Um menino,
Os pés descalços,
Sacolés branco,
Vapor barato,
Tiro ingrato.
Uma voz rouca,
Negra flor sobre a mesa,
Castiçal imponente,
A luz branca de vela,
Corpo sobre a mesa,
Treze anos.
A dor necessária no recinto,
Mulheres chorando,
Meninos correndo no quintal,
Cigarros acesos,
O óbito como deve ser,
Bola esquecida.
Terra escavada,
Choro com dor,
Ônibus do dono,
A boca em luto,
Mãe que morre,
Pai que chore,
Infância se finda,
Vapor barato.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Pensativo
A vida me corrói. Eu corrôo a vida. Identificamos-nos cada vez mais um com o outro.
Eu e a vida.
Eu e a vida.
Marcadores:
pensamentos
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vivido
Chegou, agarrou, unhou, tragou, marcou...
Fiquei assim, pro resto da vida,
Chegado, agarrado, unhado, tragado, marcado!
Fiquei assim, pro resto da vida,
Chegado, agarrado, unhado, tragado, marcado!
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Sangue e cuspe
Tenho que parar de beber – cuspiu o sangue que chegava à sua boca, depois de ter tomado mais uma dose do rum. A cabeça estourando, a falta das balinhas de cafeína, a dor doída de dentro pra fora. Maldito etílico, maldita dor, vida sorvida pelos copos. A moral, já não mais existia, perdeu-se pelos ladrilhos das latrinas da vida. O vital órgão, já demonstrava falhar. O fim estava prestes a chegar, e o sangue agora jorrava quase sempre. A vida seguia de copos em copos, sem trégua, sem falhar um só dia. Seguia de copos em copos.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Tragos malditos
Um clarão ilumina o quarto. O cigarro na boca pronto para ser aceso. Um vazio no peito. Certo deserto a ser preenchido. O odor da pólvora aromatiza o quarto. Uma nova luz alaranjada em forma cilíndrica. A primeira tragada. A fumaça do prazer cancerígeno preenche o deserto no peito.
Um suspiro. Um lamento. Um quarto. A falta do sono. Sozinho...
Caminha até a penteadeira e aciona o toca-fitas guardado desde a década de oitenta. Arnaldo canta, ele fuma... “um dia desses você vai ficar lembrando de nós dois e não vai acender a luz do quarto quando o sol se for”. O lamento já era esperado. Ele já sabia que novamente passaria por aquele momento. E não seria a última vez. Isso também já sabia.
A dor me dá gozo? – Pensava ao tragar um pouco mais do câncer. O sabor de canela do maldito cilindro o trazia paz... paz... paz-me! O mundo girava. Ele atordoado com a química também. Maldita mistura, maldito câncer, maldito término.
Mas, mesmo assim, não dava o braço a torcer. Sabia que aquilo passaria, só não sabia quando. “toda memória dessa nossa estória se extinguir e você nunca vai saber de nada do que eu senti sozinho no meu quarto de dormir”.
A fita embola. Ele irritado desliga o toca-fitas. Outra baforada. Caminha ao banheiro. Lava o rosto e chora. Chora um choro triste. Sozinho no quarto. Última tragada, mais um pouco do câncer para matá-lo aos poucos. Afinal em sua vida tudo era aos poucos, em doses homeopáticas, até mesmo a morte. Menos o amor, a dor e a flor.
Um suspiro. Um lamento. Um quarto. A falta do sono. Sozinho...
Caminha até a penteadeira e aciona o toca-fitas guardado desde a década de oitenta. Arnaldo canta, ele fuma... “um dia desses você vai ficar lembrando de nós dois e não vai acender a luz do quarto quando o sol se for”. O lamento já era esperado. Ele já sabia que novamente passaria por aquele momento. E não seria a última vez. Isso também já sabia.
A dor me dá gozo? – Pensava ao tragar um pouco mais do câncer. O sabor de canela do maldito cilindro o trazia paz... paz... paz-me! O mundo girava. Ele atordoado com a química também. Maldita mistura, maldito câncer, maldito término.
Mas, mesmo assim, não dava o braço a torcer. Sabia que aquilo passaria, só não sabia quando. “toda memória dessa nossa estória se extinguir e você nunca vai saber de nada do que eu senti sozinho no meu quarto de dormir”.
A fita embola. Ele irritado desliga o toca-fitas. Outra baforada. Caminha ao banheiro. Lava o rosto e chora. Chora um choro triste. Sozinho no quarto. Última tragada, mais um pouco do câncer para matá-lo aos poucos. Afinal em sua vida tudo era aos poucos, em doses homeopáticas, até mesmo a morte. Menos o amor, a dor e a flor.
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Noite de rei
Meio da manhã. Avenida Silva Lobo. Uma praça infestada de crianças e jovens. Trânsito infernal. Finalmente um lindo céu azul enfeitava aquela manhã turbulenta do lado de fora. Mas por dentro, a satisfação enorme o abraçava o coração. O mocassim azul, a bermuda branca e uma mulher estampando sua camisa. Ele descendo a avenida assoviando uma bela canção do Cavaquinho.
O corpo solto, sorriso largo, sol quente, trânsito infernal. O cheiro do amor bem feito o cobria e fazia com que tivesse boas recordações naquela manhã. Apesar do álcool consumido com abusos na noite anterior, a noite de rei, com a qual foi presenteado, não sentia a maldita dor de cabeça que sempre o esperava pela manhã.
Um carro passa, um cachorro mija na calçada, um moleque vende bala na Platina, um velho pede ajuda para sobreviver. E ele, alheio a tudo, continua seu caminho sem se preocupar com nada. Estava leve. Limpo. E finalmente feliz. Esquecido de tudo, até mesmo do cheque especial que lhe consome duzentos por cento ao ano. Queria lembrar-se de nada, somente da noite de rei.
Entra no metrô, assenta com o coração, fecha os olhos e finalmente chega à santa terra. Tereza o esperava no portão da Mármore.
O corpo solto, sorriso largo, sol quente, trânsito infernal. O cheiro do amor bem feito o cobria e fazia com que tivesse boas recordações naquela manhã. Apesar do álcool consumido com abusos na noite anterior, a noite de rei, com a qual foi presenteado, não sentia a maldita dor de cabeça que sempre o esperava pela manhã.
Um carro passa, um cachorro mija na calçada, um moleque vende bala na Platina, um velho pede ajuda para sobreviver. E ele, alheio a tudo, continua seu caminho sem se preocupar com nada. Estava leve. Limpo. E finalmente feliz. Esquecido de tudo, até mesmo do cheque especial que lhe consome duzentos por cento ao ano. Queria lembrar-se de nada, somente da noite de rei.
Entra no metrô, assenta com o coração, fecha os olhos e finalmente chega à santa terra. Tereza o esperava no portão da Mármore.
Marcadores:
Simples escrito
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Divagando
Por mais que eu tente, por mais que eu não queira, por mais que Ele tente me ajudar. Vivo e sinto-me só. Posso estar rodeado de tudo e de todos que o mundo confabula para que no final eu esteja só. Sozinho. Desacompanhado. Unicamente único. Unicamente só.
Sei que ajudei nesta tão dramática fabrica de solidão, mas o que fazer além de viver?
Sinto-me às vezes incompreensível comigo mesmo, e assim, vou indo e vindo nesta maluquice louca que resolvi chamar de vida.
Vida passa, amores passam, sonhos se desfazem e a única coisa que tenho certeza que não passará é a certeza que te amei!
Sei que ajudei nesta tão dramática fabrica de solidão, mas o que fazer além de viver?
Sinto-me às vezes incompreensível comigo mesmo, e assim, vou indo e vindo nesta maluquice louca que resolvi chamar de vida.
Vida passa, amores passam, sonhos se desfazem e a única coisa que tenho certeza que não passará é a certeza que te amei!
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 20 de abril de 2010
Pronuncia do amor
- E quanto a vocês, que não acreditam no amor, estou aqui para provar a todos que amei uma mulher. Amei incondicionalmente. Fiz da minha a vida dela. Sofri por amar. Sofri por perder esse tão belo e puro amor. Hoje não sou mais o mesmo que antes. Não tenho a mesma face. Não tenho o mesmo brio. Não me julguem, vocês não sabem o que eu passei. Não fazem idéia da dor que sinto até hoje. E muito menos não fazem idéia do que aconteceu. Mas estou aqui. Com a vergonha a me abraçar e vocês a julgar. Não tenho medo de seu julgamento. Não tenho pena da minha vida. Não tenho mais o meu amor. Senhores transeuntes, que bondosamente pararam alguns instantes para ouvir o meu lamento. Um único conselho darei, amem! Amem sem medo, sem dor, incondicionalmente. Amem.
Uma salva de palmas é ouvida em toda Praça Sete. Ele desce da caixa de maçã utilizada como palanque e sai em caminhada até um novo ponto da praça para iniciar novamente seu discurso sobre o amor.
Alguns acham que ele é apenas mais um bêbado, que perdeu sua chance pelo álcool. Outros acham que é mais um louco. Desses loucos que de tanto usarem o que não deve e acaba ficando louco. Já os mais sábios compreendem a dor de um homem que amou verdadeiramente sua amada, e por algum motivo bobo, ou não, ficou perdido pelo caminho afora.
É simplesmente surpreendente olhar aquela figura na praça. A convicção de que ele fala do amor. Da dor que transmite em sua fala. Das lágrimas que descem de seus olhos quando fala em sua amada. Ele sim, realmente ama.
Volto novamente ao meu caminho, e sigo em frente. Mas depois de ter ouvido seu relato de vida, só consigo pensar em uma coisa... Amor! O amor na mais pura forma.
Uma salva de palmas é ouvida em toda Praça Sete. Ele desce da caixa de maçã utilizada como palanque e sai em caminhada até um novo ponto da praça para iniciar novamente seu discurso sobre o amor.
Alguns acham que ele é apenas mais um bêbado, que perdeu sua chance pelo álcool. Outros acham que é mais um louco. Desses loucos que de tanto usarem o que não deve e acaba ficando louco. Já os mais sábios compreendem a dor de um homem que amou verdadeiramente sua amada, e por algum motivo bobo, ou não, ficou perdido pelo caminho afora.
É simplesmente surpreendente olhar aquela figura na praça. A convicção de que ele fala do amor. Da dor que transmite em sua fala. Das lágrimas que descem de seus olhos quando fala em sua amada. Ele sim, realmente ama.
Volto novamente ao meu caminho, e sigo em frente. Mas depois de ter ouvido seu relato de vida, só consigo pensar em uma coisa... Amor! O amor na mais pura forma.
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Pensativo
Nesta manhã, onde tudo renovado apareceu, acordei surpreendido com a falta. Meu corpo não me pertence mais, assim como minha alma. Não sou mais o mesmo. E quem é? Depois de anos e anos do mais absoluto desinteresse pela vida que me cerca, não sou mais o mesmo.
Com o etílico que vive a me cercar, me sinto... toco-me... me converto a mais bela história de dor. Dor... sempre esta maldita me acompanha. Para ela pouco importa onde estou e como estou. Se feliz, se triste. Não faz diferença, ela sempre presente.
Se tu um dia, acreditar na volta do anoitecer, me avise. Conte-me, me desconte. Mostre-me como adorar novamente o luar, sem ao menos pensar nela uma única vez. A lua... Lua que me abandonou. Eu que abandonei a lua.
Com o etílico que vive a me cercar, me sinto... toco-me... me converto a mais bela história de dor. Dor... sempre esta maldita me acompanha. Para ela pouco importa onde estou e como estou. Se feliz, se triste. Não faz diferença, ela sempre presente.
Se tu um dia, acreditar na volta do anoitecer, me avise. Conte-me, me desconte. Mostre-me como adorar novamente o luar, sem ao menos pensar nela uma única vez. A lua... Lua que me abandonou. Eu que abandonei a lua.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Querer
Eu queria esta noite,
Entregar-me em seus braços,
Ver seus olhos fumegantes,
Sentir o seu calor.
Nestas noites de outono,
Seu calor me faz falta,
Mesmo sendo eu,
O que sou,
E ninguém mais sabe o que isso quer dizer,
Sou.
Nesta noite,
Eu queria encontrar sua boca,
Deixa-te louca,
Arrancar-lhe a roupa,
Fazer-nos feliz...
Como em outras épocas,
De nossas vidas vividas,
Eu queria...
Entregar-me em seus braços,
Ver seus olhos fumegantes,
Sentir o seu calor.
Nestas noites de outono,
Seu calor me faz falta,
Mesmo sendo eu,
O que sou,
E ninguém mais sabe o que isso quer dizer,
Sou.
Nesta noite,
Eu queria encontrar sua boca,
Deixa-te louca,
Arrancar-lhe a roupa,
Fazer-nos feliz...
Como em outras épocas,
De nossas vidas vividas,
Eu queria...
Marcadores:
Simples escrito
Xique Xique
"Eu vi o cego lendo a corda da viola
Cego com cego no duelo do sertão
Eu vi o cego dando nó cego na cobra
vi cego preso na gaiola da visão
Pássaro preto voando pra muito longe
E a cabra cega enxergando a escuridão
Eu vi a lua na cacunda do cometa
Vi a zabumba e o fole a zabumbá
Eu vi o raio quando o, céu todo corisca
E o triângulo engulindo faiscá
Vi a galáctea branca na galáctea preta
Eu vi o dia e a noite se encontrá
Eu vi o pai eu vi a mãe eu vi a filha
Via novilha que é filha da novilhá
Eu vi a réplica da réplica da bíblia
Na invenção dum cantador de ciençá
Vi o cordeiro de deus num ovo vazio
Fiquei com frio te pedi pra me esquentá"
Fonte: Música: Xique Xique
Autor: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik
Cego com cego no duelo do sertão
Eu vi o cego dando nó cego na cobra
vi cego preso na gaiola da visão
Pássaro preto voando pra muito longe
E a cabra cega enxergando a escuridão
Eu vi a lua na cacunda do cometa
Vi a zabumba e o fole a zabumbá
Eu vi o raio quando o, céu todo corisca
E o triângulo engulindo faiscá
Vi a galáctea branca na galáctea preta
Eu vi o dia e a noite se encontrá
Eu vi o pai eu vi a mãe eu vi a filha
Via novilha que é filha da novilhá
Eu vi a réplica da réplica da bíblia
Na invenção dum cantador de ciençá
Vi o cordeiro de deus num ovo vazio
Fiquei com frio te pedi pra me esquentá"
Fonte: Música: Xique Xique
Autor: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik
Marcadores:
Olhos de fino trato
Manhã de sufoco
Completamente atordoado e com a cabeça lembrando um ataque de maribondos, acordou. Não se recordava onde estava. Olhou em volta e não reconhecia nada. As portas, as janelas, o armário do quarto e nem mesmo a roupa de cama. E por falar em roupa, onde estavam as suas? Completamente nu, como veio ao mundo. Peladinho da silva.
Passou as mãos no corpo, viu que estava tudo no lugar. Depois de tantos emails descrevendo roubos de rins, foi logo conferir se os dele estavam por ali ainda. Tudo certo. Reparou que alguém estava no banheiro do quarto. O barulho do chuveiro ligado. O vapor da água quente preenchia o espaço do quarto.
Pensou na noiva, na mãe e até mesmo em Padre Eustaquio. Afinal era devoto e morador do bairro. Como iria explicar a todos eles a situação em que se encontrava. A noitada foi boa. O corpo todo marcado, o pênis dolorido e a dor de cabeça medonha o assombrava. Deus o que fiz desta vez? – pensava.
A vontade era de pegar suas roupas e sair correndo. E porque não fazer isto? Quando a idéia veio-lhe a cabeça deu um pulo da cama. Saiu catando as roupas no quarto afora. Vestiu a cueca, a calça, abotoou o cinto de maneira errônea, a camisa pra fora da calça e foi calçando os sapatos. Caminhou passo a passo até a porta e girou a maçaneta. Neste mesmo instante a ducha corona foi desligada. O coração apertou. Uma vontade louca de desaparecer. A porta do banheiro começa a ranger. Um aperto na barriga. Uma mão feminina aparece, e ele com vontade de ser a feiticeira e desaparecer. Uma perna estonteante torneada. Uma cara de bobo. Uma voz é reconhecida.
- Benhê!, onde você está indo?
Passou as mãos no corpo, viu que estava tudo no lugar. Depois de tantos emails descrevendo roubos de rins, foi logo conferir se os dele estavam por ali ainda. Tudo certo. Reparou que alguém estava no banheiro do quarto. O barulho do chuveiro ligado. O vapor da água quente preenchia o espaço do quarto.
Pensou na noiva, na mãe e até mesmo em Padre Eustaquio. Afinal era devoto e morador do bairro. Como iria explicar a todos eles a situação em que se encontrava. A noitada foi boa. O corpo todo marcado, o pênis dolorido e a dor de cabeça medonha o assombrava. Deus o que fiz desta vez? – pensava.
A vontade era de pegar suas roupas e sair correndo. E porque não fazer isto? Quando a idéia veio-lhe a cabeça deu um pulo da cama. Saiu catando as roupas no quarto afora. Vestiu a cueca, a calça, abotoou o cinto de maneira errônea, a camisa pra fora da calça e foi calçando os sapatos. Caminhou passo a passo até a porta e girou a maçaneta. Neste mesmo instante a ducha corona foi desligada. O coração apertou. Uma vontade louca de desaparecer. A porta do banheiro começa a ranger. Um aperto na barriga. Uma mão feminina aparece, e ele com vontade de ser a feiticeira e desaparecer. Uma perna estonteante torneada. Uma cara de bobo. Uma voz é reconhecida.
- Benhê!, onde você está indo?
Marcadores:
Mistérios de dona Naná
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Espetáculo de outono
Depois de te olhar pela última vez, senti o mundo ruir sob meus pés. Não sei como tive coragem de tomar decisão tão infame, mas tomei. Decisões foram feitas para serem tomadas, eu sabia disto, e as tomei. Não podia deixar aquilo tomar uma acepção monstruosa. O mal havia de ser cortado pela raiz. Não tive outra escolha. Os fatos eram claros, os personagens estavam escolhidos, a história era concisa. E a mim, diretor de tão funesto espetáculo de dor, sobrou tomar a direção correta.
Sentamos num boteco qualquer na Rua da Bahia. Olhamos tenramente nos olhos de nós mesmos, e com a boca perfumada pela cerveja gelada, começamos um papo qualquer. Por mais certeza que houvesse naquela decisão infortuna, queria deixá-la para tomá-la o mais tarde possível. Mas as coisas foram esquentando, o álcool já comandava a maioria de nossos atos e o tempo implorava que o mal fosse consumado.
Olhei para o céu, te mostrei a lua linda destas noites de outono. Fizemos planos, encenamos um primeiro ato da nossa peça da vida humana que temos. Sorrimos!, achávamos que éramos os donos do teatro. Mas os personagens já estavam escolhidos, o roteiro reescrito, o cenário desenhado, e eu, diretor da vida que não é mais minha... não tive opção.
Vi-te descendo a Bahia enquanto ficava na Timbiras. Ali na esquina, com o lagoinha a mão. O sabor amargo da mudança de planos, de atos, de atores, de vida, era sentido agora em toda a minha boca. Fiquei difuso. Nada encontrava com nada. Nem eu com você. A obra dramática da vida escrita e tristemente encenada.
No cenário de uma noite qualquer de outono, de uma esquina única de Belo Horizonte, meu único espetáculo de luz e alegria, transformou-se em uma grande e melancólica tragédia.
Sentamos num boteco qualquer na Rua da Bahia. Olhamos tenramente nos olhos de nós mesmos, e com a boca perfumada pela cerveja gelada, começamos um papo qualquer. Por mais certeza que houvesse naquela decisão infortuna, queria deixá-la para tomá-la o mais tarde possível. Mas as coisas foram esquentando, o álcool já comandava a maioria de nossos atos e o tempo implorava que o mal fosse consumado.
Olhei para o céu, te mostrei a lua linda destas noites de outono. Fizemos planos, encenamos um primeiro ato da nossa peça da vida humana que temos. Sorrimos!, achávamos que éramos os donos do teatro. Mas os personagens já estavam escolhidos, o roteiro reescrito, o cenário desenhado, e eu, diretor da vida que não é mais minha... não tive opção.
Vi-te descendo a Bahia enquanto ficava na Timbiras. Ali na esquina, com o lagoinha a mão. O sabor amargo da mudança de planos, de atos, de atores, de vida, era sentido agora em toda a minha boca. Fiquei difuso. Nada encontrava com nada. Nem eu com você. A obra dramática da vida escrita e tristemente encenada.
No cenário de uma noite qualquer de outono, de uma esquina única de Belo Horizonte, meu único espetáculo de luz e alegria, transformou-se em uma grande e melancólica tragédia.
Marcadores:
Simples escrito
Noites de maio
As noites de maio me trazem dor,
Nestas noites andei perdendo minha flor,
Não sei quais os feitiços existentes em maio,
Mas em maio fiquei sem flor e com dor.
Um carro verde,
Uma hora imprópria,
Uma data...
Um maio qualquer.
São nas noites de maio...
Nestas noites andei perdendo minha flor,
Não sei quais os feitiços existentes em maio,
Mas em maio fiquei sem flor e com dor.
Um carro verde,
Uma hora imprópria,
Uma data...
Um maio qualquer.
São nas noites de maio...
Marcadores:
Simples escrito
Olho de lince
"Quem fala que sou esquisito hermético
É porque não dou sopa estou sempre elétrico
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano e beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento tudo nunca me iludo
Quero crer no que vem por ao beco escuro
Me iludo passando presente futuro
Revir na palma da mão o dado
Presente futuro passado
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão."
Fonte: Música: Olho de lince
Autores: Jards Macalé / Waly Salomão
É porque não dou sopa estou sempre elétrico
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano e beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento tudo nunca me iludo
Quero crer no que vem por ao beco escuro
Me iludo passando presente futuro
Revir na palma da mão o dado
Presente futuro passado
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão."
Fonte: Música: Olho de lince
Autores: Jards Macalé / Waly Salomão
Marcadores:
pensamentos
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Repensando
Os prazos vão correndo,
As datas vão aparecendo,
E os sentimentos de outrora seguem demonstrando os resultados de escolhas.
As datas vão aparecendo,
E os sentimentos de outrora seguem demonstrando os resultados de escolhas.
Manhãs de outono
O quê mais dói nestas manhãs claras de outono é sentir-me subjugado. Sejam pelas forças da dor, do amor, ou até mesmo pela coloração cinza do céu. É inevitável sentir tais apertos a me apertar.
No caminho da terra santa até onde sou sistematicamente entorpecido pela pressão do dia-a-dia, venho sentindo a falta do calor das manhãs do meu último verão. Não sei quando este calor voltará ou até mesmo se voltará. O calor do quadrado mágico em minha terra santa.
É bem certo que o inverno chegará impiedoso. E nós, amantes da vida sofrida, sofreremos mais e cada vez mais, com a falta da vigília da pessoa amada ao nosso lado. Mas a dúvida continua e sempre continuará pairando sob nossas cabeças: "O que é o amor, onde vai dar, luar perdido em mim...".
No caminho da terra santa até onde sou sistematicamente entorpecido pela pressão do dia-a-dia, venho sentindo a falta do calor das manhãs do meu último verão. Não sei quando este calor voltará ou até mesmo se voltará. O calor do quadrado mágico em minha terra santa.
É bem certo que o inverno chegará impiedoso. E nós, amantes da vida sofrida, sofreremos mais e cada vez mais, com a falta da vigília da pessoa amada ao nosso lado. Mas a dúvida continua e sempre continuará pairando sob nossas cabeças: "O que é o amor, onde vai dar, luar perdido em mim...".
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 13 de abril de 2010
Poesia
"Sorri
Quando te conheci,
Quis ser de mais ninguém
Existia um porém que eu fiquei sem saber
Se o que tinha de ser me fazia sorrir
Menti, resisti com ardor
Não pensava em querer
Foi olhar pra você e o cenário mudou
E ficou tudo azul como tinha de ser
Deixei a mão da poesia rabiscar um poema
Pra falar de amor
Ter você como tema
E agradecer em verso a prosa que eu ouvi
Em letra e melodia
Agradeço o dia em que te conheci"
Fonte: Música: Poesia
Autora: Teresa Cristina
Quando te conheci,
Quis ser de mais ninguém
Existia um porém que eu fiquei sem saber
Se o que tinha de ser me fazia sorrir
Menti, resisti com ardor
Não pensava em querer
Foi olhar pra você e o cenário mudou
E ficou tudo azul como tinha de ser
Deixei a mão da poesia rabiscar um poema
Pra falar de amor
Ter você como tema
E agradecer em verso a prosa que eu ouvi
Em letra e melodia
Agradeço o dia em que te conheci"
Fonte: Música: Poesia
Autora: Teresa Cristina
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mal-dito, bem-dito
Mal-dito é a dor, bem-dito é o amor.
Maldito é o espaço do tempo em que deixamos de nos ver,
Bendito são as horas em que passamos nos amando.
Maldito é o ódio que nos preenche o coração,
Bendito são os dias em que estive ao teu lado.
Maldito é aquele momento em que a raiva tomou conta,
Bendito foi o instante quando aceitamos nosso amor.
Mal-dito é o rancor, bem-dito é o amor.
Maldito foi o dia em que me amaldiçoou,
Bendito o dia em que me abençoou.
Maldito o instante que resolveu me esquecer,
Bendito o exato segundo em que se lembrou de mim.
Maldito foi a noite em que sua luz foi embora,
Bendito é o sorriso da sua boca que ficou comigo.
Vida mal-dita, Vida bem-dita.
Maldito é o espaço do tempo em que deixamos de nos ver,
Bendito são as horas em que passamos nos amando.
Maldito é o ódio que nos preenche o coração,
Bendito são os dias em que estive ao teu lado.
Maldito é aquele momento em que a raiva tomou conta,
Bendito foi o instante quando aceitamos nosso amor.
Mal-dito é o rancor, bem-dito é o amor.
Maldito foi o dia em que me amaldiçoou,
Bendito o dia em que me abençoou.
Maldito o instante que resolveu me esquecer,
Bendito o exato segundo em que se lembrou de mim.
Maldito foi a noite em que sua luz foi embora,
Bendito é o sorriso da sua boca que ficou comigo.
Vida mal-dita, Vida bem-dita.
Marcadores:
Simples escrito
Alma no vento que bate no rosto
11h28min: mandei-te um texto
11h28min: Cara, Lupicínio Rodrigues no final... Está se divertindo com os textos né malandro?
11h29min: uai, pintou... Achei que dava pra por
11h29min: perfeito, deu certinho! Vale uma nota no final falando que o trecho é da música dele na voz de Bethânia, LP Mel, 1971 (risos)
11h30min: Tem gente que não gosta muito desta "dores”...
11h31min: Como assim?
11h32min: Tipo, acha que vivo triste
11h34min: E você? O que acha?
11h34min: Acho que é dor de cotovelo... Porque não sabe pra quem eu escrevo.
11h35min: (risos) E pra quem é que você escreve? Sabe que eu já me fiz essa pergunta?
11h36min: Eu escrevo pros meus amores... Sejam quais forem. Desde meus cachorros, até meus amigos, minhas mulheres, meus homens... escrevo pra tudo. Pro carro que não funcionou de manhã, pra viagem que deixei de fazer, pro chope que estava gelado... para tudo e para todos.
11h36min: bom, explica! Muito bom...
11h37min: (risos) Gosto muito de continuar respirando
11h37min: É garoto, isso aí, alma no vento que bate no rosto...
11h28min: Cara, Lupicínio Rodrigues no final... Está se divertindo com os textos né malandro?
11h29min: uai, pintou... Achei que dava pra por
11h29min: perfeito, deu certinho! Vale uma nota no final falando que o trecho é da música dele na voz de Bethânia, LP Mel, 1971 (risos)
11h30min: Tem gente que não gosta muito desta "dores”...
11h31min: Como assim?
11h32min: Tipo, acha que vivo triste
11h34min: E você? O que acha?
11h34min: Acho que é dor de cotovelo... Porque não sabe pra quem eu escrevo.
11h35min: (risos) E pra quem é que você escreve? Sabe que eu já me fiz essa pergunta?
11h36min: Eu escrevo pros meus amores... Sejam quais forem. Desde meus cachorros, até meus amigos, minhas mulheres, meus homens... escrevo pra tudo. Pro carro que não funcionou de manhã, pra viagem que deixei de fazer, pro chope que estava gelado... para tudo e para todos.
11h36min: bom, explica! Muito bom...
11h37min: (risos) Gosto muito de continuar respirando
11h37min: É garoto, isso aí, alma no vento que bate no rosto...
domingo, 11 de abril de 2010
Vida de pobre
Lá no alto a alvorada chega mais cedo. È assim, pessoas levantam correndo, arrumam suas marmitas com a comida que sobrou do jantar. Passam ligeiramente um bife, claro que isto acontece quando recebem a benção do Senhor de possuírem o tal bife. Fecham rapidamente tudo e colocam na bolsa. Um café preto com o pão com a margarina mais barata do mercado goela abaixo. Uma baforada em cada sovaco do álcool misturado com bicarbonato. E finalmente vão para a rua.
Pensa que acabou o sofrimento? Ilusão de Maria Pezinho. Nada meu filho... ainda tem a maratona do ônibus. Ponto cheio, multidão enraivecida com a demora do lotação. Bolsas à frente, mochilas para trás, cheiro de comida espalhada pela rua. Dez minutos e nada. Vinte minutos e finalmente um carro aparece na esquina. A multidão entra em polvorosa. O busão para, a porta é aberta, e só neste momento que começa a competição de quem pega o assento primeiro. Terminado esta prova começa automaticamente a de quem fica por último. Passado alguns minutos, o busu lotado. Corpos espremidos pelo corredor afora. A mistura de odores de comida fica mais intensa. E lá vai o ônibus embora. Seguindo despejando gente até o centro da cidade.
Vida sofrida é esta do povo do morro. À volta para casa não é muito diferente. A não ser das marmitas vazias e a troca do ponto final do lotação. No resto é a mesma história.
Pensa que acabou o sofrimento? Ilusão de Maria Pezinho. Nada meu filho... ainda tem a maratona do ônibus. Ponto cheio, multidão enraivecida com a demora do lotação. Bolsas à frente, mochilas para trás, cheiro de comida espalhada pela rua. Dez minutos e nada. Vinte minutos e finalmente um carro aparece na esquina. A multidão entra em polvorosa. O busão para, a porta é aberta, e só neste momento que começa a competição de quem pega o assento primeiro. Terminado esta prova começa automaticamente a de quem fica por último. Passado alguns minutos, o busu lotado. Corpos espremidos pelo corredor afora. A mistura de odores de comida fica mais intensa. E lá vai o ônibus embora. Seguindo despejando gente até o centro da cidade.
Vida sofrida é esta do povo do morro. À volta para casa não é muito diferente. A não ser das marmitas vazias e a troca do ponto final do lotação. No resto é a mesma história.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Circulando
Na minha vida perdida, de homens assombrados e mulheres espetaculares, vejo-me novamente na rotatória da insensatez. O céu cinza com o sol se escondendo entre as nuvens, nestas manhãs intensas de outono, vem o frio.
O frio da cama, da poltrona, do lado avesso do sentimento que um dia nutri por alguém.
Insensato é a versão oblíqua que um dia escutei de alguém, talvez o mesmo alguém que me alimentou durante carnavais e temporais, sobre a existência de nós. Não me lembro bem quem me disse isto, ou se realmente me disseram isso ou se é apenas mais um dos meus devaneios na escuridão da vida.
È fato. O natal será em dezembro, assim como o carnaval foi em um dia de um mês diferente dos últimos carnavais.
Quando saio da rotatória e volto ao meu quarto, é claro que não vejo nada alem do quadro da serpente brigando com os lobos e o cavalo, me sinto feliz. Meu quadrado insensato como a vida da rotatória que deixei para trás. Normalmente me sinto único nestes momentos de inexatidão. De não ter você ou até mesmo eu. È estúpido o sentimento de solidão. È insólito tal coisa na vida de tais pessoas.
Eu sou a pessoa, o estúpido!, eu sou o insólito. Eu sou eu e diferentemente do que possamos pensar... nós somos nós.
Apenas eu, apenas tu, apenas nós.
A rotatória da insensatez está novamente ali. E eu novamente entro nela e retorno a viagem sem fim, sem volta, sem começo, sem eu, sem você.
Circulando...
O frio da cama, da poltrona, do lado avesso do sentimento que um dia nutri por alguém.
Insensato é a versão oblíqua que um dia escutei de alguém, talvez o mesmo alguém que me alimentou durante carnavais e temporais, sobre a existência de nós. Não me lembro bem quem me disse isto, ou se realmente me disseram isso ou se é apenas mais um dos meus devaneios na escuridão da vida.
È fato. O natal será em dezembro, assim como o carnaval foi em um dia de um mês diferente dos últimos carnavais.
Quando saio da rotatória e volto ao meu quarto, é claro que não vejo nada alem do quadro da serpente brigando com os lobos e o cavalo, me sinto feliz. Meu quadrado insensato como a vida da rotatória que deixei para trás. Normalmente me sinto único nestes momentos de inexatidão. De não ter você ou até mesmo eu. È estúpido o sentimento de solidão. È insólito tal coisa na vida de tais pessoas.
Eu sou a pessoa, o estúpido!, eu sou o insólito. Eu sou eu e diferentemente do que possamos pensar... nós somos nós.
Apenas eu, apenas tu, apenas nós.
A rotatória da insensatez está novamente ali. E eu novamente entro nela e retorno a viagem sem fim, sem volta, sem começo, sem eu, sem você.
Circulando...
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Indagação
Tente,
Nem tente,
Comente,
Lamente!
Tem gente,
Serpente,
Que é quente.
Sorridente!?
Na mente,
Única-mente,
Latente,
Só-mente,
A gente?
Consente...
Nem tente,
Comente,
Lamente!
Tem gente,
Serpente,
Que é quente.
Sorridente!?
Na mente,
Única-mente,
Latente,
Só-mente,
A gente?
Consente...
Marcadores:
Simples escrito
Pensamento do dia
"Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim"
"Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos"
Fonte: Música: Tudo novo de novo
Autor: Moska
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim"
"Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos"
Fonte: Música: Tudo novo de novo
Autor: Moska
Marcadores:
pensamentos
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Sabor do vinho
Um louco sabor do cáustico vinho assolou minha boca neste exato momento.
O sabor ácido da uva amassada e pisada pelos pés de não sei quem é, fica cada vez mais acentuado das lembranças... taças tomadas. Não se importando se estas foram devoradas a galope, ou até mesmo em uma mansa e tenra viagem do amor.
A boca salivou, o gosto passou, mas as marcas ficaram e indubitavelmente o vinho acabou.
O sabor ácido da uva amassada e pisada pelos pés de não sei quem é, fica cada vez mais acentuado das lembranças... taças tomadas. Não se importando se estas foram devoradas a galope, ou até mesmo em uma mansa e tenra viagem do amor.
A boca salivou, o gosto passou, mas as marcas ficaram e indubitavelmente o vinho acabou.
Marcadores:
Simples escrito
Blues
Com um blues no violão,
Canto uma canção,
Será que um dia destes,
Acerto de vez seu coração?
Canto uma canção,
Será que um dia destes,
Acerto de vez seu coração?
Marcadores:
Simples escrito
O cordel estradeiro
"A bença Manoel Chudu
O meu cordel estradeiro
Vem lhe pedir permissão
Pra se tornar verdadeiro
Pra se tornar mensageiro
Da força do teu trovão
E as asas da tanajura
Fazer voar o sertão
Meu moxotó coroado
De xiquexique e facheiro
Onde a cascavel cochila
Na boca do cangaceiro
Eu também sou cangaceiro
E o meu cordel estradeiro
É cascavel poderosa
É chuva que cai maneira
Aguando a terra quente
Erguendo um véu de poeira
Deixando a tarde cheirosa
É planta que cobre o chão
Na primeira trovoada
A noite que desce fria
Depois da tarde molhada
É seca desesperada
Rasgando o bucho do chão
É inverno e é verão
É canção de lavadeira
Peixeira de Lampião
As luzes do vaga-lume
Alpendre de casarão
A cuia do velho cego
Terreiro de amarração
O ramo da rezadeira
O banzo de fim de feira
Janela de caminhão
Vocês que estão no palácio
Venham ouvir meu pobre pinho
Não tem o cheiro do vinho
Das uvas frescas do Lácio
Mas tem a cor de Inácio
Da serra da Catingueira
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola
Pois meu verso é feito a foice
Do cassaco cortar cana
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana
Sendo de baixo pra cima
voa do cabo e se dana"
Fonte:Música: O cordel estradeiro
Autor: Lirinha
Trechos de : Ivanildo Vilanova, fragmento de um improviso
: Manoel Chudu
Grupo : Cordel do fogo encantado
O meu cordel estradeiro
Vem lhe pedir permissão
Pra se tornar verdadeiro
Pra se tornar mensageiro
Da força do teu trovão
E as asas da tanajura
Fazer voar o sertão
Meu moxotó coroado
De xiquexique e facheiro
Onde a cascavel cochila
Na boca do cangaceiro
Eu também sou cangaceiro
E o meu cordel estradeiro
É cascavel poderosa
É chuva que cai maneira
Aguando a terra quente
Erguendo um véu de poeira
Deixando a tarde cheirosa
É planta que cobre o chão
Na primeira trovoada
A noite que desce fria
Depois da tarde molhada
É seca desesperada
Rasgando o bucho do chão
É inverno e é verão
É canção de lavadeira
Peixeira de Lampião
As luzes do vaga-lume
Alpendre de casarão
A cuia do velho cego
Terreiro de amarração
O ramo da rezadeira
O banzo de fim de feira
Janela de caminhão
Vocês que estão no palácio
Venham ouvir meu pobre pinho
Não tem o cheiro do vinho
Das uvas frescas do Lácio
Mas tem a cor de Inácio
Da serra da Catingueira
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola
Pois meu verso é feito a foice
Do cassaco cortar cana
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana
Sendo de baixo pra cima
voa do cabo e se dana"
Fonte:Música: O cordel estradeiro
Autor: Lirinha
Trechos de : Ivanildo Vilanova, fragmento de um improviso
: Manoel Chudu
Grupo : Cordel do fogo encantado
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 6 de abril de 2010
Quantas lágrimas
Sentado no boteco, ergue a mão e pede mais uma. Uma boa dose da felicidade ardente é colocada no copo lagoinha. Até na risca – falou meio embolado.
Trago na risca do copo, voz embolada, olhos vermelhos. Retira da carteira a foto da mulher que o havia deixado. Esta sim o fez sofrer como um cachorro a beira da loucura.
Me dá uma ficha! - Estica os dois dedos e recebe um papel com código de barras. Dirige-se a jukebox escolhe uma música e espera a sua vez de escutar os versos escolhidos.
Os primeiros acordes da canção são dados. Um gole longo e profundo mata a última dose servida. Quero mais uma! – Completamente bêbado, começa a chorar enquanto Manacé vai destruindo o resto do orgulho que ainda tinha.
“Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado; Só em saber que não posso mais; Reviver o meu passado”.
A dor sentida, o abandono sentado no banco ao lado, a mulher perdida.
Milhares de planos destruídos, os filhos que nunca mais irão nascer. Só lhe restava o companheiro de outrora. Este sim, nunca o abandonara. Sempre ali. Na risca. No lagoinha.
“Eu vivia cheio de esperança; E de alegria, eu cantava, eu sorria; Mas hoje em dia eu não tenho mais; A alegria dos tempos atrás”.
Mais uma dose – desta vez chorando prantos intermináveis grita ao atendente do balcão.
“Só melancolia os meus olhos trazem; Ai, quanta saudade a lembrança traz; Se houvesse retrocesso na idade; Eu não teria saudade; Da minha mocidade”
Pedido atendido, golo tomado, tontura sentida. Termina de escutar os últimos versos. Chora mais um pouco, limpa as lágrimas dos olhos vermelhos de dor, e finalmente sai.
Segue a rua cambaleando na esperança de que algo aconteça e absorva aquela toda dor.
Trago na risca do copo, voz embolada, olhos vermelhos. Retira da carteira a foto da mulher que o havia deixado. Esta sim o fez sofrer como um cachorro a beira da loucura.
Me dá uma ficha! - Estica os dois dedos e recebe um papel com código de barras. Dirige-se a jukebox escolhe uma música e espera a sua vez de escutar os versos escolhidos.
Os primeiros acordes da canção são dados. Um gole longo e profundo mata a última dose servida. Quero mais uma! – Completamente bêbado, começa a chorar enquanto Manacé vai destruindo o resto do orgulho que ainda tinha.
“Ah, quantas lágrimas eu tenho derramado; Só em saber que não posso mais; Reviver o meu passado”.
A dor sentida, o abandono sentado no banco ao lado, a mulher perdida.
Milhares de planos destruídos, os filhos que nunca mais irão nascer. Só lhe restava o companheiro de outrora. Este sim, nunca o abandonara. Sempre ali. Na risca. No lagoinha.
“Eu vivia cheio de esperança; E de alegria, eu cantava, eu sorria; Mas hoje em dia eu não tenho mais; A alegria dos tempos atrás”.
Mais uma dose – desta vez chorando prantos intermináveis grita ao atendente do balcão.
“Só melancolia os meus olhos trazem; Ai, quanta saudade a lembrança traz; Se houvesse retrocesso na idade; Eu não teria saudade; Da minha mocidade”
Pedido atendido, golo tomado, tontura sentida. Termina de escutar os últimos versos. Chora mais um pouco, limpa as lágrimas dos olhos vermelhos de dor, e finalmente sai.
Segue a rua cambaleando na esperança de que algo aconteça e absorva aquela toda dor.
Marcadores:
Simples escrito
Pouco me importa
Pouco me importa se hoje acordei negro. Afinal, ontem, fui dormir cândido. Se meus olhos verdes misturados com minha boca lilás possuem alguma coisa conflitante com o céu que insiste em amanhecer cinza...
Pouco me importa.
Só sei que o gris da vida, acompanhado pela vermelhidão da tua boca, de tempos em tempos me deixa louca. Sim!, me deixas louca, me arranca a roupa. Corrói-me como aquela maldita soda, guarda ali sob a pia da cozinha, e limpa toda a crosta nojenta de ódio e rancor que vem me encobrindo durante anos... séculos... milênios.
Pouco me importa se o caminhar do meu pensamento é amarelo. Se as luzes que vejo em todos os cantos são azuis. Que se realmente você quisesse “poderíamos mudar o mundo... quem roubou nossa coragem?”...
Pouco me importa.
Se te deixo louca com o vermelho da minha boca. Mas isto não é nada comparado ao seu tão louco sorriso azul, que com um pequeno olhar me coloca a voar. Flutuo entre nuvens rosa e lilás. Não sou mais o mesmo. Fico louco, estupefacto.
Pouco me importa se não vem ou se não vou.
Azul, verde, amarelo, lilás e finalmente vermelho... Vermelho sim, do amor, da dor, do terror...
De você e de eu...
Pouco me importa.
Só sei que o gris da vida, acompanhado pela vermelhidão da tua boca, de tempos em tempos me deixa louca. Sim!, me deixas louca, me arranca a roupa. Corrói-me como aquela maldita soda, guarda ali sob a pia da cozinha, e limpa toda a crosta nojenta de ódio e rancor que vem me encobrindo durante anos... séculos... milênios.
Pouco me importa se o caminhar do meu pensamento é amarelo. Se as luzes que vejo em todos os cantos são azuis. Que se realmente você quisesse “poderíamos mudar o mundo... quem roubou nossa coragem?”...
Pouco me importa.
Se te deixo louca com o vermelho da minha boca. Mas isto não é nada comparado ao seu tão louco sorriso azul, que com um pequeno olhar me coloca a voar. Flutuo entre nuvens rosa e lilás. Não sou mais o mesmo. Fico louco, estupefacto.
Pouco me importa se não vem ou se não vou.
Azul, verde, amarelo, lilás e finalmente vermelho... Vermelho sim, do amor, da dor, do terror...
De você e de eu...
Marcadores:
Simples escrito
Perversa
"Sempre o teu rosto
Nos meus espelhos,
Teus cães de caça
Nos meus joelhos
E um perfume
Que me mata de ciúme.
Sacerdotisa atormentada
Por ficar ao teu lado
Eu estou possuído
Eu estou condenado.
Mulher perversa,
Não interessa
Que eu enlouqueça nos teus pés
Entre as pulseiras e os anéis.
Meu doce vício,
Meu suicídio.
Martírio e idílio em cada vez
Lua da minha insensatez
Vinho da minha embriaguez."
Fonte: Música:Perversa
Autor: João Bosco
Nos meus espelhos,
Teus cães de caça
Nos meus joelhos
E um perfume
Que me mata de ciúme.
Sacerdotisa atormentada
Por ficar ao teu lado
Eu estou possuído
Eu estou condenado.
Mulher perversa,
Não interessa
Que eu enlouqueça nos teus pés
Entre as pulseiras e os anéis.
Meu doce vício,
Meu suicídio.
Martírio e idílio em cada vez
Lua da minha insensatez
Vinho da minha embriaguez."
Fonte: Música:Perversa
Autor: João Bosco
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Avulso
Avulso,
Somente soluço...
Sem a luz do crepúsculo,
Senti-me um molusco,
De novo soluço...
Avulso.
Somente soluço...
Sem a luz do crepúsculo,
Senti-me um molusco,
De novo soluço...
Avulso.
Marcadores:
Simples escrito
domingo, 4 de abril de 2010
Ausência
A sua falta me faz falta.
Mesmo perante a luz da ribalta.
Mesmo sendo eu um ator, um cantor, seu amor.
Quisera que mesmo sendo o diretor,
Deste espetáculo de dor,
Que ousa de quando em vez falar de amor.
Um amor, uma dor, um ator.
Mesmo perante a luz da ribalta.
Mesmo sendo eu um ator, um cantor, seu amor.
Quisera que mesmo sendo o diretor,
Deste espetáculo de dor,
Que ousa de quando em vez falar de amor.
Um amor, uma dor, um ator.
Marcadores:
Simples escrito
sábado, 3 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
É num tempo destes
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Uma rua que passou,
Um beijo que roubou,
Uma viagem que viajou.
Um chocolate amassado,
Mesmo que seja roubado,
Daquela caixa do lado,
Que foi pro endereço errado.
Um sorriso de infância,
De uma doce criança,
No meio desta festança.
Um beijo roubado,
Um abraço apertado,
Um sorriso de lado.
Um passeio na praça,
Um gole da cachaça,
Uma fatia saindo fumaça.
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Uma rua que passou,
Um beijo que roubou,
Uma viagem que viajou.
Um chocolate amassado,
Mesmo que seja roubado,
Daquela caixa do lado,
Que foi pro endereço errado.
Um sorriso de infância,
De uma doce criança,
No meio desta festança.
Um beijo roubado,
Um abraço apertado,
Um sorriso de lado.
Um passeio na praça,
Um gole da cachaça,
Uma fatia saindo fumaça.
É num tempo destes,
Quando vêm as lembranças,
Que a gente balança.
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 29 de março de 2010
Às vezes
Às vezes tenho medo,
Quase sempre saudades,
De quando em vez tesão,
Às vezes...
Às vezes acho que errei,
Nem sempre vejo verdade,
Tem dias que acho que acertei,
Às vezes...
Às vezes te amei,
Toda vez amizade,
Noutras odiei,
Às vezes...
Às vezes sorri,
Às vezes nem sei,
Às vezes vivi,
Às vezes... às vezes
Quase sempre saudades,
De quando em vez tesão,
Às vezes...
Às vezes acho que errei,
Nem sempre vejo verdade,
Tem dias que acho que acertei,
Às vezes...
Às vezes te amei,
Toda vez amizade,
Noutras odiei,
Às vezes...
Às vezes sorri,
Às vezes nem sei,
Às vezes vivi,
Às vezes... às vezes
quarta-feira, 24 de março de 2010
O beijo foi dado
O sinal é fechado, o carro parado,
O amigo atrasado, no local indicado.
A porta é aberta, pessoa certa.
O assento ocupado, um beijo roubado,
O cara ao lado, fica espantado,
Olha de lado, nos acha veado,
Pobre coitado, não é amado...
O amigo sorriu, o outro nem viu,
O sinal abriu, o cara seguiu,
Preconceito surgiu, e ninguém viu...
O amigo atrasado, no local indicado.
A porta é aberta, pessoa certa.
O assento ocupado, um beijo roubado,
O cara ao lado, fica espantado,
Olha de lado, nos acha veado,
Pobre coitado, não é amado...
O amigo sorriu, o outro nem viu,
O sinal abriu, o cara seguiu,
Preconceito surgiu, e ninguém viu...
Marcadores:
Pequenos poemas
O amor
O amor não tem cor,
Muito menos dor.
É a vivência,
Cheio de paciência.
Ficar ao seu lado,
Mesmo calado.
É sentir o teu corpo,
É te dar o meu corpo.
Cheirar tua boca,
Deixar-te louca.
Ele é você,
Sou ele,
Somos nós.
Muito menos dor.
É a vivência,
Cheio de paciência.
Ficar ao seu lado,
Mesmo calado.
É sentir o teu corpo,
É te dar o meu corpo.
Cheirar tua boca,
Deixar-te louca.
Ele é você,
Sou ele,
Somos nós.
Marcadores:
Pequenos poemas
Sertão
Venho pelo sertão. Aqui o mundo é diferente do que vivo dia após dia. O coração vive sempre quente. A água normalmente é ardente.
Um vaqueiro trajado de couro me aparece ao longe. Pele queimada, chapéu de couro, semblante sofrido. Com poucos dentes inteiros na boca, sorri! Sorri um sorriso só dele. Sorriso que me consome e mostra o valor da vida que não dou.
Pés descalços, mãos calejadas, corpo quebrado. Com a força de quem tem que brigar cada dia pela sobrevivência, ele passa por mim. Foi feliz e confiante.
Ao longe se vai o sertanejo vaqueiro...
Um vaqueiro trajado de couro me aparece ao longe. Pele queimada, chapéu de couro, semblante sofrido. Com poucos dentes inteiros na boca, sorri! Sorri um sorriso só dele. Sorriso que me consome e mostra o valor da vida que não dou.
Pés descalços, mãos calejadas, corpo quebrado. Com a força de quem tem que brigar cada dia pela sobrevivência, ele passa por mim. Foi feliz e confiante.
Ao longe se vai o sertanejo vaqueiro...
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 23 de março de 2010
And follow the way!
Sem sal,
Insosso.
Assim vou levando a vida, nem amarga a vida é para mim...
Sem gosto... sem convicção da certeza...
Sem poder de me aventurar, sem estímulo a experimentar...
Apenas vivendo, um dia, uma semana, um mês.
Superficial,
Robótica,
Automatizada,
Normal!
Limpa como lençol branco saindo da máquina de lavar.
Assim, sem mácula nenhuma... sem erros... sem falhas... sem vida.
So, I follow the way!
obs.: Texto escrito por Hector Barbosa
Insosso.
Assim vou levando a vida, nem amarga a vida é para mim...
Sem gosto... sem convicção da certeza...
Sem poder de me aventurar, sem estímulo a experimentar...
Apenas vivendo, um dia, uma semana, um mês.
Superficial,
Robótica,
Automatizada,
Normal!
Limpa como lençol branco saindo da máquina de lavar.
Assim, sem mácula nenhuma... sem erros... sem falhas... sem vida.
So, I follow the way!
obs.: Texto escrito por Hector Barbosa
segunda-feira, 22 de março de 2010
Confissões, confusões
Ultrapassando o limite da vida e da sobrevivência, fico tentado a entrar em teu corpo. Quem sabe assim não consigo desvendar milhares de segredos milenares? Mas... nem tudo são flores, muito menos amores, quiçá dores. Nem martírio, nem escravidão e muito menos heroísmo. Tudo é um emaranhado de coisas e pensamentos perdidos e achados de lado. Lado de casa, lado da cama, lado direito, lado esquerdo... lado de cá e de lá. O silêncio chega e afeta a escuridão. Cegando de vez a claridade olfativa do universo descontraído que encontro no fundo do copo de cachaça. O álcool desce, arranha, entra em minhas entranhas e me deixa cada dia mais sacana. Sacana ao ponto de te amar e no outro dia te matar. Matar de desejo, de ensejos, de desprezo. Mas mato! Nasci assim, minto, fiquei assim. Depois de viver no meio do olho do furacão que não tem calma. Onde tentava encontrar a paz que um dia sumiu e virou esta confissão mental diluída com um pouco de confusão mental. Nada mais...nada mais. Nem paz, nem audaz, nem mesmo a cola Tenaz. Colar com cola o resto que ainda sobra da minha dignidade humana de pessoa que sou. Sou, seu , meu, teu. Levanto a cabeça e encontro você me analisando, alisando, obcecando. Levanto e vou embora.
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 18 de março de 2010
Queria
Eu queria estar ao seu lado. Abraçar-me em seus abraços, beijar os seus beijos, aproveitar o meu corpo no seu corpo. Explorar cada pedaço da minha intimidade, aproveitando toda a sua intimidade molhada.
Eu queria que o agora fosse o amanhã à noite, e que o amanhã a noite sempre fosse o amanhã à noite.
Eu queria estar ao seu lado do meu lado.
Ah eu queria!
Eu queria que o agora fosse o amanhã à noite, e que o amanhã a noite sempre fosse o amanhã à noite.
Eu queria estar ao seu lado do meu lado.
Ah eu queria!
Olho azul
"Meu olho azul
é negro diluído
Racismo é um rio poluído.
Eu sou branco
orixá me abençoou
Se me chamar de negro
Vou falar que eu também sou.
Eu sou negro
Orixá me abençoou
Se me chamar de branco
Vou falar que eu também sou.
Limpa o rio.
Limpa o mar.
E viva a diferença! "
Fonte: Música: Olho Azul
Autor: André Abujamra
é negro diluído
Racismo é um rio poluído.
Eu sou branco
orixá me abençoou
Se me chamar de negro
Vou falar que eu também sou.
Eu sou negro
Orixá me abençoou
Se me chamar de branco
Vou falar que eu também sou.
Limpa o rio.
Limpa o mar.
E viva a diferença! "
Fonte: Música: Olho Azul
Autor: André Abujamra
quarta-feira, 17 de março de 2010
Falta-me
Faltam-me forças para firmar o pé,
Falta-me luz para seguir em frente,
Falta-me vida para sorrir.
Falta-me eu,
Falta-me tu,
Falta-me nós!
p.s.: Para meu amigo Divino, ou seria Divino amigo?
Falta-me luz para seguir em frente,
Falta-me vida para sorrir.
Falta-me eu,
Falta-me tu,
Falta-me nós!
p.s.: Para meu amigo Divino, ou seria Divino amigo?
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 16 de março de 2010
Sentindo Lupicinio
“Nunca, nem que o mundo caia sobre mim. Nem se Deus mandar, nem mesmo assim. As pazes contigo, eu farei.” – Ele seguia a rua em direção a sua casa cantarolando...
Descia a Salinas pensando na amada que o havia feito de otário. Como ela pode fazer isto comigo? – se perguntava entre os suspiros mais profundos de tristeza e decepção. Mais um trago do whisky barato descia arranhando a garganta.
A cada esquina um choro. A cada golo um consolo!
O telefone toca e ele, bêbado, vê no visor o telefone da tão infiel mulher. Não pensa duas vezes antes de desligar. Telefone desligado e mais um trago goela abaixo.
Suspiro de dor. Suspiro de amor. Suspiro... Mais um golo do whisky falsificado goela abaixo.
O orgulho ferido, a dor sentida, o sexo roubado. A roupa molhada da chuva e da vergonha sentida ao vê-la com outro na esquina maldita da Contorno com Andaluzita.
“Saudade, não esqueça também de dizer. Que é você quem me faz adormecer. Pra que eu viva em paz”.
Na última esquina, no último poste o último golo. Encontra o portão do prédio e ali mesmo adormece na chuva que limpa sua alma, com o álcool que desinfeta o seu corpo.
Um último suspiro... a última vida.
Descia a Salinas pensando na amada que o havia feito de otário. Como ela pode fazer isto comigo? – se perguntava entre os suspiros mais profundos de tristeza e decepção. Mais um trago do whisky barato descia arranhando a garganta.
A cada esquina um choro. A cada golo um consolo!
O telefone toca e ele, bêbado, vê no visor o telefone da tão infiel mulher. Não pensa duas vezes antes de desligar. Telefone desligado e mais um trago goela abaixo.
Suspiro de dor. Suspiro de amor. Suspiro... Mais um golo do whisky falsificado goela abaixo.
O orgulho ferido, a dor sentida, o sexo roubado. A roupa molhada da chuva e da vergonha sentida ao vê-la com outro na esquina maldita da Contorno com Andaluzita.
“Saudade, não esqueça também de dizer. Que é você quem me faz adormecer. Pra que eu viva em paz”.
Na última esquina, no último poste o último golo. Encontra o portão do prédio e ali mesmo adormece na chuva que limpa sua alma, com o álcool que desinfeta o seu corpo.
Um último suspiro... a última vida.
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 15 de março de 2010
Veralice
Ninguém neste mundo conseguia entender a chatice de Veralice. Mulher com seus vinte e poucos anos, solteira, bem sucedida, carro próprio, casa quitada e principalmente chata. Chata ao extremo! Talvez seja a solteirice de Veralice, que a tornava tão chata.
- Veralice, deixa de tolice, para com esta chatice – dizia a mãe todo dia que ela ligava para reclamar da vida.
Mas Lice chatice não mudava. Entra ano e passa ano, continuava chata.
- Vera minha princesa pare com esta chateza! – Dizia o irmão mais novo.
Mas que nada!, nem ligava para o quê o irmão falava. Continuava chata.
E os dias passaram, os anos se foram e Veralice... morreu!
Chata até para morrer, mas morreu de tristeza!
- Veralice, deixa de tolice, para com esta chatice – dizia a mãe todo dia que ela ligava para reclamar da vida.
Mas Lice chatice não mudava. Entra ano e passa ano, continuava chata.
- Vera minha princesa pare com esta chateza! – Dizia o irmão mais novo.
Mas que nada!, nem ligava para o quê o irmão falava. Continuava chata.
E os dias passaram, os anos se foram e Veralice... morreu!
Chata até para morrer, mas morreu de tristeza!
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 12 de março de 2010
Mineiro de coração
Sou homem com o pé no chão,
Aqui ou no mais belo sertão,
Sertão de minha vida,
Da minha Minas querida.
Não me roubem o espírito,
Nem me tomem a liberdade,
Pois são neles que acredito,
Esta é a minha verdade.
Vivo na louca modernidade,
Mas a verdade é que tenho saudade,
De toda a simplicidade,
Dum mineiro de verdade.
Mineiro de pé no chão,
Que tem vida no coração,
Vive bem a vida,
Na nossa minas querida.
Aqui ou no mais belo sertão,
Sertão de minha vida,
Da minha Minas querida.
Não me roubem o espírito,
Nem me tomem a liberdade,
Pois são neles que acredito,
Esta é a minha verdade.
Vivo na louca modernidade,
Mas a verdade é que tenho saudade,
De toda a simplicidade,
Dum mineiro de verdade.
Mineiro de pé no chão,
Que tem vida no coração,
Vive bem a vida,
Na nossa minas querida.
Marcadores:
Pequenos poemas
quinta-feira, 11 de março de 2010
Extremos
Extremamente duro, impuro, maduro, orgulho...
Extremamente cansado, amado, achado, mimado...
Extremamente extremo...
Extremo dos extremos.
Extremamente cansado, amado, achado, mimado...
Extremamente extremo...
Extremo dos extremos.
Marcadores:
Simples escrito
domingo, 7 de março de 2010
Carnaval
Ele a amava. Vertiginosamente ele a amava! Ela nem se dava conta dele. Para ela, ele não existia. Nunca tinha o visto. Em momento algum da sua tão nobre existência.
Ele vivia a sofrer por amor. Ergueu estátuas homenageando a sua deusa. Ela uma deusa, ele um simples e mero plebeu. Um ralé... um João ninguém aos olhos dela.
Ela vivia desfilando em seus carros alegóricos de deusa do amor dele. Não olhava pra baixo, somente para onde apontava seu nariz. Como um destaque de escola de samba, pouco se importava com o pobre passista que desfilava em blocos, e ainda no chão. No chão da sua insignificância, para ela deusa e destaque do seu, somente seu, carnaval.
O tempo passa... o amor passa... o carnaval passa...
Ela começa o enxergar, o passista do chão, o escultor de tão belas estatuas, o João ninguém. Ele já não a quer. Cansou-se de sofrer. Desistiu do destaque do carro alegórico.
Ela agora sofre em saber que o tão majestoso rapaz já foi perdido por ela em tão belo amor. Amor este, que habita ela agora.
Amor honesto. Amor amado.
Ele se encantou pela porta-bandeira, que como ele, anda no chão. Apesar de esbanjar tantas riquezas na passarela... anda no chão.
Ela o ama. Ele ama aquela. Ela sofre. Ele desfila.
Inverteu-se o amor. Perdeu-se uma história. Começou-se outra.
Ele vivia a sofrer por amor. Ergueu estátuas homenageando a sua deusa. Ela uma deusa, ele um simples e mero plebeu. Um ralé... um João ninguém aos olhos dela.
Ela vivia desfilando em seus carros alegóricos de deusa do amor dele. Não olhava pra baixo, somente para onde apontava seu nariz. Como um destaque de escola de samba, pouco se importava com o pobre passista que desfilava em blocos, e ainda no chão. No chão da sua insignificância, para ela deusa e destaque do seu, somente seu, carnaval.
O tempo passa... o amor passa... o carnaval passa...
Ela começa o enxergar, o passista do chão, o escultor de tão belas estatuas, o João ninguém. Ele já não a quer. Cansou-se de sofrer. Desistiu do destaque do carro alegórico.
Ela agora sofre em saber que o tão majestoso rapaz já foi perdido por ela em tão belo amor. Amor este, que habita ela agora.
Amor honesto. Amor amado.
Ele se encantou pela porta-bandeira, que como ele, anda no chão. Apesar de esbanjar tantas riquezas na passarela... anda no chão.
Ela o ama. Ele ama aquela. Ela sofre. Ele desfila.
Inverteu-se o amor. Perdeu-se uma história. Começou-se outra.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 5 de março de 2010
Laços negros
Em graciosos laços negros, ela se preparava para ir à festa. O vestido longo, o véu que colocará sobre seus belos cabelos negros, tão negros quanto os laços que a cercavam. Era a primeira festa depois da morte de seu amado. Estava escandalizada com o convite. Mas a excitação de sair de casa e se embrenhar naquele território maldito, não lhe dava outra escolha a não ser de ir à festa.
O vestido cândido, os laços negros, o véu tecido com o fel da dor que sentiu quando soube da festa e seu anfitrião. Não poderia faltar. Era a chance que queria. Necessitava, aquilo estava em seu sangue desde que ele partiu. Sem chances de chegar e falar. Ela tinha que ir. Era isto que seu coração pedia: “Vá... Siga... Faça...”.
A chegada ao salão foi triunfal. Ninguém acreditava que aqueles belos e graciosos laços negros traziam aquela bela mulher. Mulher sofrida pela dor da perda do grande amor. Amor que se esvaziou ali por perto. Sem chances de se redimir e mostrar ao mundo que não era apenas mais um perdido.
O olhar do anfitrião a cegou. O ódio maldito por aquele maldito não a deixava pensar. Ódio mortal, fé imortal.
Com toda delicadeza, a mesma delicadeza e graciosidade de seus laços negros, ela retira da bolsa de festa a sua ferramenta do ódio.
Seis estampidos gritando ódio!
Somente seis foram necessários para que ela sentisse bem. Aquele maldito que a fizera sofrer por este tempo todo, estava ali. Subjugado. Um lixo. Um nada. Morto... morto...
Baixou a guarda. Retirou o mais belo laço negro e depositou ao lado daquele corpo inerte.
Ninguém teve coragem de pará-la. Todos sabiam o que havia acontecido.
Com a doçura nos olhos e nos gestos, deixou para traz a festa. Afinal, a homenagem já havia sido feita.
Os laços desfeitos.
O vestido cândido, os laços negros, o véu tecido com o fel da dor que sentiu quando soube da festa e seu anfitrião. Não poderia faltar. Era a chance que queria. Necessitava, aquilo estava em seu sangue desde que ele partiu. Sem chances de chegar e falar. Ela tinha que ir. Era isto que seu coração pedia: “Vá... Siga... Faça...”.
A chegada ao salão foi triunfal. Ninguém acreditava que aqueles belos e graciosos laços negros traziam aquela bela mulher. Mulher sofrida pela dor da perda do grande amor. Amor que se esvaziou ali por perto. Sem chances de se redimir e mostrar ao mundo que não era apenas mais um perdido.
O olhar do anfitrião a cegou. O ódio maldito por aquele maldito não a deixava pensar. Ódio mortal, fé imortal.
Com toda delicadeza, a mesma delicadeza e graciosidade de seus laços negros, ela retira da bolsa de festa a sua ferramenta do ódio.
Seis estampidos gritando ódio!
Somente seis foram necessários para que ela sentisse bem. Aquele maldito que a fizera sofrer por este tempo todo, estava ali. Subjugado. Um lixo. Um nada. Morto... morto...
Baixou a guarda. Retirou o mais belo laço negro e depositou ao lado daquele corpo inerte.
Ninguém teve coragem de pará-la. Todos sabiam o que havia acontecido.
Com a doçura nos olhos e nos gestos, deixou para traz a festa. Afinal, a homenagem já havia sido feita.
Os laços desfeitos.
Marcadores:
Simples escrito
A paz
Correndo morro abaixo, ele fugia. Todos estavam atrás dele. Desde o garoto vendedor de “balas” até o xerife do bairro. Ninguém o queria por ali. Morro abaixo ele corria. Tropeçava em pedras e paus. Paus esses que eram atirados contra ele pelos seus algozes. A medida que descia ia pensando na cagada grotesca que fez em aparecer por ali naqueles dias.
De repente, dois estampidos... a paz entrou em seu corpo...
Morro abaixo, ele sentiu a vida escapando por entre seus dedos. A sensação de formigamento nas pontas de seus membros lhe trazia a paz. A tão desejada paz que buscava sem parar. Na “bala”, no pó, na erva, no chá. A paz... Lembrou de Gil cantando, “A paz invadiu meu coração. De repente me encheu de paz...”.
Tropeçou mais uma vez e foi de cara ao chão. Nem sentiu dor. Estava feliz com a tão desejada paz. O formigamento já não sentia mais. A dor das escoriações da queda, nem o atormentava. O barato, que havia saboreado a pouco tempo, sumiu. Agora naquele momento só existia a paz.
O melado escorria pelas mãos. O coração que antes acelerado, já não batia freneticamente. O ar estava fresco e livre. A paz o envolvia.
Cinza... tudo cinza... é assim que termina? Perguntou, quiçá obteve resposta. Sem entender mais nada, sorriu mostrando os dentes brancos que neste momento estavam rubros.
O Sol quente, transeuntes para todos os lados e ele ali. Jogado num canto do morro. A vida fugia, mas a paz surgia.
De longe ele observava a cena comovente do moleque que lhe vendia a “bala” acendendo uma vela ao seu lado. Enquanto a maldita joaninha não chegava, ela seria sua guarda.
Virou as costas para a cena e desceu o morro de mãos dadas com a paz.
De repente, dois estampidos... a paz entrou em seu corpo...
Morro abaixo, ele sentiu a vida escapando por entre seus dedos. A sensação de formigamento nas pontas de seus membros lhe trazia a paz. A tão desejada paz que buscava sem parar. Na “bala”, no pó, na erva, no chá. A paz... Lembrou de Gil cantando, “A paz invadiu meu coração. De repente me encheu de paz...”.
Tropeçou mais uma vez e foi de cara ao chão. Nem sentiu dor. Estava feliz com a tão desejada paz. O formigamento já não sentia mais. A dor das escoriações da queda, nem o atormentava. O barato, que havia saboreado a pouco tempo, sumiu. Agora naquele momento só existia a paz.
O melado escorria pelas mãos. O coração que antes acelerado, já não batia freneticamente. O ar estava fresco e livre. A paz o envolvia.
Cinza... tudo cinza... é assim que termina? Perguntou, quiçá obteve resposta. Sem entender mais nada, sorriu mostrando os dentes brancos que neste momento estavam rubros.
O Sol quente, transeuntes para todos os lados e ele ali. Jogado num canto do morro. A vida fugia, mas a paz surgia.
De longe ele observava a cena comovente do moleque que lhe vendia a “bala” acendendo uma vela ao seu lado. Enquanto a maldita joaninha não chegava, ela seria sua guarda.
Virou as costas para a cena e desceu o morro de mãos dadas com a paz.
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ao som da luz
O caminho mostra-se limpo. O sol acalora. A lua desponta no horizonte. E mais uma vez, sigo feliz. A vida se mostra quente, ardente. Possibilidades são apresentadas no doce calor da felicidade. A noite cai e com ela me transformo em mais um. Um dos seus, um dos meus, um da vida.
Aventuro... canso... descanso...
Acordo e, de susto, me vejo fora do eixo a que antes pertencia. Pelo vale da sombra caminho nesse momento. O sol que me iluminava desistiu e se refugiou atrás da lua. Novamente sem luz. Nem dela que em outrora insistia em me iluminar. A dor se espalha na escuridão. O amor desaparece. Caminhos tortuosos são oferecidos e perseguidos.
Corro... morro... sofro... durmo.
Novamente me desperto e sinto a luz a me abraçar. A felicidade desponta como os raios de luzes que me circulam. Neste novo eixo que não sei quem sou, quem é. A forte significância de respirar com a luz em volta me trás vida. Fico forte. Atravesso os portais das dores, dos amores e rompo mais uma vez.
Vida... lida... siga...
Sim, é assim. Vai ser, será! Enquanto tiver forças. Enquanto a luz me ajudar. Do sol ou da lua!
obs.: Texto para ser lido ao som de Villa-Lobos Bachiana No. 5
Aventuro... canso... descanso...
Acordo e, de susto, me vejo fora do eixo a que antes pertencia. Pelo vale da sombra caminho nesse momento. O sol que me iluminava desistiu e se refugiou atrás da lua. Novamente sem luz. Nem dela que em outrora insistia em me iluminar. A dor se espalha na escuridão. O amor desaparece. Caminhos tortuosos são oferecidos e perseguidos.
Corro... morro... sofro... durmo.
Novamente me desperto e sinto a luz a me abraçar. A felicidade desponta como os raios de luzes que me circulam. Neste novo eixo que não sei quem sou, quem é. A forte significância de respirar com a luz em volta me trás vida. Fico forte. Atravesso os portais das dores, dos amores e rompo mais uma vez.
Vida... lida... siga...
Sim, é assim. Vai ser, será! Enquanto tiver forças. Enquanto a luz me ajudar. Do sol ou da lua!
obs.: Texto para ser lido ao som de Villa-Lobos Bachiana No. 5
Marcadores:
Simples escrito
Tristorosa
"Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer
Você, coisa bonita que tenho na vida
Única razão do meu contentamento
Você é luz que brilha no meu firmamento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem com alegria
Luz do dia
Fez folia no meu coração
Quem foi quando
Ao cair a noite vem um bem querer
Desaparece toda a solidão
É bom saber
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
Vai e vem
Vai no vendaval
E vem
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
E vem
E vai
E só vai e vem
Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer"
Fonte: Música: Tristorosa
Autores: Heitor Villa-Lobos (música)
Cacaso (letra)
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer
Você, coisa bonita que tenho na vida
Única razão do meu contentamento
Você é luz que brilha no meu firmamento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem com alegria
Luz do dia
Fez folia no meu coração
Quem foi quando
Ao cair a noite vem um bem querer
Desaparece toda a solidão
É bom saber
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
Vai e vem
Vai no vendaval
E vem
Vai na ventania
Vem num vai-da-valsa
Roda, rodopia num sonho de valsa
Vai na ventania
Vem no vendaval
E vem
E vai
E só vai e vem
Você é a coisa boa que achei na vida
É quando a paixao encontra o pensamento
Você é a eternidade dentro do momento
É quando a canção enlaça o movimento e paira no tempo
Quem devagarinho
Com carinho fez um ninho no meu coração
Quem foi tarde
Quando cai a tarde sempre é bom saber
Que nunca é tarde para a imensidão amanhecer"
Fonte: Música: Tristorosa
Autores: Heitor Villa-Lobos (música)
Cacaso (letra)
Certo?
De certo, ao certo nada mais anda certo. Nem correto, nem errado. Na verdade nem anda, nem fala, nem ama... Nem nada!
Marcadores:
pensamentos
quarta-feira, 3 de março de 2010
Convocação
Meus amigos! Não se assustem! Mas é real, e olha que nem é furgão.
Palestinos ou judeus, brasileiros ou argentinos, atleticanos ou cruzeirenses... não se preocupem com o que vou lhes dizer, mas existe uma única e estúpida verdade. Sim, única! Claro que é estúpida!
Estamos todos nós, não escapa ninguém, caminhando para a Merda.
Sim Merda, com EME maiúsculo e tudo.
Não vá achando que é merda de teatro, porque não é. É merda de fedorento mesmo. Coisa suja. Trem que não vai dar em nada. Aliás, me desculpem, vai dar sim! Vai dar em merda! Opa, mil perdões, é com EME maiúsculo, logo, vai dar em Merda!
O mundo está caminhando para uma profunda e gigantesca Merda.
Não se preocupem, como sou brasileiro nascido na época da ditadura, sei bem o que é viver na merda (esta é com eme minúsculo). E sobrevivi a algumas coisas: Elizeu Resende candidato a governador. Sarney virando presidente da república, Menudos, Dominó e até Xuxa! E tinha também aquele conjunto de “homens” de leque, que graças a Ele, não me lembro o nome.
Faça o que você quiser, tente acertar da maneira que for, mas no final estaremos sempre na Merda.
Não me venha com take easy baby, porque não vai adiantar. Eu sei, eu sinto, eu percebo... a Merda está solta. E nós não temos detergente o bastante no mundo para limparmos tal Merda.
Juntemos todos! Independente da raça, do credo, do time, do sexo. E juntos andaremos de mãos dadas para a Merda. (com EME maiúsculo e ponto final)
Palestinos ou judeus, brasileiros ou argentinos, atleticanos ou cruzeirenses... não se preocupem com o que vou lhes dizer, mas existe uma única e estúpida verdade. Sim, única! Claro que é estúpida!
Estamos todos nós, não escapa ninguém, caminhando para a Merda.
Sim Merda, com EME maiúsculo e tudo.
Não vá achando que é merda de teatro, porque não é. É merda de fedorento mesmo. Coisa suja. Trem que não vai dar em nada. Aliás, me desculpem, vai dar sim! Vai dar em merda! Opa, mil perdões, é com EME maiúsculo, logo, vai dar em Merda!
O mundo está caminhando para uma profunda e gigantesca Merda.
Não se preocupem, como sou brasileiro nascido na época da ditadura, sei bem o que é viver na merda (esta é com eme minúsculo). E sobrevivi a algumas coisas: Elizeu Resende candidato a governador. Sarney virando presidente da república, Menudos, Dominó e até Xuxa! E tinha também aquele conjunto de “homens” de leque, que graças a Ele, não me lembro o nome.
Faça o que você quiser, tente acertar da maneira que for, mas no final estaremos sempre na Merda.
Não me venha com take easy baby, porque não vai adiantar. Eu sei, eu sinto, eu percebo... a Merda está solta. E nós não temos detergente o bastante no mundo para limparmos tal Merda.
Juntemos todos! Independente da raça, do credo, do time, do sexo. E juntos andaremos de mãos dadas para a Merda. (com EME maiúsculo e ponto final)
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 2 de março de 2010
Viva vivida
O dia nasceu com o céu azul, porém, devido ao mal tempo não consigo sentir a luz. Está tudo cinza, tempo feio, manhã chuvosa, ralo entupido.
O brinquedo estragado, tempo parco, o leite fervendo e o pão findado servem para atrapalhar mais uma manhã.
A porta emperrada, o sabão largado no reservatório, o carro grande na vaga ao lado, a chuva caindo, a pedra quebrada e o rádio atrasado me mostram que o dia vai começar frio e gris como a manhã se mostrou logo na alvorada.
Trânsito danado, sinal fechado, carro estragado, via alagada, gente colada... não somos culpados, apenas vivemos a vida fornecida.
O dia cinza, a manhã estragada, a vida vivida.
O brinquedo estragado, tempo parco, o leite fervendo e o pão findado servem para atrapalhar mais uma manhã.
A porta emperrada, o sabão largado no reservatório, o carro grande na vaga ao lado, a chuva caindo, a pedra quebrada e o rádio atrasado me mostram que o dia vai começar frio e gris como a manhã se mostrou logo na alvorada.
Trânsito danado, sinal fechado, carro estragado, via alagada, gente colada... não somos culpados, apenas vivemos a vida fornecida.
O dia cinza, a manhã estragada, a vida vivida.
Marcadores:
Simples escrito
segunda-feira, 1 de março de 2010
Palavras
Se todas as belas palavras foram ditas,
Se as expressões chulas foram esquecidas,
O quê nos resta agora?
Se as expressões chulas foram esquecidas,
O quê nos resta agora?
Zelos e erros
Seus olhos negros,
Minha boca carnuda,
Suas orelhas grandes.
Meus pelos,
Seus zelos,
Meus erros.
Minha boca carnuda,
Suas orelhas grandes.
Meus pelos,
Seus zelos,
Meus erros.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Nada é nada
Nem tudo na vida é festa,
Nem tudo na vida é tristeza,
Nem tudo na vida e rock-in-roll,
Nem tudo é Santa Tereza.
A chuva que cai lá fora me encanta,
A flor que nasce me encanta,
A cor da dor acalanta,
Já a morte...
Não se enfeite,
Não aceite,
Somos assim...
Nem tudo na vida é tristeza,
Nem tudo na vida e rock-in-roll,
Nem tudo é Santa Tereza.
A chuva que cai lá fora me encanta,
A flor que nasce me encanta,
A cor da dor acalanta,
Já a morte...
Não se enfeite,
Não aceite,
Somos assim...
Marcadores:
Simples escrito
Vale o quanto pesa
Quem sabe o que vale, sabe o peso do valor.
Quem sabe o que pesa, sabe o valor do vale que carrega na dor.
Eu já não sei mais nada. Se há nata na leiteira, se há ovo na geladeira.
A paz que antes me seguia, resolveu sumir no mundo. Mundo imundo. Paz alada.
Unicórnios correm pelo jardim do espaço e cavalos alados não acreditam em nada do que contamos a eles.
Elefantes rosa, borboletas azuis, esperança roubada, carne navalhada.
Pago, tântrico, hispânico, grátis, casual!
Não importa cada um sabe o que vale, cada um sabe o peso do valor.
Quem sabe o que pesa, sabe o valor do vale que carrega na dor.
Eu já não sei mais nada. Se há nata na leiteira, se há ovo na geladeira.
A paz que antes me seguia, resolveu sumir no mundo. Mundo imundo. Paz alada.
Unicórnios correm pelo jardim do espaço e cavalos alados não acreditam em nada do que contamos a eles.
Elefantes rosa, borboletas azuis, esperança roubada, carne navalhada.
Pago, tântrico, hispânico, grátis, casual!
Não importa cada um sabe o que vale, cada um sabe o peso do valor.
Marcadores:
Simples escrito
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Tem colírio aí pra me emprestar?
Com o olho doendo, coluna estragada, as unhas das mãos enormes, chulé no pé e ainda com prazo a cumprir... fico aqui nesta cadeira maldita que me proporciona grandes desilusões trabalhistas.
Tento ficar alegre, mas o olho dói... o esquerdo sabe? Será que é conjuntivite? Ou apenas aquela trave no olho que fala na bíblia? Não sei mesmo... mas que tá doendo está.
E a coluna? Queria ter nascido invertebrado! Sério, imagina se nós seres humanos de pessoas viventes que somos, tivéssemos a grande sorte de nascer sem coluna vertebral! Fino não? Nada de hérnia de disco, bico de papagaio e outras doenças de coluna que não me lembro.
Neste momento que to escrevendo, ponho a mão nas costas, fecho o olho esquerdo e forço um sorriso no rosto. Difícil esta vida...
Tem colírio aí pra me emprestar?
Tento ficar alegre, mas o olho dói... o esquerdo sabe? Será que é conjuntivite? Ou apenas aquela trave no olho que fala na bíblia? Não sei mesmo... mas que tá doendo está.
E a coluna? Queria ter nascido invertebrado! Sério, imagina se nós seres humanos de pessoas viventes que somos, tivéssemos a grande sorte de nascer sem coluna vertebral! Fino não? Nada de hérnia de disco, bico de papagaio e outras doenças de coluna que não me lembro.
Neste momento que to escrevendo, ponho a mão nas costas, fecho o olho esquerdo e forço um sorriso no rosto. Difícil esta vida...
Tem colírio aí pra me emprestar?
Marcadores:
É sexta
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Procura-se apaixonadamente
Eu sei! Eu preciso! Ai Jesus, como eu necessito!
Ainda mais do jeito que ando trabalhando por estes meses, está difícil! Vou à noite pra cama sonhando com eles. Acordo sonhando com eles.
Tenho um tema de textos que se chama “De BH a Betim”, e confesso a você meu nobre amigo, nestes últimos tempos venho para Betim, a cidade onde a escravatura ainda não foi abolida, e pelo caminho, não paro de pensar neles nem um minuto. Como eles são charmosos! Vistosos! Maravilhosos! Diria que até garbosos!
Fico imaginando cada um em minhas mãos! Seria lindo! Mágico! Nem um pouco trágico!
Minha vida iria mudar com eles. Seria sempre feliz, rindo de um canto ao outro da orelha, viajaria quase sempre. Eles sim mudariam minha vida.
Caso você saiba onde eles estão ou até mesmo quais são os seus nomes verdadeiros, deixa um comentário. Garanto que eu e minha família ficaremos muitos felizes! De coração, pensa na gente. Em nós. Eu vou até compartilhar esta alegria com o mundo.
Em suma... ajude-me a encontrá-los! Serei eternamente grato!
Ah! Quem são eles?, simples... estou falando dos seis números da mega sena deste final de semana. Se souber os números exatos me ajude!
Ainda mais do jeito que ando trabalhando por estes meses, está difícil! Vou à noite pra cama sonhando com eles. Acordo sonhando com eles.
Tenho um tema de textos que se chama “De BH a Betim”, e confesso a você meu nobre amigo, nestes últimos tempos venho para Betim, a cidade onde a escravatura ainda não foi abolida, e pelo caminho, não paro de pensar neles nem um minuto. Como eles são charmosos! Vistosos! Maravilhosos! Diria que até garbosos!
Fico imaginando cada um em minhas mãos! Seria lindo! Mágico! Nem um pouco trágico!
Minha vida iria mudar com eles. Seria sempre feliz, rindo de um canto ao outro da orelha, viajaria quase sempre. Eles sim mudariam minha vida.
Caso você saiba onde eles estão ou até mesmo quais são os seus nomes verdadeiros, deixa um comentário. Garanto que eu e minha família ficaremos muitos felizes! De coração, pensa na gente. Em nós. Eu vou até compartilhar esta alegria com o mundo.
Em suma... ajude-me a encontrá-los! Serei eternamente grato!
Ah! Quem são eles?, simples... estou falando dos seis números da mega sena deste final de semana. Se souber os números exatos me ajude!
Marcadores:
Simples escrito
Ação e reação
A ação e a reação me afetam de maneira cortante. O aço da lâmina corta minha carne rente aos ossos que compõe o meu esqueleto do tempo. Como ação, abro o coração pulsante e ignorante da dor que um dia irá sentir, quando tu, se despedir. Como reação, sinto mais uma vez o ar faltar em meus pulmões e num instante de lucidez, resolvo levantar a cabeça de dentro da privada maldita que vive entupida com minhas canções fétidas de amores... dores... calores... rumores...
Não sei se estes momentos normalmente ocorrem no outono, ou será inverno, verão? Vá saber... o certo que a ação de te amar começou naquele exato momento em que nossos olhos se encontraram. Lembra o dia? A noite? A exata hora? Lógico que não, ninguém lembra, ninguém da valor, ninguém... ninguém...
Subo no alto do morro e vejo a vida, a lida, a tão sofrida margarida.
Chega de apelos, de ação e reação. Siga agora! Comigo, lado a lado. Passo a passo.
Sejamos felizes neste curto momento de vida e despudor. Respire, grite, ame, transe, trepe, negue.
“Diga que já não me quer... negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada...”
Ação e reação... Escolho viver!
Não sei se estes momentos normalmente ocorrem no outono, ou será inverno, verão? Vá saber... o certo que a ação de te amar começou naquele exato momento em que nossos olhos se encontraram. Lembra o dia? A noite? A exata hora? Lógico que não, ninguém lembra, ninguém da valor, ninguém... ninguém...
Subo no alto do morro e vejo a vida, a lida, a tão sofrida margarida.
Chega de apelos, de ação e reação. Siga agora! Comigo, lado a lado. Passo a passo.
Sejamos felizes neste curto momento de vida e despudor. Respire, grite, ame, transe, trepe, negue.
“Diga que já não me quer... negue que me pertenceu, que eu mostro a boca molhada e ainda marcada...”
Ação e reação... Escolho viver!
Marcadores:
Simples escrito
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!
Sem dramas, sem tramas, sem melodramas e sem manhas!
Por mais que vocês queiram, por mais que eu queira, por mais que todos queiram! É impossível, vivemos de dramas. Emaranhados nas tramas das pessoas que fazem melodramas por serem cheias de manhas. E assim, nos ferem as entranhas.
É trágico, mágico, enigmático!
Sei o quê parece ser. Mas ao mesmo tempo nem é o que é! No rosto afrodisíaco desta mulher...
Pare de devaneios, de rodeios, de sorver meus seios. Tudo é um set.
Comecem! Agora! Neste exato e medíocre momento. Afinal... temos que filmar.
Por mais que vocês queiram, por mais que eu queira, por mais que todos queiram! É impossível, vivemos de dramas. Emaranhados nas tramas das pessoas que fazem melodramas por serem cheias de manhas. E assim, nos ferem as entranhas.
É trágico, mágico, enigmático!
Sei o quê parece ser. Mas ao mesmo tempo nem é o que é! No rosto afrodisíaco desta mulher...
Pare de devaneios, de rodeios, de sorver meus seios. Tudo é um set.
Comecem! Agora! Neste exato e medíocre momento. Afinal... temos que filmar.
Marcadores:
No divã
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Um ano sem
Sigo por aqui. Saudades tenho do jacu no quintal, dos meninos correndo pela área afora, das manhãs chuvosas, do cheiro da grama molhada, do barro amassado e repassado por eles na varanda, dos sonhos roubados e assassinados. Assassinatos que foram iniciados naquela primeira quinta-feira e finalmente aniquilados naquela próxima terça-feira. Os dois dias chuvosos!, talvez, Ele estivesse chorando pela sorte que eu estava tendo naqueles dias.
As crianças foram levadas para outro lado do pátio, deixando para trás a companheira inseparável e mais amável. Não tiveram escolha, o ladrão de sonhos chegou e apoderou-se dos seus últimos instantes de felicidade, deixando para nós, que ficamos vivendo o pesadelo da perda, a dor e a saudade amargurada daquelas manhãs, das algazarras, da cabecinha pela tela protetora, do arame sendo retocado a cada tentativa triunfante de um pouco mais de liberdade.
As crianças foram levadas para outro lado do pátio, deixando para trás a companheira inseparável e mais amável. Não tiveram escolha, o ladrão de sonhos chegou e apoderou-se dos seus últimos instantes de felicidade, deixando para nós, que ficamos vivendo o pesadelo da perda, a dor e a saudade amargurada daquelas manhãs, das algazarras, da cabecinha pela tela protetora, do arame sendo retocado a cada tentativa triunfante de um pouco mais de liberdade.A companheira amável vive triste esperando que um dia, quem sabe, seus amigos pretos e brancos reapareçam para brincar pelo pátio. Novamente algazarras pelo quintal, o barro sendo amassado e espalhado pela varanda. Mas desta vez não quer mais a tela protetora. Infelizmente não compartilho da inocência de criança que ainda não conhece a dor do roubo de sonhos. Sei que no outro pátio ficam correndo e aproveitando o afeto que Ele pode proporcionar. Afeto maior e mais amoroso que o nosso.
Há um ano...
Marcadores:
Saudades
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Terra de montanha
"Ê Terra de Montanha
Ê Terra de Montanha
Viva a Terra de Montanha
Viva o Jequitinhonha
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Eu vi
A Serra do Curral
Descendo a serra
Dentro de um caminhão"
Fonte: Música: Terra de Montanha
Autor: Maurício Tizumba
Ê Terra de Montanha
Viva a Terra de Montanha
Viva o Jequitinhonha
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Ai, ai, meu Deus do céu
Tão cavucando
O pé do Morro do Chapéu
Eu vi
A Serra do Curral
Descendo a serra
Dentro de um caminhão"
Fonte: Música: Terra de Montanha
Autor: Maurício Tizumba
Marcadores:
Realidade
Para o alto e avante
Apesar de todos os problemas existentes na face do universo, existe ou vemos uma luz no fim do túnel. E com certeza não é a locomotiva que está vindo ao nosso encontro, afinal, a rede ferroviária brasileira praticamente não existe. Somente aquele trem de carga que vive passando perto do meu quadrado que insiste em me acordar de quando em vez.
O certo que mesmo errado, vamos conseguir. Seremos vencedores e súditos do rei. Ou seremos os reis da senzala que irá ser construída em momento próximo?
Que seja o que for!, vai dar certo!
Não sou super-homem, porém, para o alto e avante!
O certo que mesmo errado, vamos conseguir. Seremos vencedores e súditos do rei. Ou seremos os reis da senzala que irá ser construída em momento próximo?
Que seja o que for!, vai dar certo!
Não sou super-homem, porém, para o alto e avante!
Marcadores:
No divã
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A ponta da ponta que aponta
Estava ali, assentado no cantinho da sala. Esperando que cada dedinho meu fosse mais uma vez em que você iria aparecer e me fazer feliz.
A porta abre, a porta fecha e nada... angustiado com meu próprio caos, continuei olhando para os dedos das minhas mãos. São interessantes, nada tão lindo como o dedo da mão de Vênus, mas estão lá. Cinco em cada mão. Pena que faltam um em cada pé, ou deveria pensar que tenho dois dedos mais largos que a maioria das pessoas? Fuedas o dedo é meu e o pé também, logo, ema... ema... ema cada dedo com o seu problema.
Melhor esquecer esta questão dos dedos e focar em você! Você!
A dor que me aperta o coração machuca como uma ponta da faca que neste exato momento esta apontado para a ponta do meu nariz.
Ponta da faca na ponta do nariz que aponta pra ponta dos dedos, colados ou separados, mas são pontas que apontam pra faca que fica apontada para a ponta do meu nariz.
A faca é a merda da porta que abre e fecha, onde fico levemente escorado atrás esperando você. E novamente sem querer volto a falar de você.
Começo a desconfiar que a ponta de tudo nesta minha vida despontada é você.
Então já que foi apontada esta nossa conclusão, venha ser a ponta do iceberg que sou. Seja a ponta da minha vida, da minha existência, do meu viver.
Seja você comigo para que juntos possamos apontar pro horizonte do nosso vale e digamos a todos...
Somos nós!
Nós dedos colados que apontam para a ponta do teu peito que vivo a me aquecer e esquecer dos desapontamentos que tive nestes anos que fiquei sendo apontado como um.
Afinal , agora eu aponto pra você e você aponta para mim.
A porta abre, a porta fecha e nada... angustiado com meu próprio caos, continuei olhando para os dedos das minhas mãos. São interessantes, nada tão lindo como o dedo da mão de Vênus, mas estão lá. Cinco em cada mão. Pena que faltam um em cada pé, ou deveria pensar que tenho dois dedos mais largos que a maioria das pessoas? Fuedas o dedo é meu e o pé também, logo, ema... ema... ema cada dedo com o seu problema.
Melhor esquecer esta questão dos dedos e focar em você! Você!
A dor que me aperta o coração machuca como uma ponta da faca que neste exato momento esta apontado para a ponta do meu nariz.
Ponta da faca na ponta do nariz que aponta pra ponta dos dedos, colados ou separados, mas são pontas que apontam pra faca que fica apontada para a ponta do meu nariz.
A faca é a merda da porta que abre e fecha, onde fico levemente escorado atrás esperando você. E novamente sem querer volto a falar de você.
Começo a desconfiar que a ponta de tudo nesta minha vida despontada é você.
Então já que foi apontada esta nossa conclusão, venha ser a ponta do iceberg que sou. Seja a ponta da minha vida, da minha existência, do meu viver.
Seja você comigo para que juntos possamos apontar pro horizonte do nosso vale e digamos a todos...
Somos nós!
Nós dedos colados que apontam para a ponta do teu peito que vivo a me aquecer e esquecer dos desapontamentos que tive nestes anos que fiquei sendo apontado como um.
Afinal , agora eu aponto pra você e você aponta para mim.
Marcadores:
Simples escrito
O país do futuro
"Aqui não tem problema, só se você quiser
Este é o país do futuro, tenha esperança e fé
Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio
Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de sócio
Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho
A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho
Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça
Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
E vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
No peito um crachá, na boca um sanduiche misto
Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo
Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado
Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado
Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado
Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado
Se você não me respeita, vou radicalizar
Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
Estamos outra vez no fundo do buraco
Você não tem vergonha e eu já não tenho saco...
' É Molengueira, os "bandido" tão atirando
pra tudo que é lado meu irmão...
sai de baixo...
Mas minha conta na Suíça tá uma beleza...
tá engordando.... há, há' "
Fonte: Música: O País do futuro
Autor: Camisa de Vênus
Este é o país do futuro, tenha esperança e fé
Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio
Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de sócio
Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho
A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho
Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça
Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
E vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
No peito um crachá, na boca um sanduiche misto
Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo
Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado
Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado
Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado
Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado
Se você não me respeita, vou radicalizar
Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar
Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco
Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco
Estamos outra vez no fundo do buraco
Você não tem vergonha e eu já não tenho saco...
' É Molengueira, os "bandido" tão atirando
pra tudo que é lado meu irmão...
sai de baixo...
Mas minha conta na Suíça tá uma beleza...
tá engordando.... há, há' "
Fonte: Música: O País do futuro
Autor: Camisa de Vênus
Marcadores:
pensamentos
Afinal o mundo prossegue
Afinal, o mundo prossegue. Nada parou porque, eu ou você, deixamos de jogar bolinhas de gude. Ele vai seguindo.
Crescemos muito nestes últimos trinta e seis anos. Responsas foram jogadas em nossas costas, a felicidade gratuita foi furtada e agora só nos resta o tal do comprometimento.
É eu sei, a vida é assim baby, mas paciência. Será que não conseguimos unir o útil ao agradável? Eu você nós dois num elevador subindo e descendo!?
Neste dia em que sempre rendo homenagens a ele, acordei azedo! Briguei com ela. Logo ela... que está sempre pronta a dar carinho. Mas briguei e pronto, afinal ela tem aprontado muito. Porém, antes de sair de casa, conversamos e ficamos de bem! Na verdade, mais ou menos de bem, ela aprontou novamente.
O mundo gira! A gratuidade da felicidade agora é cobrada! O stress me consome, tanto quanto o Geraldin consome o diesel que o alimenta.
Rezo pelas 17:30, e mais tarde rezarei pelas 19:00, neste horário estarei livre do trânsito.
Ela vai continuar em casa me esperando. E eu continuarei com ela ao meu lado. Com stress ou sem stress. Afinal o mundo prossegue, e eu tenho que labutar.
Crescemos muito nestes últimos trinta e seis anos. Responsas foram jogadas em nossas costas, a felicidade gratuita foi furtada e agora só nos resta o tal do comprometimento.
É eu sei, a vida é assim baby, mas paciência. Será que não conseguimos unir o útil ao agradável? Eu você nós dois num elevador subindo e descendo!?
Neste dia em que sempre rendo homenagens a ele, acordei azedo! Briguei com ela. Logo ela... que está sempre pronta a dar carinho. Mas briguei e pronto, afinal ela tem aprontado muito. Porém, antes de sair de casa, conversamos e ficamos de bem! Na verdade, mais ou menos de bem, ela aprontou novamente.
O mundo gira! A gratuidade da felicidade agora é cobrada! O stress me consome, tanto quanto o Geraldin consome o diesel que o alimenta.
Rezo pelas 17:30, e mais tarde rezarei pelas 19:00, neste horário estarei livre do trânsito.
Ela vai continuar em casa me esperando. E eu continuarei com ela ao meu lado. Com stress ou sem stress. Afinal o mundo prossegue, e eu tenho que labutar.
Marcadores:
Simples escrito
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
E aí meu irmão?
Esta noite não sei mais o que mais me agrada... um baile japonês ou uma cara de tarado.
É carnaval... festa pagã... e daí? Se eu sou cristão???!!!, ao certo mesmo não sei. Não quero saber e como diria meus amigos de infância, e tenho raiva de quem sabe.
Se a festa é pagã ou não, pouco me importa. O que me importa é a minha conciência comigo, consigo e até mesmo convosco. Em síntese, vivemos numa mesma porra!
Mas a bem da verdade quero dizer que, o mundo louco, a vida doida, o sexo solto e eu louco!, não temos nada a ver, com tudo isto que se passa contigo, comigo, conosco e até convosco que nem sei ao certo quem é.
Queria que o mundo fosse rosa, tosco, louco... mas não é assim. O mundo não é assim...
Pacênca, que eu posso fazer? Que eu posso sentir? O que eu posso... sempre o que eu posso!?
Não sei mais... não quero mais... nem estas malditas reticências que se preocupam em me seguir e eu a segui-las, não quero mais, não a quero, não quero mais nada.
A dor, a única e maldita dor! Pouco me importa onde estava, com quem estava e porque estava. Não quero mais, nem um pouco, nem um minuto, nem um nada.
Apenas não quero mais!
Viu como elas pararam de me perseguir? Linguiça, eloquente e aí vai. Trema o caralho... se eu mesmo não temo! Ou seria tremo? Fodas, pouco me imprta.
E você não vem, de forma alguma, de maneira nenhuma, e nem que a vaca tulsa.
Sigo, sofro... não sei mais. Tudo louco de novo... e nem é novo.
E quem se importa? Você?? Duvido... vá saber!
É carnaval... festa pagã... e daí? Se eu sou cristão???!!!, ao certo mesmo não sei. Não quero saber e como diria meus amigos de infância, e tenho raiva de quem sabe.
Se a festa é pagã ou não, pouco me importa. O que me importa é a minha conciência comigo, consigo e até mesmo convosco. Em síntese, vivemos numa mesma porra!
Mas a bem da verdade quero dizer que, o mundo louco, a vida doida, o sexo solto e eu louco!, não temos nada a ver, com tudo isto que se passa contigo, comigo, conosco e até convosco que nem sei ao certo quem é.
Queria que o mundo fosse rosa, tosco, louco... mas não é assim. O mundo não é assim...
Pacênca, que eu posso fazer? Que eu posso sentir? O que eu posso... sempre o que eu posso!?
Não sei mais... não quero mais... nem estas malditas reticências que se preocupam em me seguir e eu a segui-las, não quero mais, não a quero, não quero mais nada.
A dor, a única e maldita dor! Pouco me importa onde estava, com quem estava e porque estava. Não quero mais, nem um pouco, nem um minuto, nem um nada.
Apenas não quero mais!
Viu como elas pararam de me perseguir? Linguiça, eloquente e aí vai. Trema o caralho... se eu mesmo não temo! Ou seria tremo? Fodas, pouco me imprta.
E você não vem, de forma alguma, de maneira nenhuma, e nem que a vaca tulsa.
Sigo, sofro... não sei mais. Tudo louco de novo... e nem é novo.
E quem se importa? Você?? Duvido... vá saber!
Marcadores:
Simples escrito
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Não Vendo Nem Troco
Olha que pedaço É pra sonhar!
Que coisa mais bonita,
Que belo animal
Você está querendo se
Engraçar
Não é pra vender,
Nem é pra trocar
Olha que molejo que ela tem
Beleza sem igual
Que graça tem também
Ela é formosa,
Sei muito bem,
Por isso que ela é minha,
Não divido com ninguém
É meu xodó,
É meus amô
Ela me acompanha
Pelos canto adonde eu vou
É companhia de qualidade
É de confiança e tranquilidade
Tenha mais vergonha
Tenha mais respeito
Ela não se engraça
Com qualquer sujeito
Mas com esse molejo,
Com esse tempero
Você não compra nunca
Guarde seu dinheiro
Mas é que ela é cobiçada
Em todo esse sertão
Essa véia é minha
E eu não troco não
Essa véia é minha vida,
Vendo não senhor!
Essa égua eu não vendo,
Não troco, nem dô
Fonte: Música: Não Vendo Nem Troco
Composição: Gonzagão e Gonzaguinha
Marcadores:
Saudades
Eu e Ele... Ele e eu
Normalmente sinto falta Dele em minha vida. Mas aí é fácil, fecho os olhos, respiro profundamente, penso Nele e novamente sinto a sua presença ao meu lado.
Às vezes antes de dormir penso Nele. E mais uma vez refaço este tão surpreendente ritual: Fechar os olhos, respirar profundamente, pensar Nele, conversar com Ele e com a mãe Dele.
Depois disto a noite segue tranqüila... sólida... feliz!
Sozinho ou não, Ele esta sempre ao meu lado.
Logo se ele está ao meu lado, não estou sozinho.
Nas quartas-feiras, reservo minha noite á Ele. Faço de coração livre, sem pressa. Naquele momento sou totalmente Dele. E aí sim, volto a ficar mais leve, feliz, vivo!
Esta é a minha vida com Ele.
Eu e o meu Sagrado! Eu e meu Pai! Eu e meu Orixá! Eu e meu Deus!
Ele e eu!
Às vezes antes de dormir penso Nele. E mais uma vez refaço este tão surpreendente ritual: Fechar os olhos, respirar profundamente, pensar Nele, conversar com Ele e com a mãe Dele.
Depois disto a noite segue tranqüila... sólida... feliz!
Sozinho ou não, Ele esta sempre ao meu lado.
Logo se ele está ao meu lado, não estou sozinho.
Nas quartas-feiras, reservo minha noite á Ele. Faço de coração livre, sem pressa. Naquele momento sou totalmente Dele. E aí sim, volto a ficar mais leve, feliz, vivo!
Esta é a minha vida com Ele.
Eu e o meu Sagrado! Eu e meu Pai! Eu e meu Orixá! Eu e meu Deus!
Ele e eu!
Marcadores:
Simples escrito
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Cansado
Eu estou cansado...
Cansado do dia, da noite e às vezes até do amanhecer. O peso deste tão obeso mundo me esmaga deixando-me mais cansado ainda. Me arrasto pelo chão deste lugar a procura de um pouco de alívio. E como já era esperado, não o obtenho. Respiro profundamente e tento um respaldo pelo ar. E novamente não sou agraciado.
Cansado... sinto-me cansado...
Exaurido de minhas forças mais íntimas, sem a luz que antes brilhava em meus olhos, com a falta da energia que fazia com que conseguisse girar um pouco do mundo em minha volta. Vou rastejando entre os transeuntes deste mundo cão.
Cansado... sinto-me cansado.
Cansado do dia, da noite e às vezes até do amanhecer. O peso deste tão obeso mundo me esmaga deixando-me mais cansado ainda. Me arrasto pelo chão deste lugar a procura de um pouco de alívio. E como já era esperado, não o obtenho. Respiro profundamente e tento um respaldo pelo ar. E novamente não sou agraciado.
Cansado... sinto-me cansado...
Exaurido de minhas forças mais íntimas, sem a luz que antes brilhava em meus olhos, com a falta da energia que fazia com que conseguisse girar um pouco do mundo em minha volta. Vou rastejando entre os transeuntes deste mundo cão.
Cansado... sinto-me cansado.
Marcadores:
Simples escrito
Crescente opção de amar
Com tudo pronto, coloquei-me de frente a porta. Abro ou não abro? Decisão simples que naquele exato momento poderia mudar toda a minha vida.
Certa vez pensei que nunca mais iria deixar algo me arrebatar desta maneira. Viver é fácil, morrer mais ainda, como diz um amigo nosso, “Até quem nunca morreu, agora está morrendo”. Mas amar... e viver o amor é algo difícil, diria até que seria impossível. Sim impossível!, para nós seres humanos que somos. Egoístas de natureza. Não concorda? Pare e pense por alguns minutos e me diga: Somos ou não somos? Claro que somos.
Mas estava ali, frente à porta, com a mão na maçaneta, prestes a decidir o meu futuro, viu como somos egoístas? O meu futuro.
Ela, que não é egoísta, já pulava dentro da sala, demonstrando a alegria que a invadia já antes de abrir a porta.
Se abrisse me entregaria em seus braços e a deixaria entrar em meu corpo tosco, ainda coberto pelos trapos de egoísmo que me cobriam. Nu ficaria sempre em meu quadrado preferido. Todas as noites, todos os dias, todos os anos que ainda me restavam.
Se não abrisse, ficaria chocho. Sem graça. Um egoísta em extrema exatidão.
Dúvidas cruéis.
Mas uma coisa é certa, não desistiria ou ao menos não pronunciaria que desistiria depois de abrir a porta e me entregar aos seus braços. Mesmo se por algum momento tenha sentido algo que não tenha acontecido.
Eu não largo, eu não desisto, eu não paro.
Por isto a indecisão de abrir a porta ou não.
Mas o desejo de amá-la era crescente e pela minha experiência de pessoa vivente, de ser vivo que sou, necessitava dela ao meu lado. Sempre, pra sempre. Com planos, sem planos. Com panos ou sem panos.
Com jeito, giro a maçaneta e deixo o raio de luz, oriundo do teu sorriso, iluminar todo o meu habitat. Ela já não parava de pular e dançar para a luz que adentrava.
Optei, vou amar. Vou viver. Vou sofrer.
Mas serei seu, unicamente seu.
Certa vez pensei que nunca mais iria deixar algo me arrebatar desta maneira. Viver é fácil, morrer mais ainda, como diz um amigo nosso, “Até quem nunca morreu, agora está morrendo”. Mas amar... e viver o amor é algo difícil, diria até que seria impossível. Sim impossível!, para nós seres humanos que somos. Egoístas de natureza. Não concorda? Pare e pense por alguns minutos e me diga: Somos ou não somos? Claro que somos.
Mas estava ali, frente à porta, com a mão na maçaneta, prestes a decidir o meu futuro, viu como somos egoístas? O meu futuro.
Ela, que não é egoísta, já pulava dentro da sala, demonstrando a alegria que a invadia já antes de abrir a porta.
Se abrisse me entregaria em seus braços e a deixaria entrar em meu corpo tosco, ainda coberto pelos trapos de egoísmo que me cobriam. Nu ficaria sempre em meu quadrado preferido. Todas as noites, todos os dias, todos os anos que ainda me restavam.
Se não abrisse, ficaria chocho. Sem graça. Um egoísta em extrema exatidão.
Dúvidas cruéis.
Mas uma coisa é certa, não desistiria ou ao menos não pronunciaria que desistiria depois de abrir a porta e me entregar aos seus braços. Mesmo se por algum momento tenha sentido algo que não tenha acontecido.
Eu não largo, eu não desisto, eu não paro.
Por isto a indecisão de abrir a porta ou não.
Mas o desejo de amá-la era crescente e pela minha experiência de pessoa vivente, de ser vivo que sou, necessitava dela ao meu lado. Sempre, pra sempre. Com planos, sem planos. Com panos ou sem panos.
Com jeito, giro a maçaneta e deixo o raio de luz, oriundo do teu sorriso, iluminar todo o meu habitat. Ela já não parava de pular e dançar para a luz que adentrava.
Optei, vou amar. Vou viver. Vou sofrer.
Mas serei seu, unicamente seu.
Marcadores:
Crônicas
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
300 ml de malte e lúpulos
Ela nasceu!
Cinzenta, marrenta e vem forte que até me arrebenta.
Começa assim... pressão em cima de pressão. Resultado cobrado, resultado mostrado.
No caminho até aqui, demonstra que vai ser tão quente, mas no final ela vai me recompensar.
Com um belo e saboroso 300 ml de malte e lúpulos, alguns pedaços de frangos, beijos e abraços.
E vai findar quando estiver ao seu lado, enamorado. Com ela a me iluminar no meu quadrado preferido.
Morrerá e ressurgirá novamente daqui sete dias.
Cinzenta, marrenta e vem forte que até me arrebenta.
Começa assim... pressão em cima de pressão. Resultado cobrado, resultado mostrado.
No caminho até aqui, demonstra que vai ser tão quente, mas no final ela vai me recompensar.
Com um belo e saboroso 300 ml de malte e lúpulos, alguns pedaços de frangos, beijos e abraços.
E vai findar quando estiver ao seu lado, enamorado. Com ela a me iluminar no meu quadrado preferido.
Morrerá e ressurgirá novamente daqui sete dias.
Marcadores:
É sexta
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O que tenho que fazer
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
É certo,
É claro,
É honesto,
É raro!
Na verdade nada mais importa,
Desde aquele dia que fiquei a porta,
Esperando o resto do amor,
Que insistia em me levar dor.
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
Definitivamente... eu vivo pra você!
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
É certo,
É claro,
É honesto,
É raro!
Na verdade nada mais importa,
Desde aquele dia que fiquei a porta,
Esperando o resto do amor,
Que insistia em me levar dor.
O que tenho que fazer,
Pra você compreender?
O que tenho que fazer,
Pra você saber?
Definitivamente... eu vivo pra você!
Marcadores:
pensamentos
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Os elefantes do jardim
Além de ti e dos elefantes que passeiam no jardim no prédio onde decidi ser prisioneiro da minha própria vida nada mais se movimenta em prol de uma vida magnânima onde todos poderão usufruir de amores sabores odores clamores.
Eles são rosa como as rosas que um dia terei naquele jardim onde realmente serei amigo do rei elas ficaram lá expostas perfumando mais o ar onde ao anoitecer as damas da noite bailarão ao sabor da pequena brisa.
A porta da varanda estará sempre aberta onde este perfume maravilhoso de natureza nos fará ter várias noites de extremo prazer de vida humana que nós pessoas viventes enquanto seres vivos que somos desfrutaremos da porta entre o escritório e o quarto onde a luz do luar entrará sem se preocupar com a persiana maldita que às vezes expele visita certa esperada amada.
Honestamente não vejo à hora desses elefantes mudarem e passarem a viver como o rei deseja ela também irá e junto com Ernesto correrá entre as patas loucas rosas dos nossos amigos antigos em breve todos estarão vivendo como pessoas da alta corte do país que sonhamos sempre e unicamente legal.
Sei que algo brota por aqui mesmo estando você por aí quem sabe Clarice brinca com Caetano aos olhos fraternos e amáveis de Vicente nada mais acabará de forma imprevista violenta inescrupulenta estaremos juntos pro inicio meio e recomeço.
Eu você eles nós... sempre e sempre nós!
Eles são rosa como as rosas que um dia terei naquele jardim onde realmente serei amigo do rei elas ficaram lá expostas perfumando mais o ar onde ao anoitecer as damas da noite bailarão ao sabor da pequena brisa.
A porta da varanda estará sempre aberta onde este perfume maravilhoso de natureza nos fará ter várias noites de extremo prazer de vida humana que nós pessoas viventes enquanto seres vivos que somos desfrutaremos da porta entre o escritório e o quarto onde a luz do luar entrará sem se preocupar com a persiana maldita que às vezes expele visita certa esperada amada.
Honestamente não vejo à hora desses elefantes mudarem e passarem a viver como o rei deseja ela também irá e junto com Ernesto correrá entre as patas loucas rosas dos nossos amigos antigos em breve todos estarão vivendo como pessoas da alta corte do país que sonhamos sempre e unicamente legal.
Sei que algo brota por aqui mesmo estando você por aí quem sabe Clarice brinca com Caetano aos olhos fraternos e amáveis de Vicente nada mais acabará de forma imprevista violenta inescrupulenta estaremos juntos pro inicio meio e recomeço.
Eu você eles nós... sempre e sempre nós!
Marcadores:
da lua,
pensamentos
A primeira manhã
Relógio toca, celular desperta.
O banheiro ao lado já demonstra sinais de vida. Vapor saindo pela janela da área de serviço. Realmente as coisas estão funcionando nesta casa.
Menina, não! Coloca de novo em cima e... não precisa nem falar novamente.
Mamão cortado sem semente. Toma café? Claro que não, faça o chocolate que é bem melhor.
Pega o palito, sai pra sala, senta! Ganha o palito e vai pro canto sorrindo.
Misto quente da padaria não é tão bom, uma fatia de queijo outra de presunto, tudo isto em um pão light, sem manteiga. Afinal gordo eu sou, e desejo que não se torne.
Pega roupa, leva pro guarda-roupa e ela novamente me oferece várias peças para serem estendidas. Sacode...sacode...sacode...
Certo, não precisa falar nada, toma o biscoito. Parabéns... sentou sem pedir.
Arrumou a cama?
Pega o pêssego, barra de cereais, telefone na bolsa, chave em mãos.
Vamos... vamos... já está na hora, começa hoje!
Olha este restaurante você almoça pega nota, quero saber exatamente onde almoça.
Cuidado ao ir embora, não se esqueça de almoçar.
Beijo fica com Deus.
O banheiro ao lado já demonstra sinais de vida. Vapor saindo pela janela da área de serviço. Realmente as coisas estão funcionando nesta casa.
Menina, não! Coloca de novo em cima e... não precisa nem falar novamente.
Mamão cortado sem semente. Toma café? Claro que não, faça o chocolate que é bem melhor.
Pega o palito, sai pra sala, senta! Ganha o palito e vai pro canto sorrindo.
Misto quente da padaria não é tão bom, uma fatia de queijo outra de presunto, tudo isto em um pão light, sem manteiga. Afinal gordo eu sou, e desejo que não se torne.
Pega roupa, leva pro guarda-roupa e ela novamente me oferece várias peças para serem estendidas. Sacode...sacode...sacode...
Certo, não precisa falar nada, toma o biscoito. Parabéns... sentou sem pedir.
Arrumou a cama?
Pega o pêssego, barra de cereais, telefone na bolsa, chave em mãos.
Vamos... vamos... já está na hora, começa hoje!
Olha este restaurante você almoça pega nota, quero saber exatamente onde almoça.
Cuidado ao ir embora, não se esqueça de almoçar.
Beijo fica com Deus.
Marcadores:
Crônicas
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Declaro
O seu hálito de amor conduz a luz!
A luz do teu sorriso.
Que entorpece... traz amor,
O amor, que outrora, trouxe dor,
Mas agora, mesmo de dia,
Envolve-me em grande euforia.
A luz do teu sorriso.
Que entorpece... traz amor,
O amor, que outrora, trouxe dor,
Mas agora, mesmo de dia,
Envolve-me em grande euforia.
Caça... caçaDOR
A vontade de sucumbir às trevas aumenta a cada hora que passa...
Sinto-me longe da luz...
O horror cerca todos, principalmente a mim.
Corro sem força,
Sou alcançado,
Entrego-me sem muita luta...
Sinto-me longe da luz...
O horror cerca todos, principalmente a mim.
Corro sem força,
Sou alcançado,
Entrego-me sem muita luta...
Marcadores:
De BH até Betim
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Nova vida
Eu sei... minha vida está mudando.
Uma eterna mutação este ato de viver.
Não só isso, meus cabelos raleando e embranquecendo. A paciência aumentando e com a colheita das experiências vividas e sofridas, mais sabedoria em conviver com o outro.
Desta forma não vejo outra solução além da que tomamos no último ano. Abro a porta da minha casa, como já abri do meu coração quando você apareceu.
Lembra? Fiquei doido quando fiquei sabendo que você chegaria um dia!, e quando você apareceu!? Você nem lembra, mas tudo isto aconteceu.
Infelizmente quando nos separamos pela primeira vez, você chorou. Um choro doído que me sangrou. Ninguém acredita e ninguém concorda, mas sangrei tanto quanto você.
E veja como é a vida. Você está a lutar para ficarmos juntos. Louco este mundo não?
Na verdade louco estou eu, e ela também. Afinal, teremos você perto da gente. Mudança de vida. Colheita de vida. Mas também é nosso momento de plantar!, plantaremos juntos. Para que depois você comece a colher.
Venha rápido e não nos deixe mais. Estamos aqui no primeiro andar te esperando. A cama pronta, o quadro na parede, o guarda-roupa com seu espaço e principalmente o coração e o sorriso abertos. Aberto de tal maneira que nunca imaginaria que estariam assim para alguém.
Vai ser difícil, mas nós iremos conseguir.
Seremos pai e filho um do outro.
Uma eterna mutação este ato de viver.
Não só isso, meus cabelos raleando e embranquecendo. A paciência aumentando e com a colheita das experiências vividas e sofridas, mais sabedoria em conviver com o outro.
Desta forma não vejo outra solução além da que tomamos no último ano. Abro a porta da minha casa, como já abri do meu coração quando você apareceu.
Lembra? Fiquei doido quando fiquei sabendo que você chegaria um dia!, e quando você apareceu!? Você nem lembra, mas tudo isto aconteceu.
Infelizmente quando nos separamos pela primeira vez, você chorou. Um choro doído que me sangrou. Ninguém acredita e ninguém concorda, mas sangrei tanto quanto você.
E veja como é a vida. Você está a lutar para ficarmos juntos. Louco este mundo não?
Na verdade louco estou eu, e ela também. Afinal, teremos você perto da gente. Mudança de vida. Colheita de vida. Mas também é nosso momento de plantar!, plantaremos juntos. Para que depois você comece a colher.
Venha rápido e não nos deixe mais. Estamos aqui no primeiro andar te esperando. A cama pronta, o quadro na parede, o guarda-roupa com seu espaço e principalmente o coração e o sorriso abertos. Aberto de tal maneira que nunca imaginaria que estariam assim para alguém.
Vai ser difícil, mas nós iremos conseguir.
Seremos pai e filho um do outro.
Marcadores:
Realidade
Pensamento
A beleza dos teus olhos retira qualquer suspeita da luz do amanhã.
Marcadores:
De BH até Betim
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dias sim, noites sim
O meu dia nasceu assim...
Cinza, 95 quilos, sono, mordidas.
Coça... coça...
Arranha, morde, frio, calor, intenso sem senso.
Não penso, executo, sofro, ronco.
Na verdade, a noite virá!, com ela novamente: 95 quilos, sono, mordidas, parede.
A varanda suja, com o tapete sujo, o metrô que vai e volta e a dor que não passa.
95 quilos, dor, sono, parede, cama, mordidas.
O Rio está ali, BH é aqui, Miami não faço idéia e nem quero saber...
Ronco, sono, coça coça, mordida, xixi, parede e agora tem persiana.
Ela surge e traz a calma, o amor, o sabor, o despertar, o trepar.
Lua, luz, amor, sexo, tesão, mordida, coça coça, você, eu, nós.
Cinza, 95 quilos, sono, mordidas.
Coça... coça...
Arranha, morde, frio, calor, intenso sem senso.
Não penso, executo, sofro, ronco.
Na verdade, a noite virá!, com ela novamente: 95 quilos, sono, mordidas, parede.
A varanda suja, com o tapete sujo, o metrô que vai e volta e a dor que não passa.
95 quilos, dor, sono, parede, cama, mordidas.
O Rio está ali, BH é aqui, Miami não faço idéia e nem quero saber...
Ronco, sono, coça coça, mordida, xixi, parede e agora tem persiana.
Ela surge e traz a calma, o amor, o sabor, o despertar, o trepar.
Lua, luz, amor, sexo, tesão, mordida, coça coça, você, eu, nós.
Marcadores:
pensamentos
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sempre
A tristeza bateu em meu coração.
Assim, do nada.
Estava aqui, sentadinho, bonitinho, fazendo meus programinhas.
De repente, tristeza.
Saudades da mãe? Acho que sim, afinal, não a vejo desde o ano passado... viajou!
A distância existente mesmo quando ela está presente, aqui em nossa terra, me deixa fraco.
Fraco eu sou... sempre.
Amar-te? Amo-te sempre também.
Saudades de você? Sempre.
Mesmo presente, eu ausente.
Assim, do nada.
Estava aqui, sentadinho, bonitinho, fazendo meus programinhas.
De repente, tristeza.
Saudades da mãe? Acho que sim, afinal, não a vejo desde o ano passado... viajou!
A distância existente mesmo quando ela está presente, aqui em nossa terra, me deixa fraco.
Fraco eu sou... sempre.
Amar-te? Amo-te sempre também.
Saudades de você? Sempre.
Mesmo presente, eu ausente.
Marcadores:
No divã
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O verão
Êitcha é Verão!
Época de andar de calção,
Com este calorão,
Não vejo outra solução!
Mas sair de calção,
Depois dos trintão?
Isto cheira a demissão,
Afinal, o patrão,
Não é gente boa não.
O verão!
Com este calorão,
Andando no galpão,
Só escutando musicão,
Pra acalmar o calorão,
Já que de calção,
Não pode não.
Ah! O verão!
Época de andar de calção,
Com este calorão,
Não vejo outra solução!
Mas sair de calção,
Depois dos trintão?
Isto cheira a demissão,
Afinal, o patrão,
Não é gente boa não.
O verão!
Com este calorão,
Andando no galpão,
Só escutando musicão,
Pra acalmar o calorão,
Já que de calção,
Não pode não.
Ah! O verão!
Marcadores:
Pequenos poemas
Eu traí
Eu traí! Entrei para o ranking dos filhos da puta!
Justamente com ela, pela qual sou louco e apaixonado.
Agora é esperar pra ver o que vai acontecer.
Mas não foi de sacanagem, sabe?, estava precisando, não estava dormindo direito. Principalmente de dia, não conseguia dormir nem por reza brava. Vi-me obrigado a finalmente traí-la.
Tenho certeza que ela vai entender!
Na próxima noite que ela aparecer sorridente e notar que existe algo de errado em nosso ninho de amor, ela vai chorar.
Mas tenho certeza que vai entender. Afinal, o nosso inimigo número um, vinha me atazanar durante o dia nos finais de semana. Não tive como, tomei a decisão mais correta.
Mas minha Lua, garanto e prometo que quando você aparecer abrirei a persiana do quarto para que você novamente ilumine e envolva em suas carícias meu corpo desnudo.
Estarei lá, jogado na cama com a persiana aberta e assim que você for embora a fecharei de novo para que ele não entre mais.
Eu traí minha Lua com uma promíscua persiana.
Eu traí!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Espelho
"... Pois me beijaram a boca e me tornei poeta.
Mas tão habituado com o adverso.
Eu temo se um dia me machuca o verso..."
Fonte: Música: Espelho
Composição: João Nogueira
Mas tão habituado com o adverso.
Eu temo se um dia me machuca o verso..."
Fonte: Música: Espelho
Composição: João Nogueira
Marcadores:
pensamentos
domingo, 17 de janeiro de 2010
Comparação
Se eu dissesse que o amor veio da flor,
E se fosse além e provasse que veio da dor?
Intrigante esta comparação,
Ainda mais feita sobre o colo de um violão.
E se fosse além e provasse que veio da dor?
Intrigante esta comparação,
Ainda mais feita sobre o colo de um violão.
Cena conturbarda
Sentado nesta poltrona black,
Olhando para o céu blue,
Vejo seu sangue red,
Misturando-se no meu corpo nu
Olhando para o céu blue,
Vejo seu sangue red,
Misturando-se no meu corpo nu
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Pudor do amor?
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Sem dor, sem rancor, mas com louvor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Amo sem pudor, me entrego ao amor.
Deixo que ele me leve aonde nunca me levou em outrora.
Permito-me a dor do amor!, ou seria sem a dor da dor?
Não sei ao certo, mas quero você por perto.
Mesmo com amor te possuo,
Faço de você apenas uma posse,
Fico forte, poderoso, viçoso...
Sigo as regras, normas, posições.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Com dor, com amor, mas sem rancor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Sem dor, sem rancor, mas com louvor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Amo sem pudor, me entrego ao amor.
Deixo que ele me leve aonde nunca me levou em outrora.
Permito-me a dor do amor!, ou seria sem a dor da dor?
Não sei ao certo, mas quero você por perto.
Mesmo com amor te possuo,
Faço de você apenas uma posse,
Fico forte, poderoso, viçoso...
Sigo as regras, normas, posições.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Com dor, com amor, mas sem rancor.
Eu queria muito acreditar no pudor do amor.
Marcadores:
Poesia sem ser poeta
Nem o sol, nem a lua, nem eu
" Hoje eu encontrei a Lua
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu "
...
"Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delirio seu
E o meu fosse acreditar "
Fonte: Música: Nem o sol, nem a lua, nem eu
Composição: Lenine
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu "
...
"Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delirio seu
E o meu fosse acreditar "
Fonte: Música: Nem o sol, nem a lua, nem eu
Composição: Lenine
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Entardecer
Teu sorriso ilumina minha tarde...
Com a certeza que nesta noite tu entrarás pela minha janela e irá envolver-me em tua luz... Durmo feliz!
A madrugada será plena...
Meu caco de casco será, enfim, recompensado...
Entre pela janela e cubra-me de carícias e encantos.
Teu sorriso ilumina minha tarde, tua luz perpetua o meu... não!, o nosso amor.
Minha bela lua, minha única luna.
Com a certeza que nesta noite tu entrarás pela minha janela e irá envolver-me em tua luz... Durmo feliz!
A madrugada será plena...
Meu caco de casco será, enfim, recompensado...
Entre pela janela e cubra-me de carícias e encantos.
Teu sorriso ilumina minha tarde, tua luz perpetua o meu... não!, o nosso amor.
Minha bela lua, minha única luna.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
De relance
Com o calor da tua luz me sinto assim...
Lunático, galáctico, amático?
Sei lá...
É assim e pronto!
Vê?
Não vê?
Mas sentir, sente!?
Amamente, sorridente, contente.
Lunático, galáctico, amático?
Sei lá...
É assim e pronto!
Vê?
Não vê?
Mas sentir, sente!?
Amamente, sorridente, contente.
Marcadores:
Pequenos poemas
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Raio
A cada raio que me ilumina,
Fico parado aqui na esquina,
A desejar que o teu luar,
Venha me desnudar.
Sem pudor,
Com amor,
Sem rancor,
Como uma flor,
Vivo em busca do teu amor.
Fico parado aqui na esquina,
A desejar que o teu luar,
Venha me desnudar.
Sem pudor,
Com amor,
Sem rancor,
Como uma flor,
Vivo em busca do teu amor.
De frente pro mar
De frente pro mar,
Vejo a verdade.
Com a brisa do mar,
Sinto a saudade.
Teu nome escuto,
E jobiniando,
Assim de minuto,
Sinto te amando.
Sabes que é verdade,
Nesta terra distante,
Onde não há maldade,
Amo todo instante,
Assim bate saudade,
Revivo neste instante.
Vejo a verdade.
Com a brisa do mar,
Sinto a saudade.
Teu nome escuto,
E jobiniando,
Assim de minuto,
Sinto te amando.
Sabes que é verdade,
Nesta terra distante,
Onde não há maldade,
Amo todo instante,
Assim bate saudade,
Revivo neste instante.
Marcadores:
Pequenos poemas
...ente!
A lembrança do teu sorriso ilumina minha mente... E sem querer me deixa demente. E não é que de repente, esse monte de gente, consegue me ver contente? E tudo porque tenho lembrança da gente. E desta maneira, vamos deixando o povo sorridente.
Marcadores:
Pequenos poemas
Doer, sofrer, viver...
Faz-me doer, ver você sofrer ao chegar o entardecer.
Matar-me é ver você chorar com a chegada do luar.
Estripar-me é sentir você amar e sem querer... o sonho acabar.
Matar-me é ver você chorar com a chegada do luar.
Estripar-me é sentir você amar e sem querer... o sonho acabar.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Uma orgia na Bahia
Calma, não entre em pânico!, não é nada do que você está pensando! Não sou adepto do turismo sexual, muito pelo contrário, não acho correto gringos, e por que não gringas, virem para nosso país a fim de gastar seu valioso dinheirinho sujo com nossos jovens. Mas aqui na Bahia não teve jeito, me envolvi numa orgia!
Você já comeu na Bahia? Nunca!? Não sabe o que está perdendo! É algo além do imaginável! É uma mistura de sabor, temperos, molhos, peixes, óleos e o caramba a quatro.
Aqui o arroz não é aquela coisa chocha e sem graça que se come no bandejão da empresa onde a gente trabalha não! Aqui o arroz tem gosto de arroz e o feijão é feijão puro mesmo! E as moquecas? Tem noção do sabor de uma moqueca baiana?
Ontem fui a um restaurante aqui na ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Pedi uma moqueca básica de dourado. Meu Deus!, você não imagina a moqueca. O sabor do dendê, leite de coco, coentro, tomate, alho e tudo isto junto banhando o nosso ator principal, o dourado. Fora os acompanhamentos!, pirão, feijão fradinho, arroz branco com salsa e a famosa farofa baiana.
Uma verdadeira orgia gastronômica!
Vou te dar uma dica. Se algum dia vier à Bahia, coma uma moqueca! Uns acarajés, alguns abarás e tudo o que te der vontade.
Afinal, vivo dizendo, se a aparência é boa, então coma. E deixe o regime pra depois do carnaval, afinal tudo neste país só começa depois da festa pagã.
Você já comeu na Bahia? Nunca!? Não sabe o que está perdendo! É algo além do imaginável! É uma mistura de sabor, temperos, molhos, peixes, óleos e o caramba a quatro.
Aqui o arroz não é aquela coisa chocha e sem graça que se come no bandejão da empresa onde a gente trabalha não! Aqui o arroz tem gosto de arroz e o feijão é feijão puro mesmo! E as moquecas? Tem noção do sabor de uma moqueca baiana?
Ontem fui a um restaurante aqui na ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Pedi uma moqueca básica de dourado. Meu Deus!, você não imagina a moqueca. O sabor do dendê, leite de coco, coentro, tomate, alho e tudo isto junto banhando o nosso ator principal, o dourado. Fora os acompanhamentos!, pirão, feijão fradinho, arroz branco com salsa e a famosa farofa baiana.
Uma verdadeira orgia gastronômica!
Vou te dar uma dica. Se algum dia vier à Bahia, coma uma moqueca! Uns acarajés, alguns abarás e tudo o que te der vontade.
Afinal, vivo dizendo, se a aparência é boa, então coma. E deixe o regime pra depois do carnaval, afinal tudo neste país só começa depois da festa pagã.
Marcadores:
Realidade
Assinar:
Postagens (Atom)



