim. Nem se Deus mandar, nem mesmo assim. As pazes contigo, eu farei.” – Ele seguia a rua em direção a sua casa cantarolando...
Descia a Salinas pensando na amada que o havia feito de otário. Como ela pode fazer isto comigo? – se perguntava entre os suspiros mais profundos de tristeza e decepção. Mais um trago do whisky barato descia arranhando a garganta.
A cada esquina um choro. A cada golo um consolo!
O telefone toca e ele, bêbado, vê no visor o telefone da tão infiel mulher. Não pensa duas vezes antes de desligar. Telefone desligado e mais um trago goela abaixo.
Suspiro de dor. Suspiro de amor. Suspiro... Mais um golo do whisky falsificado goela abaixo.
O orgulho ferido, a dor sentida, o sexo roubado. A roupa molhada da chuva e da vergonha sentida ao vê-la com outro na esquina maldita da Contorno com Andaluzita.
“Saudade, não esqueça também de dizer. Que é você quem me faz adormecer. Pra que eu viva em paz”.
Na última esquina, no último poste o último golo. Encontra o portão do prédio e ali mesmo adormece na chuva que limpa sua alma, com o álcool que desinfeta o seu corpo.
Um último suspiro... a última vida.
Descia a Salinas pensando na amada que o havia feito de otário. Como ela pode fazer isto comigo? – se perguntava entre os suspiros mais profundos de tristeza e decepção. Mais um trago do whisky barato descia arranhando a garganta.
A cada esquina um choro. A cada golo um consolo!
O telefone toca e ele, bêbado, vê no visor o telefone da tão infiel mulher. Não pensa duas vezes antes de desligar. Telefone desligado e mais um trago goela abaixo.
Suspiro de dor. Suspiro de amor. Suspiro... Mais um golo do whisky falsificado goela abaixo.
O orgulho ferido, a dor sentida, o sexo roubado. A roupa molhada da chuva e da vergonha sentida ao vê-la com outro na esquina maldita da Contorno com Andaluzita.
“Saudade, não esqueça também de dizer. Que é você quem me faz adormecer. Pra que eu viva em paz”.
Na última esquina, no último poste o último golo. Encontra o portão do prédio e ali mesmo adormece na chuva que limpa sua alma, com o álcool que desinfeta o seu corpo.
Um último suspiro... a última vida.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Veralice
Ninguém neste mundo conseguia entender a chatice de Veralice. Mulher com seus vinte e poucos anos, solteira, bem sucedida, carro próprio, casa quitada e principalmente chata. Chata ao extremo! Talvez seja a solteirice de Veralice, que a tornava tão chata.
- Veralice, deixa de tolice, para com esta chatice – dizia a mãe todo dia que ela ligava para reclamar da vida.
Mas Lice chatice não mudava. Entra ano e passa ano, continuava chata.
- Vera minha princesa pare com esta chateza! – Dizia o irmão mais novo.
Mas que nada!, nem ligava para o quê o irmão falava. Continuava chata.
E os dias passaram, os anos se foram e Veralice... morreu!
Chata até para morrer, mas morreu de tristeza!
- Veralice, deixa de tolice, para com esta chatice – dizia a mãe todo dia que ela ligava para reclamar da vida.
Mas Lice chatice não mudava. Entra ano e passa ano, continuava chata.
- Vera minha princesa pare com esta chateza! – Dizia o irmão mais novo.
Mas que nada!, nem ligava para o quê o irmão falava. Continuava chata.
E os dias passaram, os anos se foram e Veralice... morreu!
Chata até para morrer, mas morreu de tristeza!
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Mineiro de coração
Sou homem com o pé no chão,
Aqui ou no mais belo sertão,
Sertão de minha vida,
Da minha Minas querida.
Não me roubem o espírito,
Nem me tomem a liberdade,
Pois são neles que acredito,
Esta é a minha verdade.
Vivo na louca modernidade,
Mas a verdade é que tenho saudade,
De toda a simplicidade,
Dum mineiro de verdade.
Mineiro de pé no chão,
Que tem vida no coração,
Vive bem a vida,
Na nossa minas querida.
Aqui ou no mais belo sertão,
Sertão de minha vida,
Da minha Minas querida.
Não me roubem o espírito,
Nem me tomem a liberdade,
Pois são neles que acredito,
Esta é a minha verdade.
Vivo na louca modernidade,
Mas a verdade é que tenho saudade,
De toda a simplicidade,
Dum mineiro de verdade.
Mineiro de pé no chão,
Que tem vida no coração,
Vive bem a vida,
Na nossa minas querida.
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Pequenos poemas
quinta-feira, 11 de março de 2010
Extremos
Extremamente duro, impuro, maduro, orgulho...
Extremamente cansado, amado, achado, mimado...
Extremamente extremo...
Extremo dos extremos.
Extremamente cansado, amado, achado, mimado...
Extremamente extremo...
Extremo dos extremos.
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domingo, 7 de março de 2010
Carnaval
Ele a amava. Vertiginosamente ele a amava! Ela nem se dava conta dele. Para ela, ele não existia. Nunca tinha o visto. Em momento algum da sua tão nobre existência.
Ele vivia a sofrer por amor. Ergueu estátuas homenageando a sua deusa. Ela uma deusa, ele um simples e mero plebeu. Um ralé... um João ninguém aos olhos dela.
Ela vivia desfilando em seus carros alegóricos de deusa do amor dele. Não olhava pra baixo, somente para onde apontava seu nariz. Como um destaque de escola de samba, pouco se importava com o pobre passista que desfilava em blocos, e ainda no chão. No chão da sua insignificância, para ela deusa e destaque do seu, somente seu, carnaval.
O tempo passa... o amor passa... o carnaval passa...
Ela começa o enxergar, o passista do chão, o escultor de tão belas estatuas, o João ninguém. Ele já não a quer. Cansou-se de sofrer. Desistiu do destaque do carro alegórico.
Ela agora sofre em saber que o tão majestoso rapaz já foi perdido por ela em tão belo amor. Amor este, que habita ela agora.
Amor honesto. Amor amado.
Ele se encantou pela porta-bandeira, que como ele, anda no chão. Apesar de esbanjar tantas riquezas na passarela... anda no chão.
Ela o ama. Ele ama aquela. Ela sofre. Ele desfila.
Inverteu-se o amor. Perdeu-se uma história. Começou-se outra.
Ele vivia a sofrer por amor. Ergueu estátuas homenageando a sua deusa. Ela uma deusa, ele um simples e mero plebeu. Um ralé... um João ninguém aos olhos dela.
Ela vivia desfilando em seus carros alegóricos de deusa do amor dele. Não olhava pra baixo, somente para onde apontava seu nariz. Como um destaque de escola de samba, pouco se importava com o pobre passista que desfilava em blocos, e ainda no chão. No chão da sua insignificância, para ela deusa e destaque do seu, somente seu, carnaval.
O tempo passa... o amor passa... o carnaval passa...
Ela começa o enxergar, o passista do chão, o escultor de tão belas estatuas, o João ninguém. Ele já não a quer. Cansou-se de sofrer. Desistiu do destaque do carro alegórico.
Ela agora sofre em saber que o tão majestoso rapaz já foi perdido por ela em tão belo amor. Amor este, que habita ela agora.
Amor honesto. Amor amado.
Ele se encantou pela porta-bandeira, que como ele, anda no chão. Apesar de esbanjar tantas riquezas na passarela... anda no chão.
Ela o ama. Ele ama aquela. Ela sofre. Ele desfila.
Inverteu-se o amor. Perdeu-se uma história. Começou-se outra.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Laços negros
Em graciosos laços negros, ela se preparava para ir à festa. O vestido longo, o véu que colocará sobre seus belos cabelos negros, tão negros quanto os laços que a cercavam. Era a primeira festa depois da morte de seu amado. Estava escandalizada com o convite. Mas a excitação de sair de casa e se embrenhar naquele território maldito, não lhe dava outra escolha a não ser de ir à festa.
O vestido cândido, os laços negros, o véu tecido com o fel da dor que sentiu quando soube da festa e seu anfitrião. Não poderia faltar. Era a chance que queria. Necessitava, aquilo estava em seu sangue desde que ele partiu. Sem chances de chegar e falar. Ela tinha que ir. Era isto que seu coração pedia: “Vá... Siga... Faça...”.
A chegada ao salão foi triunfal. Ninguém acreditava que aqueles belos e graciosos laços negros traziam aquela bela mulher. Mulher sofrida pela dor da perda do grande amor. Amor que se esvaziou ali por perto. Sem chances de se redimir e mostrar ao mundo que não era apenas mais um perdido.
O olhar do anfitrião a cegou. O ódio maldito por aquele maldito não a deixava pensar. Ódio mortal, fé imortal.
Com toda delicadeza, a mesma delicadeza e graciosidade de seus laços negros, ela retira da bolsa de festa a sua ferramenta do ódio.
Seis estampidos gritando ódio!
Somente seis foram necessários para que ela sentisse bem. Aquele maldito que a fizera sofrer por este tempo todo, estava ali. Subjugado. Um lixo. Um nada. Morto... morto...
Baixou a guarda. Retirou o mais belo laço negro e depositou ao lado daquele corpo inerte.
Ninguém teve coragem de pará-la. Todos sabiam o que havia acontecido.
Com a doçura nos olhos e nos gestos, deixou para traz a festa. Afinal, a homenagem já havia sido feita.
Os laços desfeitos.
O vestido cândido, os laços negros, o véu tecido com o fel da dor que sentiu quando soube da festa e seu anfitrião. Não poderia faltar. Era a chance que queria. Necessitava, aquilo estava em seu sangue desde que ele partiu. Sem chances de chegar e falar. Ela tinha que ir. Era isto que seu coração pedia: “Vá... Siga... Faça...”.
A chegada ao salão foi triunfal. Ninguém acreditava que aqueles belos e graciosos laços negros traziam aquela bela mulher. Mulher sofrida pela dor da perda do grande amor. Amor que se esvaziou ali por perto. Sem chances de se redimir e mostrar ao mundo que não era apenas mais um perdido.
O olhar do anfitrião a cegou. O ódio maldito por aquele maldito não a deixava pensar. Ódio mortal, fé imortal.
Com toda delicadeza, a mesma delicadeza e graciosidade de seus laços negros, ela retira da bolsa de festa a sua ferramenta do ódio.
Seis estampidos gritando ódio!
Somente seis foram necessários para que ela sentisse bem. Aquele maldito que a fizera sofrer por este tempo todo, estava ali. Subjugado. Um lixo. Um nada. Morto... morto...
Baixou a guarda. Retirou o mais belo laço negro e depositou ao lado daquele corpo inerte.
Ninguém teve coragem de pará-la. Todos sabiam o que havia acontecido.
Com a doçura nos olhos e nos gestos, deixou para traz a festa. Afinal, a homenagem já havia sido feita.
Os laços desfeitos.
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A paz
Correndo morro abaixo, ele fugia. Todos estavam atrás dele. Desde o garoto vendedor de “balas” até o xerife do bairro. Ninguém o queria por ali. Morro abaixo ele corria. Tropeçava em pedras e paus. Paus esses que eram atirados contra ele pelos seus algozes. A medida que descia ia pensando na cagada grotesca que fez em aparecer por ali naqueles dias.
De repente, dois estampidos... a paz entrou em seu corpo...
Morro abaixo, ele sentiu a vida escapando por entre seus dedos. A sensação de formigamento nas pontas de seus membros lhe trazia a paz. A tão desejada paz que buscava sem parar. Na “bala”, no pó, na erva, no chá. A paz... Lembrou de Gil cantando, “A paz invadiu meu coração. De repente me encheu de paz...”.
Tropeçou mais uma vez e foi de cara ao chão. Nem sentiu dor. Estava feliz com a tão desejada paz. O formigamento já não sentia mais. A dor das escoriações da queda, nem o atormentava. O barato, que havia saboreado a pouco tempo, sumiu. Agora naquele momento só existia a paz.
O melado escorria pelas mãos. O coração que antes acelerado, já não batia freneticamente. O ar estava fresco e livre. A paz o envolvia.
Cinza... tudo cinza... é assim que termina? Perguntou, quiçá obteve resposta. Sem entender mais nada, sorriu mostrando os dentes brancos que neste momento estavam rubros.
O Sol quente, transeuntes para todos os lados e ele ali. Jogado num canto do morro. A vida fugia, mas a paz surgia.
De longe ele observava a cena comovente do moleque que lhe vendia a “bala” acendendo uma vela ao seu lado. Enquanto a maldita joaninha não chegava, ela seria sua guarda.
Virou as costas para a cena e desceu o morro de mãos dadas com a paz.
De repente, dois estampidos... a paz entrou em seu corpo...
Morro abaixo, ele sentiu a vida escapando por entre seus dedos. A sensação de formigamento nas pontas de seus membros lhe trazia a paz. A tão desejada paz que buscava sem parar. Na “bala”, no pó, na erva, no chá. A paz... Lembrou de Gil cantando, “A paz invadiu meu coração. De repente me encheu de paz...”.
Tropeçou mais uma vez e foi de cara ao chão. Nem sentiu dor. Estava feliz com a tão desejada paz. O formigamento já não sentia mais. A dor das escoriações da queda, nem o atormentava. O barato, que havia saboreado a pouco tempo, sumiu. Agora naquele momento só existia a paz.
O melado escorria pelas mãos. O coração que antes acelerado, já não batia freneticamente. O ar estava fresco e livre. A paz o envolvia.
Cinza... tudo cinza... é assim que termina? Perguntou, quiçá obteve resposta. Sem entender mais nada, sorriu mostrando os dentes brancos que neste momento estavam rubros.
O Sol quente, transeuntes para todos os lados e ele ali. Jogado num canto do morro. A vida fugia, mas a paz surgia.
De longe ele observava a cena comovente do moleque que lhe vendia a “bala” acendendo uma vela ao seu lado. Enquanto a maldita joaninha não chegava, ela seria sua guarda.
Virou as costas para a cena e desceu o morro de mãos dadas com a paz.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Ao som da luz
O caminho mostra-se limpo. O sol acalora. A lua desponta no horizonte. E mais uma vez, sigo feliz. A vida se mostra quente, ardente. Possibilidades são apresentadas no doce calor da felicidade. A noite cai e com ela me transformo em mais um. Um dos seus, um dos meus, um da vida.
Aventuro... canso... descanso...
Acordo e, de susto, me vejo fora do eixo a que antes pertencia. Pelo vale da sombra caminho nesse momento. O sol que me iluminava desistiu e se refugiou atrás da lua. Novamente sem luz. Nem dela que em outrora insistia em me iluminar. A dor se espalha na escuridão. O amor desaparece. Caminhos tortuosos são oferecidos e perseguidos.
Corro... morro... sofro... durmo.
Novamente me desperto e sinto a luz a me abraçar. A felicidade desponta como os raios de luzes que me circulam. Neste novo eixo que não sei quem sou, quem é. A forte significância de respirar com a luz em volta me trás vida. Fico forte. Atravesso os portais das dores, dos amores e rompo mais uma vez.
Vida... lida... siga...
Sim, é assim. Vai ser, será! Enquanto tiver forças. Enquanto a luz me ajudar. Do sol ou da lua!
obs.: Texto para ser lido ao som de Villa-Lobos Bachiana No. 5
Aventuro... canso... descanso...
Acordo e, de susto, me vejo fora do eixo a que antes pertencia. Pelo vale da sombra caminho nesse momento. O sol que me iluminava desistiu e se refugiou atrás da lua. Novamente sem luz. Nem dela que em outrora insistia em me iluminar. A dor se espalha na escuridão. O amor desaparece. Caminhos tortuosos são oferecidos e perseguidos.
Corro... morro... sofro... durmo.
Novamente me desperto e sinto a luz a me abraçar. A felicidade desponta como os raios de luzes que me circulam. Neste novo eixo que não sei quem sou, quem é. A forte significância de respirar com a luz em volta me trás vida. Fico forte. Atravesso os portais das dores, dos amores e rompo mais uma vez.
Vida... lida... siga...
Sim, é assim. Vai ser, será! Enquanto tiver forças. Enquanto a luz me ajudar. Do sol ou da lua!
obs.: Texto para ser lido ao som de Villa-Lobos Bachiana No. 5
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Tristorosa
"Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer
Você, coisa bonita que tenho na vida
Única razão do meu contentamento
Você é luz que brilha no meu firmamento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem com alegria
Luz do dia
Fez folia no meu coração
Quem foi quando
Ao cair a noite vem um bem querer
Desaparece toda a solidão
É bom saber
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
Vai e vem
Vai no vendaval
E vem
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
E vem
E vai
E só vai e vem
Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer"
Fonte: Música: Tristorosa
Autores: Heitor Villa-Lobos (música)
Cacaso (letra)
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer
Você, coisa bonita que tenho na vida
Única razão do meu contentamento
Você é luz que brilha no meu firmamento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem com alegria
Luz do dia
Fez folia no meu coração
Quem foi quando
Ao cair a noite vem um bem querer
Desaparece toda a solidão
É bom saber
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
Vai e vem
Vai no vendaval
E vem
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
E vem
E vai
E só vai e vem
Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer"
Fonte: Música: Tristorosa
Autores: Heitor Villa-Lobos (música)
Cacaso (letra)
Certo?
De certo, ao certo nada mais anda certo. Nem correto, nem errado. Na verdade nem anda, nem fala, nem ama... Nem nada!
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pensamentos
quarta-feira, 3 de março de 2010
Convocação
Meus amigos! Não se assustem! Mas é real, e olha que nem é furgão.
Palestinos ou judeus, brasileiros ou argentinos, atleticanos ou cruzeirenses... não se preocupem com o que vou lhes dizer, mas existe uma única e estúpida verdade. Sim, única! Claro que é estúpida!
Estamos todos nós, não escapa ninguém, caminhando para a Merda.
Sim Merda, com EME maiúsculo e tudo.
Não vá achando que é merda de teatro, porque não é. É merda de fedorento mesmo. Coisa suja. Trem que não vai dar em nada. Aliás, me desculpem, vai dar sim! Vai dar em merda! Opa, mil perdões, é com EME maiúsculo, logo, vai dar em Merda!
O mundo está caminhando para uma profunda e gigantesca Merda.
Não se preocupem, como sou brasileiro nascido na época da ditadura, sei bem o que é viver na merda (esta é com eme minúsculo). E sobrevivi a algumas coisas: Elizeu Resende candidato a governador. Sarney virando presidente da república, Menudos, Dominó e até Xuxa! E tinha também aquele conjunto de “homens” de leque, que graças a Ele, não me lembro o nome.
Faça o que você quiser, tente acertar da maneira que for, mas no final estaremos sempre na Merda.
Não me venha com take easy baby, porque não vai adiantar. Eu sei, eu sinto, eu percebo... a Merda está solta. E nós não temos detergente o bastante no mundo para limparmos tal Merda.
Juntemos todos! Independente da raça, do credo, do time, do sexo. E juntos andaremos de mãos dadas para a Merda. (com EME maiúsculo e ponto final)
Palestinos ou judeus, brasileiros ou argentinos, atleticanos ou cruzeirenses... não se preocupem com o que vou lhes dizer, mas existe uma única e estúpida verdade. Sim, única! Claro que é estúpida!
Estamos todos nós, não escapa ninguém, caminhando para a Merda.
Sim Merda, com EME maiúsculo e tudo.
Não vá achando que é merda de teatro, porque não é. É merda de fedorento mesmo. Coisa suja. Trem que não vai dar em nada. Aliás, me desculpem, vai dar sim! Vai dar em merda! Opa, mil perdões, é com EME maiúsculo, logo, vai dar em Merda!
O mundo está caminhando para uma profunda e gigantesca Merda.
Não se preocupem, como sou brasileiro nascido na época da ditadura, sei bem o que é viver na merda (esta é com eme minúsculo). E sobrevivi a algumas coisas: Elizeu Resende candidato a governador. Sarney virando presidente da república, Menudos, Dominó e até Xuxa! E tinha também aquele conjunto de “homens” de leque, que graças a Ele, não me lembro o nome.
Faça o que você quiser, tente acertar da maneira que for, mas no final estaremos sempre na Merda.
Não me venha com take easy baby, porque não vai adiantar. Eu sei, eu sinto, eu percebo... a Merda está solta. E nós não temos detergente o bastante no mundo para limparmos tal Merda.
Juntemos todos! Independente da raça, do credo, do time, do sexo. E juntos andaremos de mãos dadas para a Merda. (com EME maiúsculo e ponto final)
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terça-feira, 2 de março de 2010
Viva vivida
O dia nasceu com o céu azul, porém, devido ao mal tempo não consigo sentir a luz. Está tudo cinza, tempo feio, manhã chuvosa, ralo entupido.
O brinquedo estragado, tempo parco, o leite fervendo e o pão findado servem para atrapalhar mais uma manhã.
A porta emperrada, o sabão largado no reservatório, o carro grande na vaga ao lado, a chuva caindo, a pedra quebrada e o rádio atrasado me mostram que o dia vai começar frio e gris como a manhã se mostrou logo na alvorada.
Trânsito danado, sinal fechado, carro estragado, via alagada, gente colada... não somos culpados, apenas vivemos a vida fornecida.
O dia cinza, a manhã estragada, a vida vivida.
O brinquedo estragado, tempo parco, o leite fervendo e o pão findado servem para atrapalhar mais uma manhã.
A porta emperrada, o sabão largado no reservatório, o carro grande na vaga ao lado, a chuva caindo, a pedra quebrada e o rádio atrasado me mostram que o dia vai começar frio e gris como a manhã se mostrou logo na alvorada.
Trânsito danado, sinal fechado, carro estragado, via alagada, gente colada... não somos culpados, apenas vivemos a vida fornecida.
O dia cinza, a manhã estragada, a vida vivida.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Palavras
Se todas as belas palavras foram ditas,
Se as expressões chulas foram esquecidas,
O quê nos resta agora?
Se as expressões chulas foram esquecidas,
O quê nos resta agora?
Zelos e erros
Seus olhos negros,
Minha boca carnuda,
Suas orelhas grandes.
Meus pelos,
Seus zelos,
Meus erros.
Minha boca carnuda,
Suas orelhas grandes.
Meus pelos,
Seus zelos,
Meus erros.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Nada é nada
Nem tudo na vida é festa,
Nem tudo na vida é tristeza,
Nem tudo na vida e rock-in-roll,
Nem tudo é Santa Tereza.
A chuva que cai lá fora me encanta,
A flor que nasce me encanta,
A cor da dor acalanta,
Já a morte...
Não se enfeite,
Não aceite,
Somos assim...
Nem tudo na vida é tristeza,
Nem tudo na vida e rock-in-roll,
Nem tudo é Santa Tereza.
A chuva que cai lá fora me encanta,
A flor que nasce me encanta,
A cor da dor acalanta,
Já a morte...
Não se enfeite,
Não aceite,
Somos assim...
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Vale o quanto pesa
Quem sabe o que vale, sabe o peso do valor.
Quem sabe o que pesa, sabe o valor do vale que carrega na dor.
Eu já não sei mais nada. Se há nata na leiteira, se há ovo na geladeira.
A paz que antes me seguia, resolveu sumir no mundo. Mundo imundo. Paz alada.
Unicórnios correm pelo jardim do espaço e cavalos alados não acreditam em nada do que contamos a eles.
Elefantes rosa, borboletas azuis, esperança roubada, carne navalhada.
Pago, tântrico, hispânico, grátis, casual!
Não importa cada um sabe o que vale, cada um sabe o peso do valor.
Quem sabe o que pesa, sabe o valor do vale que carrega na dor.
Eu já não sei mais nada. Se há nata na leiteira, se há ovo na geladeira.
A paz que antes me seguia, resolveu sumir no mundo. Mundo imundo. Paz alada.
Unicórnios correm pelo jardim do espaço e cavalos alados não acreditam em nada do que contamos a eles.
Elefantes rosa, borboletas azuis, esperança roubada, carne navalhada.
Pago, tântrico, hispânico, grátis, casual!
Não importa cada um sabe o que vale, cada um sabe o peso do valor.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Tem colírio aí pra me emprestar?
Com o olho doendo, coluna estragada, as unhas das mãos enormes, chulé no pé e ainda com prazo a cumprir... fico aqui nesta cadeira maldita que me proporciona grandes desilusões trabalhistas.
Tento ficar alegre, mas o olho dói... o esquerdo sabe? Será que é conjuntivite? Ou apenas aquela trave no olho que fala na bíblia? Não sei mesmo... mas que tá doendo está.
E a coluna? Queria ter nascido invertebrado! Sério, imagina se nós seres humanos de pessoas viventes que somos, tivéssemos a grande sorte de nascer sem coluna vertebral! Fino não? Nada de hérnia de disco, bico de papagaio e outras doenças de coluna que não me lembro.
Neste momento que to escrevendo, ponho a mão nas costas, fecho o olho esquerdo e forço um sorriso no rosto. Difícil esta vida...
Tem colírio aí pra me emprestar?
Tento ficar alegre, mas o olho dói... o esquerdo sabe? Será que é conjuntivite? Ou apenas aquela trave no olho que fala na bíblia? Não sei mesmo... mas que tá doendo está.
E a coluna? Queria ter nascido invertebrado! Sério, imagina se nós seres humanos de pessoas viventes que somos, tivéssemos a grande sorte de nascer sem coluna vertebral! Fino não? Nada de hérnia de disco, bico de papagaio e outras doenças de coluna que não me lembro.
Neste momento que to escrevendo, ponho a mão nas costas, fecho o olho esquerdo e forço um sorriso no rosto. Difícil esta vida...
Tem colírio aí pra me emprestar?
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É sexta
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Procura-se apaixonadamente
Eu sei! Eu preciso! Ai Jesus, como eu necessito!
Ainda mais do jeito que ando trabalhando por estes meses, está difícil! Vou à noite pra cama sonhando com eles. Acordo sonhando com eles.
Tenho um tema de textos que se chama “De BH a Betim”, e confesso a você meu nobre amigo, nestes últimos tempos venho para Betim, a cidade onde a escravatura ainda não foi abolida, e pelo caminho, não paro de pensar neles nem um minuto. Como eles são charmosos! Vistosos! Maravilhosos! Diria que até garbosos!
Fico imaginando cada um em minhas mãos! Seria lindo! Mágico! Nem um pouco trágico!
Minha vida iria mudar com eles. Seria sempre feliz, rindo de um canto ao outro da orelha, viajaria quase sempre. Eles sim mudariam minha vida.
Caso você saiba onde eles estão ou até mesmo quais são os seus nomes verdadeiros, deixa um comentário. Garanto que eu e minha família ficaremos muitos felizes! De coração, pensa na gente. Em nós. Eu vou até compartilhar esta alegria com o mundo.
Em suma... ajude-me a encontrá-los! Serei eternamente grato!
Ah! Quem são eles?, simples... estou falando dos seis números da mega sena deste final de semana. Se souber os números exatos me ajude!
Ainda mais do jeito que ando trabalhando por estes meses, está difícil! Vou à noite pra cama sonhando com eles. Acordo sonhando com eles.
Tenho um tema de textos que se chama “De BH a Betim”, e confesso a você meu nobre amigo, nestes últimos tempos venho para Betim, a cidade onde a escravatura ainda não foi abolida, e pelo caminho, não paro de pensar neles nem um minuto. Como eles são charmosos! Vistosos! Maravilhosos! Diria que até garbosos!
Fico imaginando cada um em minhas mãos! Seria lindo! Mágico! Nem um pouco trágico!
Minha vida iria mudar com eles. Seria sempre feliz, rindo de um canto ao outro da orelha, viajaria quase sempre. Eles sim mudariam minha vida.
Caso você saiba onde eles estão ou até mesmo quais são os seus nomes verdadeiros, deixa um comentário. Garanto que eu e minha família ficaremos muitos felizes! De coração, pensa na gente. Em nós. Eu vou até compartilhar esta alegria com o mundo.
Em suma... ajude-me a encontrá-los! Serei eternamente grato!
Ah! Quem são eles?, simples... estou falando dos seis números da mega sena deste final de semana. Se souber os números exatos me ajude!
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Ação e reação
A ação e a reação me afetam de maneira cortante. O aço da lâmina corta minha carne rente aos ossos que compõe o meu esqueleto do tempo. Como ação, abro o coração pulsante e ignorante da dor que um dia irá sentir, quando tu, se despedir. Como reação, sinto mais uma vez o ar faltar em meus pulmões e num instante de lucidez, resolvo levantar a cabeça de dentro da privada maldita que vive entupida com minhas canções fétidas de amores... dores... calores... rumores...
Não sei se estes momentos normalmente ocorrem no outono, ou será inverno, verão? Vá saber... o certo que a ação de te amar começou naquele exato momento em que nossos olhos se encontraram. Lembra o dia? A noite? A exata hora? Lógico que não, ninguém lembra, ninguém da valor, ninguém... ninguém...
Subo no alto do morro e vejo a vida, a lida, a tão sofrida margarida.
Chega de apelos, de ação e reação. Siga agora! Comigo, lado a lado. Passo a passo.
Sejamos felizes neste curto momento de vida e despudor. Respire, grite, ame, transe, trepe, negue.
“Diga que já não me quer... negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada...”
Ação e reação... Escolho viver!
Não sei se estes momentos normalmente ocorrem no outono, ou será inverno, verão? Vá saber... o certo que a ação de te amar começou naquele exato momento em que nossos olhos se encontraram. Lembra o dia? A noite? A exata hora? Lógico que não, ninguém lembra, ninguém da valor, ninguém... ninguém...
Subo no alto do morro e vejo a vida, a lida, a tão sofrida margarida.
Chega de apelos, de ação e reação. Siga agora! Comigo, lado a lado. Passo a passo.
Sejamos felizes neste curto momento de vida e despudor. Respire, grite, ame, transe, trepe, negue.
“Diga que já não me quer... negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada...”
Ação e reação... Escolho viver!
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!
Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!
Por mais que vocês queiram, por mais que eu queira, por mais que todos queiram! É impossível, vivemos de dramas. Emaranhados nas tramas das pessoas que fazem melodramas por serem cheias de manhas. E assim, nos ferem as entranhas.
É trágico, mágico, enigmático!
Sei o quê parece ser. Mas ao mesmo tempo nem é o que é! No rosto afrodisíaco desta mulher...
Pare de devaneios, de rodeios, de sorver meus seios. Tudo é um set.
Comecem! Agora! Neste exato e medíocre momento. Afinal... temos que filmar.
Por mais que vocês queiram, por mais que eu queira, por mais que todos queiram! É impossível, vivemos de dramas. Emaranhados nas tramas das pessoas que fazem melodramas por serem cheias de manhas. E assim, nos ferem as entranhas.
É trágico, mágico, enigmático!
Sei o quê parece ser. Mas ao mesmo tempo nem é o que é! No rosto afrodisíaco desta mulher...
Pare de devaneios, de rodeios, de sorver meus seios. Tudo é um set.
Comecem! Agora! Neste exato e medíocre momento. Afinal... temos que filmar.
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No divã
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Um ano sem
Sigo por aqui. Saudades tenho do jacu no quintal, dos meninos correndo pela área afora, das manhãs chuvosas, do cheiro da grama molhada, do barro amassado e repassado por eles na varanda, dos sonhos roubados e assassinados. Assassinatos que foram iniciados naquela primeira quinta-feira e finalmente aniquilados naquela próxima terça-feira. Os dois dias chuvosos!, talvez, Ele estivesse chorando pela sorte que eu estava tendo naqueles dias.
As crianças foram levadas para outro lado do pátio, deixando para trás a companheira inseparável e mais amável. Não tiveram escolha, o ladrão de sonhos chegou e apoderou-se dos seus últimos instantes de felicidade, deixando para nós, que ficamos vivendo o pesadelo da perda, a dor e a saudade amargurada daquelas manhãs, das algazarras, da cabecinha pela tela protetora, do arame sendo retocado a cada tentativa triunfante de um pouco mais de liberdade.
As crianças foram levadas para outro lado do pátio, deixando para trás a companheira inseparável e mais amável. Não tiveram escolha, o ladrão de sonhos chegou e apoderou-se dos seus últimos instantes de felicidade, deixando para nós, que ficamos vivendo o pesadelo da perda, a dor e a saudade amargurada daquelas manhãs, das algazarras, da cabecinha pela tela protetora, do arame sendo retocado a cada tentativa triunfante de um pouco mais de liberdade.A companheira amável vive triste esperando que um dia, quem sabe, seus amigos pretos e brancos reapareçam para brincar pelo pátio. Novamente algazarras pelo quintal, o barro sendo amassado e espalhado pela varanda. Mas desta vez não quer mais a tela protetora. Infelizmente não compartilho da inocência de criança que ainda não conhece a dor do roubo de sonhos. Sei que no outro pátio ficam correndo e aproveitando o afeto que Ele pode proporcionar. Afeto maior e mais amoroso que o nosso.
Há um ano...
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Saudades
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Terra de montanha
"Ê Terra de Montanha
Ê Terra de Montanha
Viva a Terra de Montanha
Viva o Jequitinhonha
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Eu vi
A Serra do Curral
Descendo a serra
Dentro de um caminhão"
Fonte: Música: Terra de Montanha
Autor: Maurício Tizumba
Ê Terra de Montanha
Viva a Terra de Montanha
Viva o Jequitinhonha
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Eu vi
A Serra do Curral
Descendo a serra
Dentro de um caminhão"
Fonte: Música: Terra de Montanha
Autor: Maurício Tizumba
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Realidade
Para o alto e avante
Apesar de todos os problemas existentes na face do universo, existe ou vemos uma luz no fim do túnel. E com certeza não é a locomotiva que está vindo ao nosso encontro, afinal, a rede ferroviária brasileira praticamente não existe. Somente aquele trem de carga que vive passando perto do meu quadrado que insiste em me acordar de quando em vez.
O certo que mesmo errado, vamos conseguir. Seremos vencedores e súditos do rei. Ou seremos os reis da senzala que irá ser construída em momento próximo?
Que seja o que for!, vai dar certo!
Não sou super-homem, porém, para o alto e avante!
O certo que mesmo errado, vamos conseguir. Seremos vencedores e súditos do rei. Ou seremos os reis da senzala que irá ser construída em momento próximo?
Que seja o que for!, vai dar certo!
Não sou super-homem, porém, para o alto e avante!
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A ponta da ponta que aponta
Estava ali, assentado no cantinho da sala. Esperando que cada dedinho meu fosse mais uma vez em que você iria aparecer e me fazer feliz.
A porta abre, a porta fecha e nada... angustiado com meu próprio caos, continuei olhando para os dedos das minhas mãos. São interessantes, nada tão lindo como o dedo da mão de Vênus, mas estão lá. Cinco em cada mão. Pena que faltam um em cada pé, ou deveria pensar que tenho dois dedos mais largos que a maioria das pessoas? Fuedas o dedo é meu e o pé também, logo, ema... ema... ema cada dedo com o seu problema.
Melhor esquecer esta questão dos dedos e focar em você! Você!
A dor que me aperta o coração machuca como uma ponta da faca que neste exato momento esta apontado para a ponta do meu nariz.
Ponta da faca na ponta do nariz que aponta pra ponta dos dedos, colados ou separados, mas são pontas que apontam pra faca que fica apontada para a ponta do meu nariz.
A faca é a merda da porta que abre e fecha, onde fico levemente escorado atrás esperando você. E novamente sem querer volto a falar de você.
Começo a desconfiar que a ponta de tudo nesta minha vida despontada é você.
Então já que foi apontada esta nossa conclusão, venha ser a ponta do iceberg que sou. Seja a ponta da minha vida, da minha existência, do meu viver.
Seja você comigo para que juntos possamos apontar pro horizonte do nosso vale e digamos a todos...
Somos nós!
Nós dedos colados que apontam para a ponta do teu peito que vivo a me aquecer e esquecer dos desapontamentos que tive nestes anos que fiquei sendo apontado como um.
Afinal , agora eu aponto pra você e você aponta para mim.
A porta abre, a porta fecha e nada... angustiado com meu próprio caos, continuei olhando para os dedos das minhas mãos. São interessantes, nada tão lindo como o dedo da mão de Vênus, mas estão lá. Cinco em cada mão. Pena que faltam um em cada pé, ou deveria pensar que tenho dois dedos mais largos que a maioria das pessoas? Fuedas o dedo é meu e o pé também, logo, ema... ema... ema cada dedo com o seu problema.
Melhor esquecer esta questão dos dedos e focar em você! Você!
A dor que me aperta o coração machuca como uma ponta da faca que neste exato momento esta apontado para a ponta do meu nariz.
Ponta da faca na ponta do nariz que aponta pra ponta dos dedos, colados ou separados, mas são pontas que apontam pra faca que fica apontada para a ponta do meu nariz.
A faca é a merda da porta que abre e fecha, onde fico levemente escorado atrás esperando você. E novamente sem querer volto a falar de você.
Começo a desconfiar que a ponta de tudo nesta minha vida despontada é você.
Então já que foi apontada esta nossa conclusão, venha ser a ponta do iceberg que sou. Seja a ponta da minha vida, da minha existência, do meu viver.
Seja você comigo para que juntos possamos apontar pro horizonte do nosso vale e digamos a todos...
Somos nós!
Nós dedos colados que apontam para a ponta do teu peito que vivo a me aquecer e esquecer dos desapontamentos que tive nestes anos que fiquei sendo apontado como um.
Afinal , agora eu aponto pra você e você aponta para mim.
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Simples escrito
O país do futuro
"Aqui não tem problema, só se você quiser
Este é o país do futuro, tenha esperança e fé
Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio
Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de sócio
Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho
A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho
Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça
Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
E vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
No peito um crachá, na boca um sanduiche misto
Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo
Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado
Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado
Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado
Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado
Se você não me respeita, vou radicalizar
Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
Estamos outra vez no fundo do buraco
Você não tem vergonha e eu já não tenho saco...
' É Molengueira, os "bandido" tão atirando
pra tudo que é lado meu irmão...
sai de baixo...
Mas minha conta na Suíça tá uma beleza...
tá engordando.... há, há' "
Fonte: Música: O País do futuro
Autor: Camisa de Vênus
Este é o país do futuro, tenha esperança e fé
Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio
Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de sócio
Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho
A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho
Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça
Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
E vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
No peito um crachá, na boca um sanduiche misto
Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo
Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado
Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado
Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado
Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado
Se você não me respeita, vou radicalizar
Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
Estamos outra vez no fundo do buraco
Você não tem vergonha e eu já não tenho saco...
' É Molengueira, os "bandido" tão atirando
pra tudo que é lado meu irmão...
sai de baixo...
Mas minha conta na Suíça tá uma beleza...
tá engordando.... há, há' "
Fonte: Música: O País do futuro
Autor: Camisa de Vênus
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pensamentos
Afinal o mundo prossegue
Afinal, o mundo prossegue. Nada parou porque, eu ou você, deixamos de jogar bolinhas de gude. Ele vai seguindo.
Crescemos muito nestes últimos trinta e seis anos. Responsas foram jogadas em nossas costas, a felicidade gratuita foi furtada e agora só nos resta o tal do comprometimento.
É eu sei, a vida é assim baby, mas paciência. Será que não conseguimos unir o útil ao agradável? Eu você nós dois num elevador subindo e descendo!?
Neste dia em que sempre rendo homenagens a ele, acordei azedo! Briguei com ela. Logo ela... que está sempre pronta a dar carinho. Mas briguei e pronto, afinal ela tem aprontado muito. Porém, antes de sair de casa, conversamos e ficamos de bem! Na verdade, mais ou menos de bem, ela aprontou novamente.
O mundo gira! A gratuidade da felicidade agora é cobrada! O stress me consome, tanto quanto o Geraldin consome o diesel que o alimenta.
Rezo pelas 17:30, e mais tarde rezarei pelas 19:00, neste horário estarei livre do trânsito.
Ela vai continuar em casa me esperando. E eu continuarei com ela ao meu lado. Com stress ou sem stress. Afinal o mundo prossegue, e eu tenho que labutar.
Crescemos muito nestes últimos trinta e seis anos. Responsas foram jogadas em nossas costas, a felicidade gratuita foi furtada e agora só nos resta o tal do comprometimento.
É eu sei, a vida é assim baby, mas paciência. Será que não conseguimos unir o útil ao agradável? Eu você nós dois num elevador subindo e descendo!?
Neste dia em que sempre rendo homenagens a ele, acordei azedo! Briguei com ela. Logo ela... que está sempre pronta a dar carinho. Mas briguei e pronto, afinal ela tem aprontado muito. Porém, antes de sair de casa, conversamos e ficamos de bem! Na verdade, mais ou menos de bem, ela aprontou novamente.
O mundo gira! A gratuidade da felicidade agora é cobrada! O stress me consome, tanto quanto o Geraldin consome o diesel que o alimenta.
Rezo pelas 17:30, e mais tarde rezarei pelas 19:00, neste horário estarei livre do trânsito.
Ela vai continuar em casa me esperando. E eu continuarei com ela ao meu lado. Com stress ou sem stress. Afinal o mundo prossegue, e eu tenho que labutar.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
E aí meu irmão?
Esta noite não sei mais o que mais me agrada... um baile japonês ou uma cara de tarado.
É carnaval... festa pagã... e daí? Se eu sou cristão???!!!, ao certo mesmo não sei. Não quero saber e como diria meus amigos de infância, e tenho raiva de quem sabe.
Se a festa é pagã ou não, pouco me importa. O que me importa é a minha conciência comigo, consigo e até mesmo convosco. Em síntese, vivemos numa mesma porra!
Mas a bem da verdade quero dizer que, o mundo louco, a vida doida, o sexo solto e eu louco!, não temos nada a ver, com tudo isto que se passa contigo, comigo, conosco e até convosco que nem sei ao certo quem é.
Queria que o mundo fosse rosa, tosco, louco... mas não é assim. O mundo não é assim...
Pacênca, que eu posso fazer? Que eu posso sentir? O que eu posso... sempre o que eu posso!?
Não sei mais... não quero mais... nem estas malditas reticências que se preocupam em me seguir e eu a segui-las, não quero mais, não a quero, não quero mais nada.
A dor, a única e maldita dor! Pouco me importa onde estava, com quem estava e porque estava. Não quero mais, nem um pouco, nem um minuto, nem um nada.
Apenas não quero mais!
Viu como elas pararam de me perseguir? Linguiça, eloquente e aí vai. Trema o caralho... se eu mesmo não temo! Ou seria tremo? Fodas, pouco me imprta.
E você não vem, de forma alguma, de maneira nenhuma, e nem que a vaca tulsa.
Sigo, sofro... não sei mais. Tudo louco de novo... e nem é novo.
E quem se importa? Você?? Duvido... vá saber!
É carnaval... festa pagã... e daí? Se eu sou cristão???!!!, ao certo mesmo não sei. Não quero saber e como diria meus amigos de infância, e tenho raiva de quem sabe.
Se a festa é pagã ou não, pouco me importa. O que me importa é a minha conciência comigo, consigo e até mesmo convosco. Em síntese, vivemos numa mesma porra!
Mas a bem da verdade quero dizer que, o mundo louco, a vida doida, o sexo solto e eu louco!, não temos nada a ver, com tudo isto que se passa contigo, comigo, conosco e até convosco que nem sei ao certo quem é.
Queria que o mundo fosse rosa, tosco, louco... mas não é assim. O mundo não é assim...
Pacênca, que eu posso fazer? Que eu posso sentir? O que eu posso... sempre o que eu posso!?
Não sei mais... não quero mais... nem estas malditas reticências que se preocupam em me seguir e eu a segui-las, não quero mais, não a quero, não quero mais nada.
A dor, a única e maldita dor! Pouco me importa onde estava, com quem estava e porque estava. Não quero mais, nem um pouco, nem um minuto, nem um nada.
Apenas não quero mais!
Viu como elas pararam de me perseguir? Linguiça, eloquente e aí vai. Trema o caralho... se eu mesmo não temo! Ou seria tremo? Fodas, pouco me imprta.
E você não vem, de forma alguma, de maneira nenhuma, e nem que a vaca tulsa.
Sigo, sofro... não sei mais. Tudo louco de novo... e nem é novo.
E quem se importa? Você?? Duvido... vá saber!
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Não Vendo Nem Troco
Olha que pedaço É pra sonhar!
Que coisa mais bonita,
Que belo animal
Você está querendo se
Engraçar
Não é pra vender,
Nem é pra trocar
Olha que molejo que ela tem
Beleza sem igual
Que graça tem também
Ela é formosa,
Sei muito bem,
Por isso que ela é minha,
Não divido com ninguém
É meu xodó,
É meus amô
Ela me acompanha
Pelos canto adonde eu vou
É companhia de qualidade
É de confiança e tranquilidade
Tenha mais vergonha
Tenha mais respeito
Ela não se engraça
Com qualquer sujeito
Mas com esse molejo,
Com esse tempero
Você não compra nunca
Guarde seu dinheiro
Mas é que ela é cobiçada
Em todo esse sertão
Essa véia é minha
E eu não troco não
Essa véia é minha vida,
Vendo não senhor!
Essa égua eu não vendo,
Não troco, nem dô
Fonte: Música: Não Vendo Nem Troco
Composição: Gonzagão e Gonzaguinha
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Saudades
Eu e Ele... Ele e eu
Normalmente sinto falta Dele em minha vida. Mas aí é fácil, fecho os olhos, respiro profundamente, penso Nele e novamente sinto a sua presença ao meu lado.
Às vezes antes de dormir penso Nele. E mais uma vez refaço este tão surpreendente ritual: Fechar os olhos, respirar profundamente, pensar Nele, conversar com Ele e com a mãe Dele.
Depois disto a noite segue tranqüila... sólida... feliz!
Sozinho ou não, Ele esta sempre ao meu lado.
Logo se ele está ao meu lado, não estou sozinho.
Nas quartas-feiras, reservo minha noite á Ele. Faço de coração livre, sem pressa. Naquele momento sou totalmente Dele. E aí sim, volto a ficar mais leve, feliz, vivo!
Esta é a minha vida com Ele.
Eu e o meu Sagrado! Eu e meu Pai! Eu e meu Orixá! Eu e meu Deus!
Ele e eu!
Às vezes antes de dormir penso Nele. E mais uma vez refaço este tão surpreendente ritual: Fechar os olhos, respirar profundamente, pensar Nele, conversar com Ele e com a mãe Dele.
Depois disto a noite segue tranqüila... sólida... feliz!
Sozinho ou não, Ele esta sempre ao meu lado.
Logo se ele está ao meu lado, não estou sozinho.
Nas quartas-feiras, reservo minha noite á Ele. Faço de coração livre, sem pressa. Naquele momento sou totalmente Dele. E aí sim, volto a ficar mais leve, feliz, vivo!
Esta é a minha vida com Ele.
Eu e o meu Sagrado! Eu e meu Pai! Eu e meu Orixá! Eu e meu Deus!
Ele e eu!
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Cansado
Eu estou cansado...
Cansado do dia, da noite e às vezes até do amanhecer. O peso deste tão obeso mundo me esmaga deixando-me mais cansado ainda. Me arrasto pelo chão deste lugar a procura de um pouco de alívio. E como já era esperado, não o obtenho. Respiro profundamente e tento um respaldo pelo ar. E novamente não sou agraciado.
Cansado... sinto-me cansado...
Exaurido de minhas forças mais íntimas, sem a luz que antes brilhava em meus olhos, com a falta da energia que fazia com que conseguisse girar um pouco do mundo em minha volta. Vou rastejando entre os transeuntes deste mundo cão.
Cansado... sinto-me cansado.
Cansado do dia, da noite e às vezes até do amanhecer. O peso deste tão obeso mundo me esmaga deixando-me mais cansado ainda. Me arrasto pelo chão deste lugar a procura de um pouco de alívio. E como já era esperado, não o obtenho. Respiro profundamente e tento um respaldo pelo ar. E novamente não sou agraciado.
Cansado... sinto-me cansado...
Exaurido de minhas forças mais íntimas, sem a luz que antes brilhava em meus olhos, com a falta da energia que fazia com que conseguisse girar um pouco do mundo em minha volta. Vou rastejando entre os transeuntes deste mundo cão.
Cansado... sinto-me cansado.
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Simples escrito
Crescente opção de amar
Com tudo pronto, coloquei-me de frente a porta. Abro ou não abro? Decisão simples que naquele exato momento poderia mudar toda a minha vida.
Certa vez pensei que nunca mais iria deixar algo me arrebatar desta maneira. Viver é fácil, morrer mais ainda, como diz um amigo nosso, “Até quem nunca morreu, agora está morrendo”. Mas amar... e viver o amor é algo difícil, diria até que seria impossível. Sim impossível!, para nós seres humanos que somos. Egoístas de natureza. Não concorda? Pare e pense por alguns minutos e me diga: Somos ou não somos? Claro que somos.
Mas estava ali, frente à porta, com a mão na maçaneta, prestes a decidir o meu futuro, viu como somos egoístas? O meu futuro.
Ela, que não é egoísta, já pulava dentro da sala, demonstrando a alegria que a invadia já antes de abrir a porta.
Se abrisse me entregaria em seus braços e a deixaria entrar em meu corpo tosco, ainda coberto pelos trapos de egoísmo que me cobriam. Nu ficaria sempre em meu quadrado preferido. Todas as noites, todos os dias, todos os anos que ainda me restavam.
Se não abrisse, ficaria chocho. Sem graça. Um egoísta em extrema exatidão.
Dúvidas cruéis.
Mas uma coisa é certa, não desistiria ou ao menos não pronunciaria que desistiria depois de abrir a porta e me entregar aos seus braços. Mesmo se por algum momento tenha sentido algo que não tenha acontecido.
Eu não largo, eu não desisto, eu não paro.
Por isto a indecisão de abrir a porta ou não.
Mas o desejo de amá-la era crescente e pela minha experiência de pessoa vivente, de ser vivo que sou, necessitava dela ao meu lado. Sempre, pra sempre. Com planos, sem planos. Com panos ou sem panos.
Com jeito, giro a maçaneta e deixo o raio de luz, oriundo do teu sorriso, iluminar todo o meu habitat. Ela já não parava de pular e dançar para a luz que adentrava.
Optei, vou amar. Vou viver. Vou sofrer.
Mas serei seu, unicamente seu.
Certa vez pensei que nunca mais iria deixar algo me arrebatar desta maneira. Viver é fácil, morrer mais ainda, como diz um amigo nosso, “Até quem nunca morreu, agora está morrendo”. Mas amar... e viver o amor é algo difícil, diria até que seria impossível. Sim impossível!, para nós seres humanos que somos. Egoístas de natureza. Não concorda? Pare e pense por alguns minutos e me diga: Somos ou não somos? Claro que somos.
Mas estava ali, frente à porta, com a mão na maçaneta, prestes a decidir o meu futuro, viu como somos egoístas? O meu futuro.
Ela, que não é egoísta, já pulava dentro da sala, demonstrando a alegria que a invadia já antes de abrir a porta.
Se abrisse me entregaria em seus braços e a deixaria entrar em meu corpo tosco, ainda coberto pelos trapos de egoísmo que me cobriam. Nu ficaria sempre em meu quadrado preferido. Todas as noites, todos os dias, todos os anos que ainda me restavam.
Se não abrisse, ficaria chocho. Sem graça. Um egoísta em extrema exatidão.
Dúvidas cruéis.
Mas uma coisa é certa, não desistiria ou ao menos não pronunciaria que desistiria depois de abrir a porta e me entregar aos seus braços. Mesmo se por algum momento tenha sentido algo que não tenha acontecido.
Eu não largo, eu não desisto, eu não paro.
Por isto a indecisão de abrir a porta ou não.
Mas o desejo de amá-la era crescente e pela minha experiência de pessoa vivente, de ser vivo que sou, necessitava dela ao meu lado. Sempre, pra sempre. Com planos, sem planos. Com panos ou sem panos.
Com jeito, giro a maçaneta e deixo o raio de luz, oriundo do teu sorriso, iluminar todo o meu habitat. Ela já não parava de pular e dançar para a luz que adentrava.
Optei, vou amar. Vou viver. Vou sofrer.
Mas serei seu, unicamente seu.
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Crônicas
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
300 ml de malte e lúpulos
Ela nasceu!
Cinzenta, marrenta e vem forte que até me arrebenta.
Começa assim... pressão em cima de pressão. Resultado cobrado, resultado mostrado.
No caminho até aqui, demonstra que vai ser tão quente, mas no final ela vai me recompensar.
Com um belo e saboroso 300 ml de malte e lúpulos, alguns pedaços de frangos, beijos e abraços.
E vai findar quando estiver ao seu lado, enamorado. Com ela a me iluminar no meu quadrado preferido.
Morrerá e ressurgirá novamente daqui sete dias.
Cinzenta, marrenta e vem forte que até me arrebenta.
Começa assim... pressão em cima de pressão. Resultado cobrado, resultado mostrado.
No caminho até aqui, demonstra que vai ser tão quente, mas no final ela vai me recompensar.
Com um belo e saboroso 300 ml de malte e lúpulos, alguns pedaços de frangos, beijos e abraços.
E vai findar quando estiver ao seu lado, enamorado. Com ela a me iluminar no meu quadrado preferido.
Morrerá e ressurgirá novamente daqui sete dias.
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É sexta
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O que tenho que fazer
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
É certo,
É claro,
É honesto,
É raro!
Na verdade nada mais importa,
Desde aquele dia que fiquei a porta,
Esperando o resto do amor,
Que insistia em me levar dor.
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
Definitivamente... eu vivo pra você!
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
É certo,
É claro,
É honesto,
É raro!
Na verdade nada mais importa,
Desde aquele dia que fiquei a porta,
Esperando o resto do amor,
Que insistia em me levar dor.
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
Definitivamente... eu vivo pra você!
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pensamentos
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Os elefantes do jardim
Além de ti e dos elefantes que passeiam no jardim no prédio onde decidi ser prisioneiro da minha própria vida nada mais se movimenta em prol de uma vida magnânima onde todos poderão usufruir de amores sabores odores clamores.
Eles são rosa como as rosas que um dia terei naquele jardim onde realmente serei amigo do rei elas ficaram lá expostas perfumando mais o ar onde ao anoitecer as damas da noite bailarão ao sabor da pequena brisa.
A porta da varanda estará sempre aberta onde este perfume maravilhoso de natureza nos fará ter várias noites de extremo prazer de vida humana que nós pessoas viventes enquanto seres vivos que somos desfrutaremos da porta entre o escritório e o quarto onde a luz do luar entrará sem se preocupar com a persiana maldita que às vezes expele visita certa esperada amada.
Honestamente não vejo à hora desses elefantes mudarem e passarem a viver como o rei deseja ela também irá e junto com Ernesto correrá entre as patas loucas rosas dos nossos amigos antigos em breve todos estarão vivendo como pessoas da alta corte do país que sonhamos sempre e unicamente legal.
Sei que algo brota por aqui mesmo estando você por aí quem sabe Clarice brinca com Caetano aos olhos fraternos e amáveis de Vicente nada mais acabará de forma imprevista violenta inescrupulenta estaremos juntos pro inicio meio e recomeço.
Eu você eles nós... sempre e sempre nós!
Eles são rosa como as rosas que um dia terei naquele jardim onde realmente serei amigo do rei elas ficaram lá expostas perfumando mais o ar onde ao anoitecer as damas da noite bailarão ao sabor da pequena brisa.
A porta da varanda estará sempre aberta onde este perfume maravilhoso de natureza nos fará ter várias noites de extremo prazer de vida humana que nós pessoas viventes enquanto seres vivos que somos desfrutaremos da porta entre o escritório e o quarto onde a luz do luar entrará sem se preocupar com a persiana maldita que às vezes expele visita certa esperada amada.
Honestamente não vejo à hora desses elefantes mudarem e passarem a viver como o rei deseja ela também irá e junto com Ernesto correrá entre as patas loucas rosas dos nossos amigos antigos em breve todos estarão vivendo como pessoas da alta corte do país que sonhamos sempre e unicamente legal.
Sei que algo brota por aqui mesmo estando você por aí quem sabe Clarice brinca com Caetano aos olhos fraternos e amáveis de Vicente nada mais acabará de forma imprevista violenta inescrupulenta estaremos juntos pro inicio meio e recomeço.
Eu você eles nós... sempre e sempre nós!
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da lua,
pensamentos
A primeira manhã
Relógio toca, celular desperta.
O banheiro ao lado já demonstra sinais de vida. Vapor saindo pela janela da área de serviço. Realmente as coisas estão funcionando nesta casa.
Menina, não! Coloca de novo em cima e... não precisa nem falar novamente.
Mamão cortado sem semente. Toma café? Claro que não, faça o chocolate que é bem melhor.
Pega o palito, sai pra sala, senta! Ganha o palito e vai pro canto sorrindo.
Misto quente da padaria não é tão bom, uma fatia de queijo outra de presunto, tudo isto em um pão light, sem manteiga. Afinal gordo eu sou, e desejo que não se torne.
Pega roupa, leva pro guarda-roupa e ela novamente me oferece várias peças para serem estendidas. Sacode...sacode...sacode...
Certo, não precisa falar nada, toma o biscoito. Parabéns... sentou sem pedir.
Arrumou a cama?
Pega o pêssego, barra de cereais, telefone na bolsa, chave em mãos.
Vamos... vamos... já está na hora, começa hoje!
Olha este restaurante você almoça pega nota, quero saber exatamente onde almoça.
Cuidado ao ir embora, não se esqueça de almoçar.
Beijo fica com Deus.
O banheiro ao lado já demonstra sinais de vida. Vapor saindo pela janela da área de serviço. Realmente as coisas estão funcionando nesta casa.
Menina, não! Coloca de novo em cima e... não precisa nem falar novamente.
Mamão cortado sem semente. Toma café? Claro que não, faça o chocolate que é bem melhor.
Pega o palito, sai pra sala, senta! Ganha o palito e vai pro canto sorrindo.
Misto quente da padaria não é tão bom, uma fatia de queijo outra de presunto, tudo isto em um pão light, sem manteiga. Afinal gordo eu sou, e desejo que não se torne.
Pega roupa, leva pro guarda-roupa e ela novamente me oferece várias peças para serem estendidas. Sacode...sacode...sacode...
Certo, não precisa falar nada, toma o biscoito. Parabéns... sentou sem pedir.
Arrumou a cama?
Pega o pêssego, barra de cereais, telefone na bolsa, chave em mãos.
Vamos... vamos... já está na hora, começa hoje!
Olha este restaurante você almoça pega nota, quero saber exatamente onde almoça.
Cuidado ao ir embora, não se esqueça de almoçar.
Beijo fica com Deus.
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Crônicas
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Declaro
O seu hálito de amor conduz a luz!
A luz do teu sorriso.
Que entorpece... traz amor,
O amor, que outrora, trouxe dor,
Mas agora, mesmo de dia,
Envolve-me em grande euforia.
A luz do teu sorriso.
Que entorpece... traz amor,
O amor, que outrora, trouxe dor,
Mas agora, mesmo de dia,
Envolve-me em grande euforia.
Caça... caçaDOR
A vontade de sucumbir às trevas aumenta a cada hora que passa...
Sinto-me longe da luz...
O horror cerca todos, principalmente a mim.
Corro sem força,
Sou alcançado,
Entrego-me sem muita luta...
Sinto-me longe da luz...
O horror cerca todos, principalmente a mim.
Corro sem força,
Sou alcançado,
Entrego-me sem muita luta...
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De BH até Betim
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Nova vida
Eu sei... minha vida está mudando.
Uma eterna mutação este ato de viver.
Não só isso, meus cabelos raleando e embranquecendo. A paciência aumentando e com a colheita das experiências vividas e sofridas, mais sabedoria em conviver com o outro.
Desta forma não vejo outra solução além da que tomamos no último ano. Abro a porta da minha casa, como já abri do meu coração quando você apareceu.
Lembra? Fiquei doido quando fiquei sabendo que você chegaria um dia!, e quando você apareceu!? Você nem lembra, mas tudo isto aconteceu.
Infelizmente quando nos separamos pela primeira vez, você chorou. Um choro doído que me sangrou. Ninguém acredita e ninguém concorda, mas sangrei tanto quanto você.
E veja como é a vida. Você está a lutar para ficarmos juntos. Louco este mundo não?
Na verdade louco estou eu, e ela também. Afinal, teremos você perto da gente. Mudança de vida. Colheita de vida. Mas também é nosso momento de plantar!, plantaremos juntos. Para que depois você comece a colher.
Venha rápido e não nos deixe mais. Estamos aqui no primeiro andar te esperando. A cama pronta, o quadro na parede, o guarda-roupa com seu espaço e principalmente o coração e o sorriso abertos. Aberto de tal maneira que nunca imaginaria que estariam assim para alguém.
Vai ser difícil, mas nós iremos conseguir.
Seremos pai e filho um do outro.
Uma eterna mutação este ato de viver.
Não só isso, meus cabelos raleando e embranquecendo. A paciência aumentando e com a colheita das experiências vividas e sofridas, mais sabedoria em conviver com o outro.
Desta forma não vejo outra solução além da que tomamos no último ano. Abro a porta da minha casa, como já abri do meu coração quando você apareceu.
Lembra? Fiquei doido quando fiquei sabendo que você chegaria um dia!, e quando você apareceu!? Você nem lembra, mas tudo isto aconteceu.
Infelizmente quando nos separamos pela primeira vez, você chorou. Um choro doído que me sangrou. Ninguém acredita e ninguém concorda, mas sangrei tanto quanto você.
E veja como é a vida. Você está a lutar para ficarmos juntos. Louco este mundo não?
Na verdade louco estou eu, e ela também. Afinal, teremos você perto da gente. Mudança de vida. Colheita de vida. Mas também é nosso momento de plantar!, plantaremos juntos. Para que depois você comece a colher.
Venha rápido e não nos deixe mais. Estamos aqui no primeiro andar te esperando. A cama pronta, o quadro na parede, o guarda-roupa com seu espaço e principalmente o coração e o sorriso abertos. Aberto de tal maneira que nunca imaginaria que estariam assim para alguém.
Vai ser difícil, mas nós iremos conseguir.
Seremos pai e filho um do outro.
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Realidade
Pensamento
A beleza dos teus olhos retira qualquer suspeita da luz do amanhã.
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De BH até Betim
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dias sim, noites sim
O meu dia nasceu assim...
Cinza, 95 quilos, sono, mordidas.
Coça... coça...
Arranha, morde, frio, calor, intenso sem senso.
Não penso, executo, sofro, ronco.
Na verdade, a noite virá!, com ela novamente: 95 quilos, sono, mordidas, parede.
A varanda suja, com o tapete sujo, o metrô que vai e volta e a dor que não passa.
95 quilos, dor, sono, parede, cama, mordidas.
O Rio está ali, BH é aqui, Miami não faço idéia e nem quero saber...
Ronco, sono, coça coça, mordida, xixi, parede e agora tem persiana.
Ela surge e traz a calma, o amor, o sabor, o despertar, o trepar.
Lua, luz, amor, sexo, tesão, mordida, coça coça, você, eu, nós.
Cinza, 95 quilos, sono, mordidas.
Coça... coça...
Arranha, morde, frio, calor, intenso sem senso.
Não penso, executo, sofro, ronco.
Na verdade, a noite virá!, com ela novamente: 95 quilos, sono, mordidas, parede.
A varanda suja, com o tapete sujo, o metrô que vai e volta e a dor que não passa.
95 quilos, dor, sono, parede, cama, mordidas.
O Rio está ali, BH é aqui, Miami não faço idéia e nem quero saber...
Ronco, sono, coça coça, mordida, xixi, parede e agora tem persiana.
Ela surge e traz a calma, o amor, o sabor, o despertar, o trepar.
Lua, luz, amor, sexo, tesão, mordida, coça coça, você, eu, nós.
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pensamentos
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sempre
A tristeza bateu em meu coração.
Assim, do nada.
Estava aqui, sentadinho, bonitinho, fazendo meus programinhas.
De repente, tristeza.
Saudades da mãe? Acho que sim, afinal, não a vejo desde o ano passado... viajou!
A distância existente mesmo quando ela está presente, aqui em nossa terra, me deixa fraco.
Fraco eu sou... sempre.
Amar-te? Amo-te sempre também.
Saudades de você? Sempre.
Mesmo presente, eu ausente.
Assim, do nada.
Estava aqui, sentadinho, bonitinho, fazendo meus programinhas.
De repente, tristeza.
Saudades da mãe? Acho que sim, afinal, não a vejo desde o ano passado... viajou!
A distância existente mesmo quando ela está presente, aqui em nossa terra, me deixa fraco.
Fraco eu sou... sempre.
Amar-te? Amo-te sempre também.
Saudades de você? Sempre.
Mesmo presente, eu ausente.
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No divã
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O verão
Êitcha é Verão!
Época de andar de calção,
Com este calorão,
Não vejo outra solução!
Mas sair de calção,
Depois dos trintão?
Isto cheira a demissão,
Afinal, o patrão,
Não é gente boa não.
O verão!
Com este calorão,
Andando no galpão,
Só escutando musicão,
Pra acalmar o calorão,
Já que de calção,
Não pode não.
Ah! O verão!
Época de andar de calção,
Com este calorão,
Não vejo outra solução!
Mas sair de calção,
Depois dos trintão?
Isto cheira a demissão,
Afinal, o patrão,
Não é gente boa não.
O verão!
Com este calorão,
Andando no galpão,
Só escutando musicão,
Pra acalmar o calorão,
Já que de calção,
Não pode não.
Ah! O verão!
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Pequenos poemas
Eu traí
Eu traí! Entrei para o ranking dos filhos da puta!
Justamente com ela, pela qual sou louco e apaixonado.
Agora é esperar pra ver o que vai acontecer.
Mas não foi de sacanagem, sabe?, estava precisando, não estava dormindo direito. Principalmente de dia, não conseguia dormir nem por reza brava. Vi-me obrigado a finalmente traí-la.
Tenho certeza que ela vai entender!
Na próxima noite que ela aparecer sorridente e notar que existe algo de errado em nosso ninho de amor, ela vai chorar.
Mas tenho certeza que vai entender. Afinal, o nosso inimigo número um, vinha me atazanar durante o dia nos finais de semana. Não tive como, tomei a decisão mais correta.
Mas minha Lua, garanto e prometo que quando você aparecer abrirei a persiana do quarto para que você novamente ilumine e envolva em suas carícias meu corpo desnudo.
Estarei lá, jogado na cama com a persiana aberta e assim que você for embora a fecharei de novo para que ele não entre mais.
Eu traí minha Lua com uma promíscua persiana.
Eu traí!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Espelho
"... Pois me beijaram a boca e me tornei poeta.
Mas tão habituado com o adverso.
Eu temo se um dia me machuca o verso..."
Fonte: Música: Espelho
Composição: João Nogueira
Mas tão habituado com o adverso.
Eu temo se um dia me machuca o verso..."
Fonte: Música: Espelho
Composição: João Nogueira
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pensamentos
domingo, 17 de janeiro de 2010
Comparação
Se eu dissesse que o amor veio da flor,
E se fosse além e provasse que veio da dor?
Intrigante esta comparação,
Ainda mais feita sobre o colo de um violão.
E se fosse além e provasse que veio da dor?
Intrigante esta comparação,
Ainda mais feita sobre o colo de um violão.
Cena conturbarda
Sentado nesta poltrona black,
Olhando para o céu blue,
Vejo seu sangue red,
Misturando-se no meu corpo nu
Olhando para o céu blue,
Vejo seu sangue red,
Misturando-se no meu corpo nu
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Pudor do amor?
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Sem dor, sem rancor, mas com louvor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Amo sem pudor, me entrego ao amor.
Deixo que ele me leve aonde nunca me levou em outrora.
Permito-me a dor do amor!, ou seria sem a dor da dor?
Não sei ao certo, mas quero você por perto.
Mesmo com amor te possuo,
Faço de você apenas uma posse,
Fico forte, poderoso, viçoso...
Sigo as regras, normas, posições.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Com dor, com amor, mas sem rancor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Sem dor, sem rancor, mas com louvor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Amo sem pudor, me entrego ao amor.
Deixo que ele me leve aonde nunca me levou em outrora.
Permito-me a dor do amor!, ou seria sem a dor da dor?
Não sei ao certo, mas quero você por perto.
Mesmo com amor te possuo,
Faço de você apenas uma posse,
Fico forte, poderoso, viçoso...
Sigo as regras, normas, posições.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Com dor, com amor, mas sem rancor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
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Poesia sem ser poeta
Nem o sol, nem a lua, nem eu
" Hoje eu encontrei a Lua
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu "
...
"Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delirio seu
E o meu fosse acreditar "
Fonte: Música: Nem o sol, nem a lua, nem eu
Composição: Lenine
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu "
...
"Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delirio seu
E o meu fosse acreditar "
Fonte: Música: Nem o sol, nem a lua, nem eu
Composição: Lenine
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Entardecer
Teu sorriso ilumina minha tarde...
Com a certeza que nesta noite tu entrarás pela minha janela e irá envolver-me em tua luz... Durmo feliz!
A madrugada será plena...
Meu caco de casco será, enfim, recompensado...
Entre pela janela e cubra-me de carícias e encantos.
Teu sorriso ilumina minha tarde, tua luz perpetua o meu... não!, o nosso amor.
Minha bela lua, minha única luna.
Com a certeza que nesta noite tu entrarás pela minha janela e irá envolver-me em tua luz... Durmo feliz!
A madrugada será plena...
Meu caco de casco será, enfim, recompensado...
Entre pela janela e cubra-me de carícias e encantos.
Teu sorriso ilumina minha tarde, tua luz perpetua o meu... não!, o nosso amor.
Minha bela lua, minha única luna.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
De relance
Com o calor da tua luz me sinto assim...
Lunático, galáctico, amático?
Sei lá...
É assim e pronto!
Vê?
Não vê?
Mas sentir, sente!?
Amamente, sorridente, contente.
Lunático, galáctico, amático?
Sei lá...
É assim e pronto!
Vê?
Não vê?
Mas sentir, sente!?
Amamente, sorridente, contente.
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Pequenos poemas
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Raio
A cada raio que me ilumina,
Fico parado aqui na esquina,
A desejar que o teu luar,
Venha me desnudar.
Sem pudor,
Com amor,
Sem rancor,
Como uma flor,
Vivo em busca do teu amor.
Fico parado aqui na esquina,
A desejar que o teu luar,
Venha me desnudar.
Sem pudor,
Com amor,
Sem rancor,
Como uma flor,
Vivo em busca do teu amor.
De frente pro mar
De frente pro mar,
Vejo a verdade.
Com a brisa do mar,
Sinto a saudade.
Teu nome escuto,
E jobiniando,
Assim de minuto,
Sinto te amando.
Sabes que é verdade,
Nesta terra distante,
Onde não há maldade,
Amo todo instante,
Assim bate saudade,
Revivo neste instante.
Vejo a verdade.
Com a brisa do mar,
Sinto a saudade.
Teu nome escuto,
E jobiniando,
Assim de minuto,
Sinto te amando.
Sabes que é verdade,
Nesta terra distante,
Onde não há maldade,
Amo todo instante,
Assim bate saudade,
Revivo neste instante.
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Pequenos poemas
...ente!
A lembrança do teu sorriso ilumina minha mente... E sem querer me deixa demente. E não é que de repente, esse monte de gente, consegue me ver contente? E tudo porque tenho lembrança da gente. E desta maneira, vamos deixando o povo sorridente.
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Pequenos poemas
Doer, sofrer, viver...
Faz-me doer, ver você sofrer ao chegar o entardecer.
Matar-me é ver você chorar com a chegada do luar.
Estripar-me é sentir você amar e sem querer... o sonho acabar.
Matar-me é ver você chorar com a chegada do luar.
Estripar-me é sentir você amar e sem querer... o sonho acabar.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Uma orgia na Bahia
Calma, não entre em pânico!, não é nada do que você está pensando! Não sou adepto do turismo sexual, muito pelo contrário, não acho correto gringos, e por que não gringas, virem para nosso país a fim de gastar seu valioso dinheirinho sujo com nossos jovens. Mas aqui na Bahia não teve jeito, me envolvi numa orgia!
Você já comeu na Bahia? Nunca!? Não sabe o que está perdendo! É algo além do imaginável! É uma mistura de sabor, temperos, molhos, peixes, óleos e o caramba a quatro.
Aqui o arroz não é aquela coisa chocha e sem graça que se come no bandejão da empresa onde a gente trabalha não! Aqui o arroz tem gosto de arroz e o feijão é feijão puro mesmo! E as moquecas? Tem noção do sabor de uma moqueca baiana?
Ontem fui a um restaurante aqui na ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Pedi uma moqueca básica de dourado. Meu Deus!, você não imagina a moqueca. O sabor do dendê, leite de coco, coentro, tomate, alho e tudo isto junto banhando o nosso ator principal, o dourado. Fora os acompanhamentos!, pirão, feijão fradinho, arroz branco com salsa e a famosa farofa baiana.
Uma verdadeira orgia gastronômica!
Vou te dar uma dica. Se algum dia vier à Bahia, coma uma moqueca! Uns acarajés, alguns abarás e tudo o que te der vontade.
Afinal, vivo dizendo, se a aparência é boa, então coma. E deixe o regime pra depois do carnaval, afinal tudo neste país só começa depois da festa pagã.
Você já comeu na Bahia? Nunca!? Não sabe o que está perdendo! É algo além do imaginável! É uma mistura de sabor, temperos, molhos, peixes, óleos e o caramba a quatro.
Aqui o arroz não é aquela coisa chocha e sem graça que se come no bandejão da empresa onde a gente trabalha não! Aqui o arroz tem gosto de arroz e o feijão é feijão puro mesmo! E as moquecas? Tem noção do sabor de uma moqueca baiana?
Ontem fui a um restaurante aqui na ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Pedi uma moqueca básica de dourado. Meu Deus!, você não imagina a moqueca. O sabor do dendê, leite de coco, coentro, tomate, alho e tudo isto junto banhando o nosso ator principal, o dourado. Fora os acompanhamentos!, pirão, feijão fradinho, arroz branco com salsa e a famosa farofa baiana.
Uma verdadeira orgia gastronômica!
Vou te dar uma dica. Se algum dia vier à Bahia, coma uma moqueca! Uns acarajés, alguns abarás e tudo o que te der vontade.
Afinal, vivo dizendo, se a aparência é boa, então coma. E deixe o regime pra depois do carnaval, afinal tudo neste país só começa depois da festa pagã.
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Realidade
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Game over!
É mais uma etapa acabou, ou seria o jogo findou?
Esta semana, conversando com Ô Divino, paramos e refletimos:
Este ano foi muito louco!
Coisas gigantescas aconteceram. Diferente do marasmo que vinha ocorrendo a um bom tempo, desta vez mudou um monte de coisa.
Troca de emprego e de casa, perdas de amores, novos amores, descoberta de filho, automóveis indo embora, lugares novos, lugares sendo redescobertos, TV nova, sofá novo, sofá novo rasgado, canos rachados. Perdi grandes companheiros, conheci outros e mais uma penca de coisa.
Pensando nisto tudo, a vida foi boa. Poderia estar melhor, mas não soube ter certeza da coisa certa na hora exata. Mas, talvez se tivesse tudo no momento exato não existiria certa razão em viver.
Este ano eu escutei várias vezes: “Você não é o homem que conheci”
Graças a Deus não sou! Imagina passar 365 dias e não mudar em nada!?
Viver para quê então? Pra ser o mesmo sempre!?
Mudei neste tempo todo. Aprendi que a LCD nova não tem tanta serventia quanto antes, que a palavra realmente muda a vida da gente e deve ser dita de maneira responsável. E principalmente aprendi, a duras penas, que o leitor lê e entende o que quer!
De saldo, termino o ano com um livro pronto, outro já quase pronto, dois blogs ativos e muita coisa para aprender. Li poucos livros este ano, afinal não era de ler livros. Voltei a tocar violão, algo que não fazia a pelo ao menos três anos!
Minha nova companheira é mais sapeca do que esperava, mas vale a pena, afinal vivo só.
Em 2009 tudo foi muito maluco e apaixonante.
Conheci o valor do amor, da dor, a luz, você.
Descobri que luz dela é que me faz feliz. Que às vezes, ou quase sempre, temos que verbalizar nossos sentimentos, seja de dor, amor, felicidade, tristeza, enfim... seja qual for.
Vi o Moska, o Jorge, Tom e Vinicius, Vander Lee e mais um monte de coisa...
“A vovô, que saudade...”
Conheci o Rio, apaixonei pelo Rio, amei no Rio.
“O pescador entrou no restaurante e comeu carne de gaivota e depois suicidou! Por quê?”
Descobri que sem química nada vai pra frente. Que sem amor a vida não tem o porquê. Que sem você não serei feliz...
Ainda recorro a Roma, Diamantina e até mesmo a pracinha do bairro para poder ver a força do sorriso da Lua. Vou terminar o ano com a esperança que no próximo ela volte a iluminar com toda a freqüência necessária para continuar sorrindo.
“Com você o tempo para, sem você o tempo voa, sem você eu perco tempo, com você me sinto imortal”
E o novo?
“Tudo novo de novo”
Que 2010 venha forte! Batendo seco, sem dó. Estarei aqui, novamente, pronto para enfrentá-lo. Um monte de projetos, um monte de conquistas, algumas derrotas e principalmente um único amor.
E o blog? Meu Deus, este blog! Eu que nunca fui de escrever me apaixonei por esta arte.
Agradeço a todos que passaram por aqui, que me acompanharam e principalmente as pessoas que deixaram comentários.
Espero que todos tenham um bom natal, e que o próximo ano seja vitorioso para todos.
Mas enquanto o ano não finda... eu vou ficando por aqui. Com este último post me despedindo de vocês.
Como todo final de ano as empresas fazem seus inventários, me permitir à última ação do ano:
Estou fechado para balanço.
Grandes beijos a todos, em especial a você que sempre me manda grandes beijos...
Não Declarante... melhor,
Xico Barbosa
Esta semana, conversando com Ô Divino, paramos e refletimos:
Este ano foi muito louco!
Coisas gigantescas aconteceram. Diferente do marasmo que vinha ocorrendo a um bom tempo, desta vez mudou um monte de coisa.
Troca de emprego e de casa, perdas de amores, novos amores, descoberta de filho, automóveis indo embora, lugares novos, lugares sendo redescobertos, TV nova, sofá novo, sofá novo rasgado, canos rachados. Perdi grandes companheiros, conheci outros e mais uma penca de coisa.
Pensando nisto tudo, a vida foi boa. Poderia estar melhor, mas não soube ter certeza da coisa certa na hora exata. Mas, talvez se tivesse tudo no momento exato não existiria certa razão em viver.
Este ano eu escutei várias vezes: “Você não é o homem que conheci”
Graças a Deus não sou! Imagina passar 365 dias e não mudar em nada!?
Viver para quê então? Pra ser o mesmo sempre!?
Mudei neste tempo todo. Aprendi que a LCD nova não tem tanta serventia quanto antes, que a palavra realmente muda a vida da gente e deve ser dita de maneira responsável. E principalmente aprendi, a duras penas, que o leitor lê e entende o que quer!
De saldo, termino o ano com um livro pronto, outro já quase pronto, dois blogs ativos e muita coisa para aprender. Li poucos livros este ano, afinal não era de ler livros. Voltei a tocar violão, algo que não fazia a pelo ao menos três anos!
Minha nova companheira é mais sapeca do que esperava, mas vale a pena, afinal vivo só.
Em 2009 tudo foi muito maluco e apaixonante.
Conheci o valor do amor, da dor, a luz, você.
Descobri que luz dela é que me faz feliz. Que às vezes, ou quase sempre, temos que verbalizar nossos sentimentos, seja de dor, amor, felicidade, tristeza, enfim... seja qual for.
Vi o Moska, o Jorge, Tom e Vinicius, Vander Lee e mais um monte de coisa...
“A vovô, que saudade...”
Conheci o Rio, apaixonei pelo Rio, amei no Rio.
“O pescador entrou no restaurante e comeu carne de gaivota e depois suicidou! Por quê?”
Descobri que sem química nada vai pra frente. Que sem amor a vida não tem o porquê. Que sem você não serei feliz...
Ainda recorro a Roma, Diamantina e até mesmo a pracinha do bairro para poder ver a força do sorriso da Lua. Vou terminar o ano com a esperança que no próximo ela volte a iluminar com toda a freqüência necessária para continuar sorrindo.
“Com você o tempo para, sem você o tempo voa, sem você eu perco tempo, com você me sinto imortal”
E o novo?
“Tudo novo de novo”
Que 2010 venha forte! Batendo seco, sem dó. Estarei aqui, novamente, pronto para enfrentá-lo. Um monte de projetos, um monte de conquistas, algumas derrotas e principalmente um único amor.
E o blog? Meu Deus, este blog! Eu que nunca fui de escrever me apaixonei por esta arte.
Agradeço a todos que passaram por aqui, que me acompanharam e principalmente as pessoas que deixaram comentários.
Espero que todos tenham um bom natal, e que o próximo ano seja vitorioso para todos.
Mas enquanto o ano não finda... eu vou ficando por aqui. Com este último post me despedindo de vocês.
Como todo final de ano as empresas fazem seus inventários, me permitir à última ação do ano:
Estou fechado para balanço.
Grandes beijos a todos, em especial a você que sempre me manda grandes beijos...
Não Declarante... melhor,
Xico Barbosa
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Fechando o ano
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Em síntese
Com tanto sofrer,
Vivo a viver,
Não sei mais crer,
Só sei é sofrer.
De fronte pra vida,
De olho na lua,
Encarar a lida,
Verdade nua.
De certo está perto,
Ao certo é concreto,
De fato é correto,
Em síntese... te quero por perto.
Vivo a viver,
Não sei mais crer,
Só sei é sofrer.
De fronte pra vida,
De olho na lua,
Encarar a lida,
Verdade nua.
De certo está perto,
Ao certo é concreto,
De fato é correto,
Em síntese... te quero por perto.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Esta noite sonhei com você
Esta noite sonhei com você!
Sonhei que apareceu em branca luz!, aqui neste quarto quadrado abafado onde a cada noite escura morro um pouco mais.
Apareceu quando estava prostrado de joelhos perante a janela. A mesma que sempre esperei você aparecer.
Chegou sorrindo, iluminando todo o meu corpo. Pelas frestas abertas no caco do meu casco me preencheu de paz e felicidade.
Contou-me uma breve história onde no final ficaríamos juntos.
Ficamos acordados o tempo todo. Você acariciando meu caco de casco e eu proclamando os mais belos versos feitos em tua homenagem.
Mas infelizmente ele, o astro que se acha o senhor da verdade, apareceu. E com ele a luz que me traz a aflição. Mesmo assim, você jurou não ir embora naquele tempo... mas foi e novamente a tristeza me pegou de jeito.
Sabe, acordei suado e com o corpo marcado pelas suas carícias... O sonho de tão intenso me marcou.
Vivo triste, sigo triste.
Vou Dormir outras noites esperando que realmente você apareça e traga com sua luz do luar o meu viver... o meu prazer.
Volte lua e traga-me a luz bela, como já disse em outrora.
Sonhei que apareceu em branca luz!, aqui neste quarto quadrado abafado onde a cada noite escura morro um pouco mais.
Apareceu quando estava prostrado de joelhos perante a janela. A mesma que sempre esperei você aparecer.
Chegou sorrindo, iluminando todo o meu corpo. Pelas frestas abertas no caco do meu casco me preencheu de paz e felicidade.
Contou-me uma breve história onde no final ficaríamos juntos.
Ficamos acordados o tempo todo. Você acariciando meu caco de casco e eu proclamando os mais belos versos feitos em tua homenagem.
Mas infelizmente ele, o astro que se acha o senhor da verdade, apareceu. E com ele a luz que me traz a aflição. Mesmo assim, você jurou não ir embora naquele tempo... mas foi e novamente a tristeza me pegou de jeito.
Sabe, acordei suado e com o corpo marcado pelas suas carícias... O sonho de tão intenso me marcou.
Vivo triste, sigo triste.
Vou Dormir outras noites esperando que realmente você apareça e traga com sua luz do luar o meu viver... o meu prazer.
Volte lua e traga-me a luz bela, como já disse em outrora.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Transcendendo o olhar
A minha tristeza transcende o meu olhar e contamina o ar em minha volta.
Vivo aqui, solto por aí, procurando em vão a alegria de você em mim.
Doce e pobre ilusão.
Pessoas dançam e compartilham entre si a alegria da vida.
Vida vaga, vazia e oca.
Enquanto a alegria fácil e fútil é jogada a todos ali, eu me permito a procurar a alegria viva e incapaz de acabar.
Afinal ela é eterna! Procuro e vasculho em todos os locais com a esperança de um dia ela volte e seja eterna como antes.
Afinal, o amor será eterno novamente.
Procuro a tua luz em sorrisos de outros, mas ó consigo enxergar as trevas.
Entre passos de danças, coxas se encostando a outras coxas, fico aqui, no cantinho observando a todos.
Clamo calmamente que ela entre neste quadrado onde durmo e traga a paz junto com sua luz.
Luz bela, lua bela.
Mesmo em outros mantos da cor da noite, outros astros tentam ter a tua luz.
Impossível!
Só a luz da lua é tão bela e clara.
A luz que me leva e traz.
Vivo aqui, solto por aí, procurando em vão a alegria de você em mim.
Doce e pobre ilusão.
Pessoas dançam e compartilham entre si a alegria da vida.
Vida vaga, vazia e oca.
Enquanto a alegria fácil e fútil é jogada a todos ali, eu me permito a procurar a alegria viva e incapaz de acabar.
Afinal ela é eterna! Procuro e vasculho em todos os locais com a esperança de um dia ela volte e seja eterna como antes.
Afinal, o amor será eterno novamente.
Procuro a tua luz em sorrisos de outros, mas ó consigo enxergar as trevas.
Entre passos de danças, coxas se encostando a outras coxas, fico aqui, no cantinho observando a todos.
Clamo calmamente que ela entre neste quadrado onde durmo e traga a paz junto com sua luz.
Luz bela, lua bela.
Mesmo em outros mantos da cor da noite, outros astros tentam ter a tua luz.
Impossível!
Só a luz da lua é tão bela e clara.
A luz que me leva e traz.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Gerundiando...
Andando... chorando, gritando, gemendo.
Caminhando... vivendo, sofrendo, perseguindo.
Seguindo... falando, encontrando?
Apenas gerundiando...
Caminhando... vivendo, sofrendo, perseguindo.
Seguindo... falando, encontrando?
Apenas gerundiando...
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Sem clima...
Olho pra cima,
Não vejo a lua,
Vivo sem rima,
Verdade nua.
Escreveria um conto,
Quiçá uma crônica,
Sobrevivo atónito,
Ó dor lacônica.
Não vejo a lua,
Vivo sem rima,
Verdade nua.
Escreveria um conto,
Quiçá uma crônica,
Sobrevivo atónito,
Ó dor lacônica.
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da lua
Passando pela Av. Brasil em uma manhã qualquer
"Quando chegar na tua casa
E encontrar solidão
Lembre de mim que também vivo só
Quando encontrares a paz
Mande uma carta pra mim
Quero saber como fazer
Prá ser feliz tanto assim
Uma canção deve haver
Para fazer entender
Que nada tenho a dizer
Quando o jeito é viver"
Fonte: Música: Recado para um amigo solitário
Composição: Gilberto Correia
Cantada e vivida: Paulinho Pedra Azul
E encontrar solidão
Lembre de mim que também vivo só
Quando encontrares a paz
Mande uma carta pra mim
Quero saber como fazer
Prá ser feliz tanto assim
Uma canção deve haver
Para fazer entender
Que nada tenho a dizer
Quando o jeito é viver"
Fonte: Música: Recado para um amigo solitário
Composição: Gilberto Correia
Cantada e vivida: Paulinho Pedra Azul
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sessão
- Seu nome?
- Qualquer um.
- Sonhos?
- Novamente, qualquer um, porém que possa realizar.
- Cozinha?
- Limpa.
- Amor?
- Nenhum.
- Nenhum? Ninguém vive sem amor!
- Sim, amor nenhum! Agora amores...
- Defina isto melhor.
- Impossível definir o que sinto por vocês.
- Vocês?
- Sim... vocês! Vocês todos que me fazem viver e sofrer, rir e chorar, ajudam e atrapalham, me dão presença e saudades.
- Complexo isso em rapaz?
- Complexo é viver! E saber que no final não saberemos o que deixamos, perdemos, ganhamos e mais uma penca de coisa. Isto sim é complexo.
- Tem razão. E o que me diz do Outro?
- Não digo nada, ele existe por conta própria. Não faço força para que ele exista.
- Tem saudades de algo?
- Sim!
- Me conte! Quem sabe eu possa te ajudar?
- Da alegria.
- Não és feliz?
- Sou e não sou. E quem é?
- Complexo isto!
- Qualquer um.
- Sonhos?
- Novamente, qualquer um, porém que possa realizar.
- Cozinha?
- Limpa.
- Amor?
- Nenhum.
- Nenhum? Ninguém vive sem amor!
- Sim, amor nenhum! Agora amores...
- Defina isto melhor.
- Impossível definir o que sinto por vocês.
- Vocês?
- Sim... vocês! Vocês todos que me fazem viver e sofrer, rir e chorar, ajudam e atrapalham, me dão presença e saudades.
- Complexo isso em rapaz?
- Complexo é viver! E saber que no final não saberemos o que deixamos, perdemos, ganhamos e mais uma penca de coisa. Isto sim é complexo.
- Tem razão. E o que me diz do Outro?
- Não digo nada, ele existe por conta própria. Não faço força para que ele exista.
- Tem saudades de algo?
- Sim!
- Me conte! Quem sabe eu possa te ajudar?
- Da alegria.
- Não és feliz?
- Sou e não sou. E quem é?
- Complexo isto!
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No divã
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Eclipse
A solidão entra pela porta aberta.
Sem pedir licença entra quarto adentro... deita comigo todas as noites.
Ela, escura, decidiu deixar a lua de fora.
Falou que enquanto puder, tornará o eclipse eterno...
Escuridão... trevas...
A eternidade sempre acaba...
O sol um dia vai perder...
E neste dia, a lua vai aparecer.
Sem pedir licença entra quarto adentro... deita comigo todas as noites.
Ela, escura, decidiu deixar a lua de fora.
Falou que enquanto puder, tornará o eclipse eterno...
Escuridão... trevas...
A eternidade sempre acaba...
O sol um dia vai perder...
E neste dia, a lua vai aparecer.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O capeta veste saia!
O inferno insiste em me perseguir.
O capeta veste saia!
Não é Prada e nem é diabo...
Afinal estamos no terceiro mundo.
O capeta veste saia!
Não é Prada e nem é diabo...
Afinal estamos no terceiro mundo.
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Visões etílicas
No meio do boteco onde freqüentamos,
Vejo-te no corpo de outra.
E você cadê?
Não me importa... eu quero sempre você.
Vejo-te no corpo de outra.
E você cadê?
Não me importa... eu quero sempre você.
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Esclarecimentos
domingo, 13 de dezembro de 2009
Nem eu... nem você
A doçura na amargura,
O rancor na dor,
A precipitação no coração,
A verdade na intimidade.
A falta,
A alta,
A luz da ribalta,
A arte por parte.
Nem eu... nem você
O rancor na dor,
A precipitação no coração,
A verdade na intimidade.
A falta,
A alta,
A luz da ribalta,
A arte por parte.
Nem eu... nem você
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Final de ciclo
Tenho um filho. Sério! Um rapagão, como diria minha velha Vó Preta.
Graças aos céus ele não se parece comigo, puxou a mãe.
Hoje, conseguiu com louvor acabar o primeiro grau, não sei se é assim que se denomina o primeiro ciclo da escola, mas na minha época era.
Passou pela sexta e sétima série sem repetir! Eu não... sofri.
Ele... passou sorrindo!
Sei, às vezes pegava pesado com ele, pra dar aquela força extra no final do ano.
Mas desta vez nem precisou.
De cabeça erguida, está indo para o segundo grau.
Agora começa a virar homem, segundo grau, técnico.
E o pior, resolveu seguir meus passos... coitado!
Enfim... parabéns meu filho!
Siga e seja feliz no que você escolher.
Estarei aqui, ali, lá e acolá pronto para te acolher.
Graças aos céus ele não se parece comigo, puxou a mãe.
Hoje, conseguiu com louvor acabar o primeiro grau, não sei se é assim que se denomina o primeiro ciclo da escola, mas na minha época era.
Passou pela sexta e sétima série sem repetir! Eu não... sofri.
Ele... passou sorrindo!
Sei, às vezes pegava pesado com ele, pra dar aquela força extra no final do ano.
Mas desta vez nem precisou.
De cabeça erguida, está indo para o segundo grau.
Agora começa a virar homem, segundo grau, técnico.
E o pior, resolveu seguir meus passos... coitado!
Enfim... parabéns meu filho!
Siga e seja feliz no que você escolher.
Estarei aqui, ali, lá e acolá pronto para te acolher.
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Realidade
Cáustico
Espero que um dia Ela apareça com seu sorriso cáustico e me retire o sabor da dor que acomoda sempre em meu mundo desnutrido e negrume
Cáustico também é a certeza que com o tempo ficamos mais ácidos e opacos assim a natureza sacra que nos é fornecida no princípio de nossa vã existência morre cada vez mais e nos deixa assim incrédulos nas decisões que viemos a tomar durante este pequeno ciclo
Cáustico é a palavra desferida a esmo sem preocupar em quê e quando ela poderá atingir ou até mesmo acertar de forma contundente a fronte de um pobre mortal que na sua mais doce ilusão da natureza sacra acredita que o básico sempre vencerá o vesicatório
Cáustico é o maldito o bendito o sacro o hilário e o tosco
Cáustico sou eu
Cáustico também é a certeza que com o tempo ficamos mais ácidos e opacos assim a natureza sacra que nos é fornecida no princípio de nossa vã existência morre cada vez mais e nos deixa assim incrédulos nas decisões que viemos a tomar durante este pequeno ciclo
Cáustico é a palavra desferida a esmo sem preocupar em quê e quando ela poderá atingir ou até mesmo acertar de forma contundente a fronte de um pobre mortal que na sua mais doce ilusão da natureza sacra acredita que o básico sempre vencerá o vesicatório
Cáustico é o maldito o bendito o sacro o hilário e o tosco
Cáustico sou eu
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Malbec
Fico só.
Imagino você,
Sonho...
Eu sei que tu... és tu...
Estás ali.
Longe...
Mas o salvador vai chegar...
Mendonza está na mesa,
E você?
Imagino você,
Sonho...
Eu sei que tu... és tu...
Estás ali.
Longe...
Mas o salvador vai chegar...
Mendonza está na mesa,
E você?
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Beleza
A tua beleza não condiz com o momento do mundo,
O universo cresce e padece,
E você cada dia mais bela...
Sei e entendo... a tristeza lhe tirou alguns quilos,
Diminuiu alguns centímetros,
Mas o caráter continua intocável!
O carinho multiplicou,
O afeto somou-se a saudade... e resultou em alegria!
E a tua beleza continua crescendo...
Com nova fé,
Com novos ares,
Em outros bares,
A tua beleza é o que é.
O universo cresce e padece,
E você cada dia mais bela...
Sei e entendo... a tristeza lhe tirou alguns quilos,
Diminuiu alguns centímetros,
Mas o caráter continua intocável!
O carinho multiplicou,
O afeto somou-se a saudade... e resultou em alegria!
E a tua beleza continua crescendo...
Com nova fé,
Com novos ares,
Em outros bares,
A tua beleza é o que é.
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Eu sou apenas o cara da carteira de identidade...
- Corre é o céu! Ele está chegando.
- Onde?
- Em cima... olha pra cima... olha...
- To olhando... to olhando... é lindo!
- Eu não te disse que um dia ele chegaria?
- Chegou!
- Pronto... estamos prontos... vamos?
- Vamos... afinal o caminho é este. Não é?
- Não sei... mas na dúvida... siga...
Eu sempre sigo... mesmo sabendo que um dia voltarei e retornarei e comungarei com meus amigos e inimigos o doce sabor da vida.
É assim... o céu, a paz, o mar, o lar, a dor e a cor.
Sentes calor ultimamente? E o frio, te persegue?
Amou ? Trepou? Sobrou?
O passado com seus “ous” é a única merda que condiz com a volta.
Que se explodam os “ous” e que sempre possamos render homenagem ao presente.
Eu vivo, eu trepo, eu sobro.
Putaria e sacanagem os cambaus... isto é apenas isto e pronto.
Eu sou apenas o cara da carteira de identidade...
Mas o céu ta lindo... olho pra cima... sinto a paz... trepo na paz e não me largo dela... a paz...
A certeza voltará... e quando voltar... a paz será eterna...
Mesmo que a certeza venha com a certeza de não ter certeza de nada...
E sou apenas o cara da carteira de identidade...
- Onde?
- Em cima... olha pra cima... olha...
- To olhando... to olhando... é lindo!
- Eu não te disse que um dia ele chegaria?
- Chegou!
- Pronto... estamos prontos... vamos?
- Vamos... afinal o caminho é este. Não é?
- Não sei... mas na dúvida... siga...
Eu sempre sigo... mesmo sabendo que um dia voltarei e retornarei e comungarei com meus amigos e inimigos o doce sabor da vida.
É assim... o céu, a paz, o mar, o lar, a dor e a cor.
Sentes calor ultimamente? E o frio, te persegue?
Amou ? Trepou? Sobrou?
O passado com seus “ous” é a única merda que condiz com a volta.
Que se explodam os “ous” e que sempre possamos render homenagem ao presente.
Eu vivo, eu trepo, eu sobro.
Putaria e sacanagem os cambaus... isto é apenas isto e pronto.
Eu sou apenas o cara da carteira de identidade...
Mas o céu ta lindo... olho pra cima... sinto a paz... trepo na paz e não me largo dela... a paz...
A certeza voltará... e quando voltar... a paz será eterna...
Mesmo que a certeza venha com a certeza de não ter certeza de nada...
E sou apenas o cara da carteira de identidade...
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domingo, 6 de dezembro de 2009
O novo sorriso é um espetáculo à parte
O teu novo sorriso é um espetáculo à parte...
O desejo jovial da felicidade que tu transborda...
Preenche pequenas e grandes lacunas...
Demonstra com exatidão o que queres da vida!
O sabor, a luz, o sol.
Do décimo quinto ao primeiro é um pulo.
A realização do saber, do poder, do viver.
A chance é única.
A vida está aí, está aqui, está solta e pronta para ser vivida.
O pulo é único e desta vez real.
Solte... arrisca-se... corra... só não morra.
O mundo... a vida...
O novo sorriso é um espetáculo à parte.
O desejo jovial da felicidade que tu transborda...
Preenche pequenas e grandes lacunas...
Demonstra com exatidão o que queres da vida!
O sabor, a luz, o sol.
Do décimo quinto ao primeiro é um pulo.
A realização do saber, do poder, do viver.
A chance é única.
A vida está aí, está aqui, está solta e pronta para ser vivida.
O pulo é único e desta vez real.
Solte... arrisca-se... corra... só não morra.
O mundo... a vida...
O novo sorriso é um espetáculo à parte.
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Clave de Sol
A sonoridade da solidão me comove.
O vento frio que entra pelas brechas deixadas, me corta o corpo.
Numa vida cheia de desafios, o mais novo é estar por aqui.
Jurei a mim mesmo,
Doce e inócua ilusão, que jamais recitaria.
Luna, bela e única luna...
O vento frio que entra pelas brechas deixadas, me corta o corpo.
Numa vida cheia de desafios, o mais novo é estar por aqui.
Jurei a mim mesmo,
Doce e inócua ilusão, que jamais recitaria.
Luna, bela e única luna...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Rapidim
Continuo a te esperar,
Em um dia que vai raiar,
Você virá me abraçar,
E assim me aquietar.
Você que mora logo ali,
Que já esteve aqui,
Tirou-me dali,
E ainda vai me ver aí.
É assim,
Tudo devagarzim,
Vamos caladim,
Viver o amorzim.
Em um dia que vai raiar,
Você virá me abraçar,
E assim me aquietar.
Você que mora logo ali,
Que já esteve aqui,
Tirou-me dali,
E ainda vai me ver aí.
É assim,
Tudo devagarzim,
Vamos caladim,
Viver o amorzim.
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Pequenos poemas
Contrapartida
Chatice, babaquice, canalhice, esquisitice.
Em contrapartida...
Felicidade, lealdade, amizade, veracidade.
Tendinite, bursite ou oh shit?
Paixão,tesão seria love it?
Tudo tem uma contrapartida...
Tudo tem uma partida contra...
Em contrapartida...
Felicidade, lealdade, amizade, veracidade.
Tendinite, bursite ou oh shit?
Paixão,tesão seria love it?
Tudo tem uma contrapartida...
Tudo tem uma partida contra...
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